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Romanos 8-10O Livro (OL)

Vida através do Espírito

1/2 Portanto agora nenhuma condenação há para os que pertencem a Cristo Jesus. Porquanto o poder do Espírito doador de vida — por meio de Cristo Jesus — me libertou da lei do pecado e da morte. Na verdade, sendo que a lei moisaica nada podia fazer devido à fraqueza da nossa natureza, Deus, mandando o seu próprio Filho com um corpo humano semelhante ao nosso, destruiu o poder que o pecado tem sobre as nossas vidas. Assim a rectidão da lei de Deus se manifesta em nós que nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo e não nos colocamos na sujeição da velha natureza.

Aqueles que se deixam levar pela sua natureza pecadora vivem apenas para dar prazer a si mesmos, mas aqueles que seguem o Espírito fazem o que agrada a Deus. Seguir o Espírito leva à vida e à paz, mas seguir atrás da velha natureza conduz à morte, porque a velha natureza pecadora, em nós, é contra Deus. Nunca obedeceu às leis de Deus e nem pode fazê­lo. É por isso que os que ainda estão sob o controlo da sua natureza pecadora nunca podem agradar a Deus.

9/11 Mas vocês não são controlados pela vossa velha natureza, mas pelo Espírito, se é que o Espírito de Deus vive em vocês. E se alguém não tem na sua vida o Espírito de Cristo, não é de maneira nenhuma um cristão. E se Cristo vive em vocês, embora o vosso corpo esteja morto para o pecado, o vosso espírito vive porque Cristo vos perdoou. E se o Espírito de Deus, que levantou Jesus Cristo da morte, vive na vossa vida, ele vivificará o vosso corpo mortal pela acção desse mesmo Espírito Santo que vive em vocês.

12/13 Assim, irmãos, não há razão para satisfazerem a vossa velha natureza pecadora fazendo o que ela vos pede. Porque se continuarem a segui­la, morrerão; mas se, pelo poder do Espírito, a rejeitarem, hão­de viver. 14 Porque todos os filhos de Deus se deixam conduzir pelo Espírito de Deus.

15/17 Por isso não devemos ser como escravos medrosos e servis, mas devemos comportarmo­nos como verdadeiros filhos de Deus, recebidos no seio da sua família e chamando­lhe realmente querido Pai. Porque o seu Santo Espírito é testemunha, no nosso entendimento, de que somos filhos de Deus. E sendo que somos seus filhos, havemos de participar dos seus tesouros, pois que tudo o que Deus dá a seu Filho Jesus nos pertence também. Contudo se é certo que participaremos da sua glória, também é certo que teremos de participar dos seus sofrimentos.

A glória futura

18/21 Mas aquilo que somos chamados a sofrer agora nada é comparado com a glória que ele nos dará mais tarde. Porque toda a criação espera com ardente esperança por esse dia futuro em que Deus ressuscitará os seus filhos. Nesse dia, tudo aquilo a que o mundo ficou sujeito por causa do pecado desaparecerá, e todo o mundo à nossa volta participará da gloriosa liberdade que os filhos de Deus hão­de desfrutar em relação ao pecado.

22/23 Porque sabemos que mesmo as coisas da natureza esperam esse tão grande acontecimento, como se estivesse com dores de parto. E até nós, cristãos, ainda que tenhamos em nós o Espírito Santo como um antegosto dessa glória futura, também como que gememos para ser libertados da dor e do sofrimento. Nós também esperamos ansiosamente por esse dia em que Deus nos concederá enfim todos os direitos como seus filhos, incluindo novos corpos. 24/25 Nós somos salvos em esperança. E a esperança significa contar obter algo que ainda não temos. Uma pessoa que obteve já o que pretendia não necessita de ter esperança nessa coisa. Mas quando esperamos o que ainda não temos, esperamo­lo com paciência e confiança.

26/27 Pela fé, o Espírito nos ajuda nas nossas fraquezas. Porque não sabemos o que devemos pedir, nem como pedir, mas o Espírito pede por nós, e com tal ardor que não há palavras que o possam exprimir. E o Pai, que conhece todos os corações, sabe na verdade o que o Espírito pretende ao interceder em nosso favor, em harmonia com a vontade de Deus.

A vitória em Cristo

28 E sabemos que tudo o que nos acontece contribui para o nosso bem, nós que amamos Deus e nos encontramos dentro dos seus planos. 29/30 Porque desde o princípio de tudo Deus decidiu que aqueles que viessem até ele, e ele já sabia quem seria, se tornariam semelhantes ao seu Filho, a fim de que o seu Filho fosse o primeiro entre muitos irmãos. E, tendo­nos escolhido, chamou­nos para si; e quando viemos, respondendo à sua chamada, ele nos reconciliou consigo, concedendo­nos o direito à sua glória.

31/32 Que poderemos nós comentar perante coisas tão maravilhosas? Se Deus está ao nosso lado, quem será contra nós? Se ele nem o seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, não nos dará, com Cristo, tudo o mais que precisarmos?

33 Quem ousará acusar­nos, a nós que Deus escolheu para si mesmo? Porque foi Deus mesmo quem nos perdoou. 34 Quem pois é que nos condenaria? Ninguém o poderia fazer visto que foi mesmo Cristo quem morreu e ressuscitou por nós, e se encontra sentado no mais honroso lugar junto de Deus, ali intercedendo em nosso favor.

35 O que é que poderia interpor­se entre nós e o amor de Cristo? Seria a tribulação, ou a aflição, ou a perseguição ou a fome, ou a necessidade, ou o perigo, ou a força da violência? 36 Não! As Escrituras mesmo nos dizem:

    “Por amor a Deus, enfrentamos a morte em qualquer momento;
    somos como ovelhas a ser abatidas no matadouro”.

37 Mas a nossa vitória é total no meio de todas essas coisas, e isso devido a Cristo, o qual nos amou a ponto de morrer por nós. 38/39 Porque eu estou certo de que nem vida nem morte, nem anjos nem demónios, nem a actualidade ou o futuro, seja onde quer que nos encontremos, nas alturas ou em profundos abismos, nada nem ninguém nos poderá separar do amor que Deus nos deu em Jesus Cristo nosso Senhor.

Deus é soberano

1/2 O meu coração está abatido dentro de mim, e entristeço dia após dia porque desejo a salvação do meu povo, os meus irmãos e irmãs judeus. Cristo sabe, e o Espírito Santo é testemunha, que eu estou a dizer a verdade quando digo que preferia ser separado de Cristo, se isso pudesse ser condição para a salvação deles. 4/5 Deus os tomou como seu próprio povo escolhido, e lhes revelou a sua glória. Fez com eles alianças. Deu­lhes a sua lei. Ensinou­os a adorá­lo e deu­lhes promessas. Seus pais foram grandes homens de Deus, e Cristo, ele próprio, era judeu como eles, no que diz respeito à sua natureza humana, ele que agora é Senhor de tudo, para sempre. Deus seja louvado!

Pois bem, terá Deus falhado no cumprimento da sua promessa aos judeus? Naturalmente que não. O que acontece é que nem todo o que é nascido duma família judaica é um verdadeiro judeu. O simples facto de serem da descendência de Abraão, não os faz filhos de Abraão. Ora as Escrituras dizem: “Só através de Isaque é que a minha promessa terá cumprimento”, embora Abraão tivesse outros filhos.

Isto significa portanto que nem todos os filhos de Abraão são necessariamente filhos de Deus. São os filhos da promessa que são considerados ser filhos de Abraão. Porque Deus prometeu: “No próximo ano vos darei, a ti e a Sara, um filho.”

10/13 Tempos depois, quando este filho, Isaque, era já homem feito e casado, e Rebeca, sua mulher, estava para ter dois gémeos, Deus disse­lhe que Esaú, o que havia de nascer primeiro, teria de se submeter a Jacob, seu irmão. Segundo as próprias palavras da Escritura, Deus disse­lhe: “Decidi abençoar Jacob e rejeitar Esaú”. E Deus disse isto ainda antes que as crianças tivessem nascido e feito fosse o que fosse, nem bem nem mal. É pois a prova de que Deus estava a cumprir o que decidira desde o princípio; não foi por causa do que os filhos fizeram ou deixaram de fazer, mas por causa do que Deus desejava e decidira.

14/16 Haverá então injustiça da parte de Deus? Claro que não. Porque Deus tinha dito a Moisés: “Terei compaixão de quem eu quiser, e serei misericordioso para com quem eu entender”. Assim pois as bênçãos de Deus não são dadas só porque alguém decide recebê­las, ou porque tenha feito muitas obras para as conseguir. Elas dependem de Deus, que tem misericórdia de quem quiser.

17 Faraó, o rei do Egipto, é um exemplo desse facto. Deus disse: “Para isto te levantei como rei do Egipto, para por ti mostrar o meu poder, a fim de que em toda a Terra seja honrado o meu nome”. 18 Como vêem, Deus é benigno para com uns, mas endurece o coração de outros, conforme a sua vontade.

19 Bem, podem perguntar: “Porque razão Deus culpa as pessoas por não ouvirem?Não estão elas a fazer, simplesmente, o que ele manda?” 20 Não, não digam isso. Quem é o homem, um pobre mortal, para criticar Deus? Um objecto fabricado dirá àquele que o fabricou: Porque me fizeste desta forma? 21 Quando um oleiro faz um jarro de barro, não terá ele o direito de usar o mesmo barro para fazer um belo objecto de ornamentação e um outro de uso corrente? 22 Então não teria Deus o direito de manifestar a sua justa cólera e o seu poder de justiça contra aqueles que se iam encaminhando para a perdição e cuja maldade ele tem suportado com paciência todo este tempo? 23/24 E ele tem igualmente o direito de tomar outros, tais como nós próprios, que fomos feitos como que recipientes contendo as riquezas da sua glória, sejamos nós judeus ou gentios, e ter misericórdia para connosco, a fim de que toda a gente possa constatar a sua glória.

25/26 Lembram­se do que está escrito no profeta Oséias acerca dos gentios? Lá diz Deus que chamará para si outros filhos sem serem da família dos judeus , e que os amará, ainda que antes não os tivesse amado. E os povos, de quem antes se dissera:

    “Não são do meu povo,
    serão agora chamados filhos do Deus vivo”.

27/28 E Isaías, o profeta, proclamava, acerca de Israel:

    “Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar,
        apenas um pequeno número será salvo.
    O Senhor dará execução à sua palavra, de uma forma integral,
        e no seu devido momento, sem alterações.”

29 E noutro lugar o mesmo profeta diz:

    “Se não fosse a misericórdia de Deus todos seríamos destruídos,
    tal como aconteceu com as cidades de Sodoma e Gomorra”.

A descrença de Israel

30/31 Pois então que diremos nós a estas coisas? Só isto: que Deus deu aos gentios a oportunidade de serem aceites por Deus pela fé, ainda que não tivessem tido antes a preocupação de o buscar. E os judeus, que tinham tentado observar os regulamentos de Deus, não conseguiram tal coisa. 32/33 E por que não? Porque tentavam ser salvos através do cumprimento da lei em vez de fazerem depender da fé a sua salvação. Tropeçaram na pedra de que fala a Escritura:

    “Pus uma rocha em Israel, e muitos tropeçarão nela.
    Mas todos os que crerem nela não serão iludidos.”

10 Meus irmãos, o grande desejo do meu coração e a minha oração é que o povo judeu possa ser salvo. Eu sei como eles defendem ardorosamente a honra de Deus, mas é um zelo sem entendimento. Eles não entendem que Cristo morreu para os pôr em ordem com Deus. E em vez disso, continuam a procurar fazer­se suficientemente bons para ganhar o favor de Deus, tentando guardar a lei, e não se sujeitam ao caminho de Deus para a salvação. Eles não percebem que Cristo oferece àqueles que nele confiam tudo aquilo que afinal tentam obter pela observação da lei.

Porque Moisés escreveu que a maneira da lei fazer uma pessoa justa para com Deus requer obediência a todos os seus mandamentos. Não digas no teu coração: “Não precisas de ir ao céu” (para encontrar Cristo e trazê­lo para te ajudar). E diz mais: “Não precisas de ir ao lugar da morte” (para trazer Cristo de novo à vida). A salvação que vem por confiar em Cristo — que é a mensagem que pregamos — já está ao teu fácil alcance. De facto, a Escritura diz: “A mensagem está mesmo à mão; na tua boca e no teu coração”.

Se com a tua boca confessares que Jesus Cristo é o Senhor e no teu coração creres que Deus o ressuscitou dos mortos, serás salvo. 10 Porque é crendo que uma pessoa se põe em ordem perante Deus; e é declarando, em voz clara, que a salvação se afirma. 11 Porque a Escritura diz: “Todo o que crê nele não ficará decepcionado”. 12 E nisto, entre judeus e os outros povos não há diferença: todos têm o mesmo Senhor que dá generosamente as suas riquezas aos que lhas pedirem. 13 Porque: “Todo aquele que chamar pelo nome do Senhor será salvo”.

14/15 Mas como chamarão por ele aqueles que ainda não crêem nele? E como hão­de crer nele se nunca ouviram falar dele? E como ouvirão a seu respeito se ninguém lhes falar dele? E como irá alguém para lhes falar se não for enviado? É disso que falam as Escrituras quando dizem: “Como são belos os pés daqueles que anunciam boas novas”.

16 Mas nem todos responderam a essa voz do evangelho, porque Isaías, o profeta, disse: “Senhor, quem acreditou quando falei?” 17 Na verdade, a fé vem por ouvir esta mensagem de boas novas — as boas novas acerca de Cristo.

18 E quanto aos judeus? Terão eles ouvido? Sim, de certo:

    “A sua mensagem foi por toda a Terra,
        até aos pontos mais remotos”.

19 E terão eles compreendido a intenção de Deus? Em todo o caso, já no tempo de Moisés, Deus dissera:

    “Suscitar­vos­ei ciúmes com gente que não é meu povo,
        e com povos que não têm conhecimento”.

20 Mais tarde Isaías também dirá ousadamente, da parte de Deus:

    “Fui encontrado por os que não perguntavam por mim.
        Aos que não me buscavam manifestei­me.”

21 Quanto a Israel, Deus disse:

    “Continuamente estendi as minhas mãos
        a um povo rebelde e contradizente”.

O Livro (OL)

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