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Romanos 1-3O Livro (OL)

1/2 Saúda­vos Paulo, servo de Jesus Cristo, escolhido por Deus para ser apóstolo, separado para pregar as boas novas de Deus, as quais já tinham sido prometidas por Deus, nas santas Escrituras, há muito tempo, através dos seus profetas. Estas boas novas são acerca de seu Filho, Jesus Cristo nosso Senhor, o qual tomou uma forma humana ao nascer na descendência do rei David. E Jesus Cristo nosso Senhor foi declarado Filho de Deus quando Deus poderosamente o ressuscitou da morte por meio do Espírito Santo. Através de Cristo, Deus nos deu o privilégio e autoridade de contar aos gentios em toda a parte o que Deus fez por eles, para que eles possam crer e obedecer­lhe, trazendo glória ao seu nome.

6/7 E vocês, meus queridos amigos, que estão em Roma, a quem Deus ama, fazem parte do número dos santos e estão entre aqueles que são chamados para serem de Jesus Cristo. Que vos sejam concedidas a graça e a paz da parte de Deus nosso Pai e de Jesus Cristo nosso Senhor.

Paulo deseja visitar Roma

8/9 Antes de mais, gostaria de vos dizer como me sinto grato a Deus através de Jesus Cristo porque a vossa fé se vai tornando conhecida em todo o mundo! Deus sabe como frequentemente, nas minhas orações, vos apresento àquele a quem sirvo com toda a minha mente, declarando aos outros as boas novas de seu Filho.

10/12 Também continuamente peço a Deus que, se assim for a sua vontade, me apareça uma boa oportunidade de ir ver­vos. Porque desejo visitar­vos para estimular a vossa vida espiritual e ajudar­vos a crescer em força no Senhor, para ao mesmo tempo ser também encorajado pela nossa fé comum.

13 Quero que saibam, irmãos, que já muitas vezes fiz planos para ir ter convosco, mas tenho sido impedido. Queria também obter no vosso meio os mesmos bons resultados que entre os outros povos. 14 Porque eu tenho uma dívida para com toda a gente, tanto nações civilizadas como povos primitivos, tanto pessoas cultas como incultas. 15 Portanto, no que estiver ao meu alcance, estou pronto a ir também a Roma pregar­vos as boas novas de Deus.

16/17 Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todos os que crêem. Esta mensagem dirigiu­se primeiramente aos judeus, mas agora todos são igualmente convidados a aceitá­la. Este evangelho revela­nos que Deus nos declara justos aos seus olhos quando pomos a nossa fé em Cristo. Esta justiça que Deus nos atribui nasce e completa­se através da fé. Tal como está escrito: “o justo pela fé viverá”.

A ira de Deus contra o pecado

18/20 Mas Deus mostra, dos céus, a sua ira contra todo o pecado e a injustiça dos homens, que impedem a revelação da verdade pela sua perversidade. Porque o que acerca de Deus se pode conhecer, eles sabem­no instintivamente. Deus manifesta­lhes essas coisas nas suas consciências. Desde a criação do mundo que os homens entendem e claramente vêem, através de tudo o que Deus fez, as suas qualidades invisíveis — o seu eterno poder e a sua natureza divina. Não terão, portanto, desculpa de não conhecer Deus.

21 Pois ainda que tendo conhecido Deus, não o adoraram como Deus e nem sequer lhe agradeceram todos os seus cuidados diários. Antes começaram a formar ideias absurdas. O resultado foi que as suas mentes insensatas se tornaram obscuras. 22/23 Dizendo­se sábios, tornaram­se loucos. E então, em vez de adorarem o Deus glorioso e eterno, fizeram para si próprios ídolos com a forma de homens mortais, de aves, de quadrúpedes e de répteis.

24/25 Por isso Deus os abandonou a si mesmos, deixando­os entregar­se a toda a espécie de perversões dos seus instintos, fazendo até as coisas mais indignas, com os corpos uns dos outros. Em vez de aceitarem a verdade de Deus, preferiram a mentira. Honraram e serviram coisas que são criadas em vez do próprio Criador, que é louvado eternamente. Amém.

26 Foi por isso que Deus se afastou deles e os deixou fazer todas essas práticas infames. Até as mulheres mudaram o uso natural que Deus destinou ao seu corpo e entregaram­se a práticas sexuais entre si mesmas. 27 E os homens, deixando as relações sexuais normais com mulheres, inflamaram­se em paixões sensuais uns com os outros, homens com homens, e recebendo em si mesmos o devido castigo pela sua perversão.

28 Visto terem achado inútil conhecer Deus, ele deixou­os fazerem tudo o que as suas mentes malignas pudessem imaginar. 29 As suas vidas tornaram­se cheios de toda a maldade, prostituição, ganância, violência, inveja, assassínio, disputas, engano e intrigas. 30/31 Tornaram­se insurrectos, difamadores, cheios de ódio contra Deus, caluniadores, orgulhosos e presunçosos, imaginando constantemente novas práticas de maldade, sem respeito por pai ou mãe, falhos de senso comum, faltando à palavra dada nos contratos, sem saberem o que é afeição natural, sem capacidade de reconciliação nem de tolerância. 32 E, conhecendo a justiça de Deus e o castigo de morte que as suas condutas merecem, continuaram na mesma, encorajando até os outros a viver assim.

O justo julgamento de Deus

E tu, quem quer que sejas, quando começas a julgá­los, não tens desculpa! Fazendo juízo sobre o comportamento deles, no fundo estás a condenar­te a ti mesmo, pois és capaz de fazer as mesmas coisas. E sabemos que, com justiça, Deus castigará todos os que praticarem tais coisas. Pensas que Deus, que julgará e condenará esses pecadores, te poupará a ti, quando as praticares também? Não te apercebes da imensa paciência e benignidade que ele tem para contigo, suportando o teu pecado sem te castigar? Não és capaz de ver que a bondade de Deus procura levar­te ao arrependimento.

5/6 Mas tu não queres ouvir; e por isso estás a acumular sobre ti mesmo um terrível castigo, devido à tua teimosia em recusar arrependeres­te dos teus pecados; pois virá um dia de cólera divina, quando o Senhor vier como justo juiz de todo o mundo. Recompensará então cada um segundo as suas obras. Dará a vida eterna àqueles que, com perseverança, fazem a sua vontade, procurando a glória invisível, a honra e a vida imortal que ele oferece. Mas castigará e será severo para com aqueles que lutam contra a verdade divina e andam em caminhos de maldade; a ira de Deus derramar­se­á sobre eles. Haverá tribulação e sofrimento, tanto para os judeus como para os outros povos que continuam no pecado, 10 mas haverá glória, honra e paz para todos os que obedecem a Deus, sejam judeus, sejam gentios. 11 Porque ele a todos trata da mesma maneira.

12/15 Castigará os gentios quando pecarem, ainda que nunca tenham conhecido as leis escritas de Deus, porque no fundo dos seus corações eles sabem fazer a diferença entre o certo e o errado. As leis de Deus estão escritas dentro deles; as suas próprias consciências umas vezes os acusam, outras os defendem. E Deus castigará os judeus por pecarem, pois têm as suas leis escritas e não lhes obedecem. Sabem o que é justo e não o fazem. Pois a verdade é que os justos perante Deus não são os que sabem o que devem fazer, mas os que o fazem mesmo. 16 O dia virá, seguramente, em que Deus, por intermédio de Jesus Cristo, julgará a vida íntima de cada um. Tudo isto faz parte do evangelho de Deus que eu anuncio.

Os judeus e a lei

17/20 Vocês, que se chamam judeus, pensam que tudo está em ordem entre vocês e Deus porque ele vos deu as suas leis e se sentem orgulhosos disso. É certo, sim, que vocês sabem qual a sua vontade; aprovam coisas excelentes porque foram instruídos nas suas leis. Pensam até poder guiar os que são como cegos; consideram­se como uma luz dos que vivem nas trevas. Julgam ser capazes de ensinar os ignorantes e as crianças nas coisas que se referem a Deus, porque conhecem realmente as suas leis que estão cheias de sabedoria e de verdade.

21 Pois então, se vocês ensinam os outros, porque não se ensinam a si próprios? Dizem aos outros para não roubar, e roubam? 22 Pregam que não se cometa adultério, e cometem­no? Abominam os ídolos, mas roubam templos pagãos? 23 Têm tanto orgulho nas leis de Deus, e desonram Deus, transgredindo­as. 24 Não admira pois que, tal como já dizem as Escrituras: “O meu nome é constantemente blasfemado, por causa de vocês”.

25/26 O ser judeu vale alguma coisa se se obedecer às leis de Deus, caso contrário não serão melhores do que os gentios. E se os gentios obedecem às leis de Deus, não lhes dará ele em consequência os privilégios que tinha planeado dar aos judeus? 27 De facto esses não­judeus, se cumprirem as leis de Deus, estarão melhor qualificados do que vocês judeus, que conhecem tanta coisa sobre Deus, que são objecto das suas promessas, mas que afinal não obedecem às suas leis.

28 Não é só porque vocês nasceram de pais judeus ou porque passaram pela cerimónia da circuncisão, que se podem considerar realmente judeus! 29 Um verdadeiro judeu é aquele que o é interiormente. A verdadeira circuncisão não é uma cirurgia no corpo mas uma mudança de coração produzida pelo Espírito Santo. Esse receberá o louvor do Senhor, ainda que não receba o vosso.

A fidelidade de Deus

Mas o ser judeu não terá então benefício nenhum? Terá algum valor a circuncisão? O ser judeu tem muitas vantagens. Sobretudo, porque foi aos judeus que Deus confiou a revelação da sua mensagem.

É verdade que muitos foram infiéis; mas não é que Deus não cumprisse as suas promessas. De maneira nenhuma. Ainda que todo o mundo seja mentiroso, Deus nunca o será. Como está escrito: “As tuas palavras são verdadeiras; e o teu julgamento é justo”.

5/8 “Mas”, dirá alguém, “os nossos pecados servem um bom propósito: as pessoas verão a bondade de Deus quando ele declara que nós pecadores somos inocentes. Não será então injusto Deus castigar­nos quando pecarmos?” (Isto é o que alguns dizem.) De forma alguma! Como poderia ele assim julgar o mundo? Evidentemente que não poderia nem julgar­me nem condenar­me como pecador se afinal a minha maldade, por contraste com a sua justiça, lhe trouxesse louvor. Nessa ordem de ideias, podíamos dizer que, quanto pior eu fosse, melhor seria. Há quem diga que é isso que pregamos! Os que dizem tais coisas certamente não escaparão à justa condenação de Deus.

Todos pecaram

Bem, mas nós os judeus seremos melhores do que os outros? Certamente que não, pois já demonstrámos que todos são pecadores, sejam judeus ou outros povos. 10/18 Tal como dizem as Escrituras:

    “Não há ninguém que seja justo;
        nem um sequer está inocente.
    Não há ninguém que compreenda;
        que o busque os caminhos de Deus.
    Todos se desviaram e juntamente se corromperam.
    Não há quem faça o bem, absolutamente ninguém!
    A sua fala é como o mau cheiro dum sepulcro aberto;
        as suas línguas praticam mentiras.
    O veneno de serpentes pinga dos seus lábios;
        as suas bocas estão cheias de maldade e engano.
    Os seus pés são prontos a derramar sangue;
        vivem para destruir e para arruinar.
    Não conhecem o caminho da paz.
    Não têm nenhum temor a Deus.”

19 Nós sabemos que a lei aplica­se apenas àqueles para quem foi dada. E nem um só tem desculpa. Com efeito até o mundo inteiro está sujeito ao julgamento de Deus. 20 Como vêem ninguém pode ser declarado justo aos olhos de Deus por fazer o que a lei ordena. Porque quanto mais conhecemos as leis de Deus, mais as suas leis nos fazem ver que somos pecadores.

A justificação pela fé

21 Mas agora Deus mostrou­nos uma maneira diferente de ser justo aos seus olhos — não por obedecer à lei mas pela maneira prometida nas Escrituras há muito tempo. 22 Esta justiça de Deus vem pela fé em Jesus Cristo a todos que crêem. E todos nós podemos ser salvos nesta mesma maneira, não importa quem somos ou o que fizemos. 23 Porque todos pecaram, tendo perdido o direito de acesso à glória de Deus. 24 E pela sua bondade, que não merecemos, nos declara inocentes da culpa, pela obra de Jesus Cristo, o qual nos liberta dos nossos pecados, sem nada pagarmos para beneficiar disso.

25 Na verdade Deus enviou Jesus Cristo para suportar o castigo que mereciam os nossos pecados e assim anular a justa cólera de Deus contra nós. Somos tornados justos perante Deus quando cremos que Jesus derramou o seu sangue, sacrificando a sua vida por nós. Deus foi assim inteiramente justo quando não castigou aqueles que pecaram em tempos antigos, porque aguardava o tempo em que Cristo havia de vir revelar inteiramente a sua justiça. E agora ele pode receber os pecadores porque Jesus tirou os seus pecados. 26 Mas não haverá injustiça em deixar livres os pecadores, considerando­os inocentes? Não, porque Deus faz isso baseando­se na confiança que eles depositam em Jesus Cristo, o qual tirou os seus pecados.

27/28 Poderemos nós então gabarmo­nos de ter feito alguma coisa para ganhar essa salvação? Com certeza que não. E porquê? Porque a nossa absolvição não se baseia nas nossas obras, mas na fé nele. É assim pois que somos salvos pela fé em Cristo e não por obediência à lei.

29 E será que são apenas os judeus que Deus salva desta maneira? Não, os outros povos também. 30 Há um só Deus e uma única maneira de ser aceite por ele. Deus faz as pessoas justas consigo próprio apenas pela fé, quer sejam judeus quer sejam gentios. 31 Pois bem, então se somos salvos pela fé, quer isso dizer que já não precisamos de obedecer às leis de Deus? É justamente o contrário! Com efeito, somente quando temos fé estamos a confirmar o valor da lei.

O Livro (OL)

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