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Números 14-15O Livro (OL)

Os israelitas querem voltar para o Egipto

14 1/2 Então todo o povo começou a chorar, em altos clamores; assim ficaram até durante a noite toda. E levantaram um grande coro de queixa contra Moisés e Arão: “Mais valia que tivéssemos morrido no Egipto, ou até mesmo aqui no deserto, em vez de sermos levados para essa terra que aí está. Jeová irá matar­ nos lá; as nossas mulheres e os nossos filhos ficarão cativos como escravos. Saiamos mas é daqui e voltemos para o Egipto!” Esta ideia arrastou todo o campo. “Vamos eleger um chefe para nos levar outra vez para o Egipto!”, gritavam. Então Moisés e Arão caíram com os rostos em terra na frente do povo de Israel.

6/9 Contudo, dois dos que tinham sido enviados a espreitar a terra — Josué filho de Num e Calebe filho de Jefoné — tiveram outra atitude. Rasgaram a roupa que vestiam em sinal de indignação e disseram ao povo: “Olhem que essa terra que fomos ver, que temos diante de nós, é uma região maravilhosa! Não se esqueçam de que o Senhor ama­nos! Ele nos levará com toda a segurança para lá e a terra será nossa. É extremamente fértil; pode dizer­se realmente que produz leite e mel. Oh! Não se revoltem contra o Senhor; não tenham medo daquele povo. Eles são, afinal, o pão de que precisamos. O Senhor está connosco e por isso retira­lhes todo o apoio. Sobretudo não tenham medo deles!”

10/12 Mas a única resposta do povo foi pensar em apedrejá­los. Nessa altura apareceu a glória do Senhor, o qual disse a Moisés: “Até quando me desprezará este povo? Será que nunca chegarão a acreditar em mim, mesmo depois de todos os milagres que fiz no meio deles? Vou rejeitá­los e castigá­los com uma praga. Quanto a ti, farei que te tornes uma nação ainda mais numerosa e mais poderosa do que eles!”

13/16 “Senhor”, suplicou Moisés, “mas que hão­de dizer os egípcios quando ouvirem isso? Eles constataram bem todo o poder que revelaste quando resgataste o teu povo de lá. Entretanto já contaram isso tudo aos habitantes da terra, os quais se dão perfeitamente conta de que estás com Israel, e que lhes falas face a face. Vêem até a coluna de nuvem e de fogo que se mantém por cima de nós e sabem que nos guias e nos proteges de dia e de noite. Portanto se matares todo o teu povo, as nações que ouviram a tua fama dirão: ‘O Senhor matou­os porque não podia cuidar deles no deserto. Não foi capaz de os trazer até à terra que jurou dar­ lhes!’

17/19 Oh! peço­te, manifesta o teu grande poder, perdoando os nossos pecados e fazendo prova do teu profundo amor para connosco. Perdoa­nos ainda que tenhas dito que não deixarás o pecado por castigar, mas que punirás a culpa dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração. Rogo­te pois que perdoes os pecados deste povo, de acordo com a tua grandeza e o teu amor autêntico, e tal como lhe tens perdoado sempre desde que deixaram o Egipto até agora.”

20/23 Então o Senhor respondeu­lhe: “Pois sim, perdoo­lhes conforme me pediste. Mas prometo solenemente pelo meu próprio nome que, tão certo como a terra vir a encher­se com a minha glória, nenhum destes indivíduos que viram a minha grandeza e os milagres que fiz, tanto no Egipto como no deserto — e dez vezes recusaram confiar em mim e obedecer­me — nenhum deles portanto verá sequer a terra que prometi aos seus antepassados. 24/25 No entanto meu servo Calebe portou­se diferentemente — obedeceu­me inteiramente; houve nele uma atitude diferente. A ele, levá­lo­ei até à terra que foi observar, e os seus descendentes possui­la­ão inteiramente. Agora pois, visto que o povo de Israel está assim com tanto medo dos amalequitas e dos cananeus que vivem nos vales, regressarão ao deserto amanhã na direcção do Mar Vermelho.”

26 O Senhor ainda acrescentou o seguinte a Moisés e a Arão: 27 “Até quando continuará este povo mau a queixar­se de mim? Porque ouvi tudo o que têm dito. Digam­lhes então:

28/30 ‘O Senhor prometeu­vos efectivamente aquilo que mais receiam: morrerão aqui neste deserto! Nem um só de vocês, que se têm queixado de mim e que têm mais de vinte anos, entrará na terra prometida. Apenas a Calebe filho de Jefoné e a Josué filho de Num será permitido lá entrarem.

31/33 Dizem que os vossos filhos se haviam de tornar escravos do povo da terra. Pois a eles sim, levarei com segurança para a terra e possuirão aquilo que vocês recusaram. Os vossos corpos portanto hão­de vir a cair no deserto. E até lá, vaguearão por aí, como nómadas, durante quarenta anos. Será dessa forma que pagarão pela vossa falta de confiança, até que o último caia morto nessa terra desabitada.

34 Sendo então que os espias estiveram quarenta dias na terra que vos ia dar, levarão por isso quarenta anos a vaguear no deserto — levarão um ano por cada dia o peso de culpa dos vossos pecados. Assim vos ensinarei o que significa rejeitar­me.

35 Eu, Jeová, falei. Cada um de vocês que conspirou contra mim morrerá nesta terra deserta.’”

36/39 Os dez outros espias, que tinham iniciado a rebelião contra Jeová, lançando o medo nos corações do povo, desacreditando a terra, foram feridos de morte perante o Senhor. De todos os espias ficaram vivos apenas Josué e Calebe. E quando Moisés veio relatar ao povo as palavras de Deus, espalhou­se uma grande tristeza por todo o acampamento!

40 Na manhã seguinte levantaram­se muito cedo e começaram a preparar­se para ir para a terra prometida. “Aqui estamos!”, diziam, “confessamos que pecámos; mas estamos prontos agora para entrar na terra que o Senhor nos prometeu.”

41/43 Mas Moisés respondeu­lhes: “Agora estão a desobedecer à ordem do Senhor de voltarem para o deserto. Não prossigam com o vosso plano, porque então é que seriam mesmo esmagados pelos vossos inimigos, visto que Deus já não vos apoia nisso. Presentemente têm de se lembrar mesmo que estão lá os amalequitas e os cananeus que vos chacinariam! Desviaram­se do Senhor — ele desviar­se­á de vocês!”

44/45 Apesar destas palavras, continuaram a subir à zona das colinas, mesmo sem que a arca nem Moisés tivessem deixado o acampamento. Então os amalequitas que viviam nessas colinas desceram e atacaram­nos, ferindo­os e perseguindo­ os até Horma.

Ofertas suplementares

15 O Senhor disse a Moisés que desse as seguintes instruções ao povo de Israel: 2/5 “Quando os vossos filhos vierem a viver finalmente na terra que vou dar­lhes, e quiserem agradar ao Senhor, oferecendo­lhe um holocausto ou qualquer outra oferta pelo fogo, se os seus sacrifícios forem um animal, tomá­lo­ão dos seus rebanhos de ovelhas e de carneiros ou das suas manadas de gado. Cada sacrifício — seja ele um sacrifício vulgar, ou então cumprimento de um voto, uma oferta voluntária, ou um sacrifício especial na ocasião das solenidades anuais — será acompanhado de uma oferta de cereais. Se uma ovelha for sacrificada, usem 3 litros de farinha fina misturadas com 1,5 litros de azeite, acompanhados de 1,5 litros de vinho como oferta.

6/7 Se o sacrifício for um carneiro, usem 6 litros de farinha fina misturada com 2 litros de azeite, e 2 litros de vinho como oferta. Isto será um sacrifício de cheiro agradável ao Senhor.

8/10 Se o sacrifício for um novilho, então a oferta de cereais a acompanhar deverá consistir em 9 litros de farinha fina misturados com 3 litros de azeite, mais 3 litros de vinho como oferta. Isto será oferecido pelo fogo como cheiro agradável ao Senhor.

11/16 Estas são as instruções quanto ao que deve acompanhar cada animal de sacrifício — boi, carneiro, cordeiro ou bode novo. Estas instruções aplicam­se tanto aos que nasceram israelitas como aos estrangeiros que vivam no vosso meio e que queiram agradar ao Senhor com sacrifícios passados pelo fogo. Porque há uma só lei para todos, naturais e estrangeiros, e isto deverá ser assim por todas as gerações futuras. São todos iguais perante o Senhor. Sim, uma só lei para todos!”

17/21 O Senhor disse ainda mais a Moisés nesta mesma ocasião: “Dá ordens ao povo de Israel de que, quando chegarem à terra que vou dar­lhes, deverão apresentar ao Senhor uma amostra de cada nova colheita anual, fazendo um bolo de farinha dos primeiros grãos da colheita do ano. Este bolo deverá ser oferecido com um movimento baloiçante perante o altar, com o gesto de oferta ao Senhor. É uma oferta anual feita da vossa eira, e deverá ser respeitada por todas as gerações futuras.

Sacrifícios por culpa involuntária

22/24 Se por engano, vocês ou os vossos vindouros, falharem no cumprimento dos regulamentos que o Senhor vos tem dado durante estes anos através de Moisés, então, quando se derem conta do seu erro, deverão oferecer um novilho por holocausto. Será de cheiro agradável ao Senhor, e deverá ser oferecido com a usual oferta de cereais e de vinho, e ainda um bode como oferta pelo pecado. 25/26 O sacerdote fará expiação por todo o povo de Israel e serão perdoados; visto que foi um engano e procuraram corrigi­lo, oferecendo um sacrifício pelo fogo perante o Senhor e um sacrifício pelo pecado. Todo o povo será perdoado, incluindo os estrangeiros que vivem no vosso meio, pois que toda a população foi igualmente envolvida no mesmo erro e esquecimento.

27/29 Se se tratar de um só indivíduo que errou, então deverá sacrificar uma cabra de um ano como oferta pelo pecado; o sacerdote fará expiação por ele perante o Senhor e será perdoado. Esta mesma lei se aplica também aos indivíduos estrangeiros que vivem entre vocês.

30/31 Mas se acontecer que alguém deliberadamente desobedecer a um mandamento, seja ele natural ou estrangeiro, isso é uma blasfémia ao Senhor e deverá então ser expulso de entre o seu povo. Porque desrespeitou o mandamento do Senhor e deliberadamente transgrediu a sua lei. Deverá ser expulso do seu povo; será responsável pela sua culpa.”

Desrespeito à lei do sábado leva à morte

32/34 Um dia, enquanto o povo de Israel estava no deserto, um deles foi achado a apanhar lenha num dia de sábado. Foi preso e trazido à presença de Moisés, de Arão e de todo o povo. Puseram­no sob guarda pois que não estava ainda declarado o que se deveria fazer.

35 Então o Senhor disse a Moisés: “O homem deve morrer — todo o povo o apedrejará fora do acampamento, até que morra.”

36 Eles assim fizeram; levaram­no para fora do acampamento e mataram­no como o Senhor mandara.

As borlas nas roupas

37 Disse o Senhor a Moisés: 38 “Diz ao povo de Israel que faça borlas para as bainhas das suas roupas — isto deverá tornar­se um regulamento permanente por todas as gerações vindouras — e que prenda essas borlas à roupa com cordões azuis. 39/40 A finalidade deste regulamento é: sempre que repararem nas borlas, lembrar­vos os mandamentos do Senhor e que devem obedecer às suas leis, em vez de seguirem os vossos próprios desejos de andarem nos vossos próprios caminhos, tal como tinham o hábito de fazer quando adoravam outros deuses. Isso lembrar­vos­á de serem santos para o vosso Deus. 41 Porque eu sou Jeová o vosso Deus que vos trouxe da terra do Egipto. Sim, eu sou o Senhor vosso Deus.”

O Livro (OL)

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