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Mateus 13-14O Livro (OL)

A parábola do semeador

13 1/2 Mais tarde, naquele mesmo dia, Jesus saiu de casa e desceu para a praia. Logo se juntou uma multidão imensa, pelo que, entrando num barco, ensinava dali enquanto o povo escutava. E explicou­lhes muitas coisas através de ilustrações, tais como esta narrativa:

“Um lavrador andava a semear nos seus campos. Enquanto espalhava a semente na terra, alguma caiu ao lado dum caminho, e vieram os pássaros e comeram­na. 5/6 Outra caiu em terra pedregosa e pouco profunda; as plantas depressa nasceram no chão pouco espesso, mas logo o calor do Sol as queimou, pelo que murcharam e morreram por terem tão fraca raiz. Outras sementes cairam entre espinhos, que abafaram as folhas tenras. Outras, porém, caíram em chão bom, e deram uma colheita de trinta, sessenta ou mesmo cem vezes o que tinha sido semeado. Quem sabe ouvir, então que ouça!”

10 Os discípulos foram ter com ele e perguntaram­lhe: “Porque usas sempre estes exemplos falando por imagens e não claramente?”

11 Então explicou­lhes que só a eles, e não aos outros, era permitido entender o reino dos céus. 12/13 “Para aqueles que estão abertos aos meus ensinos, mais entendimento será dado, e tê­lo­ão em abundância; mas para aqueles que não querem escutar, até o pouco que tiver lhe será tirado. Por isso conto estas parábolas assim, em que os que não são receptivos às verdades espirituais ouvem e vêem, mas não percebem por lhes parecerem coisas sem sentido.

14/15 Assim se cumpre a profecia de Isaías:

    ‘Ouvem mas não entendem; olham mas não vêem!
    Porque o seu coração está endurecido;
    são duros de ouvido, e fecharam os olhos de sono,
    de tal modo que não verão, nem ouvirão, nem entenderão,
    nem se voltarão para Deus, nem me deixarão curá­los.’

16/17 Mas felizes são vocês porque sabem ver e ouvir. Muitos profetas e muitos crentes desejaram ver o que vocês têm visto e ouvir o que têm ouvido, mas não puderam.

18 Agora, aqui está a explicação do que contei acerca do agricultor que andava a semear: 19 O caminho trilhado junto do qual caíram algumas das sementes representa o coração de quem ouve o evangelho, as boas novas do reino, e as não entende; Satanás vem e arranca as sementes do coração dessa pessoa. 20/21 O solo pedregoso é o coração de quem ouve a mensagem e a recebe com alegria sincera. Todavia, não há muita profundidade na sua vida, pelo que as sementes não deitam raízes muito fundas; mas aparecem dificuldades ou começa a perseguição por causa da sua crença, o entusiasmo dessa pessoa apaga­se e ela vai­se embora. 22 O terreno coberto de cardos representa aquele que ouve e aceita a mensagem, mas as preocupações desta vida, e a ambição da riqueza abafam a palavra de Deus, por isso não dá fruto. 23 O terreno bom representa o coração de quem ouve a mensagem e a entende; e produz fruto trinta, sessenta e mesmo cem vezes mais do que aquilo que foi semeado.”

A ilustração do joio

24/27 Esta foi outra comparação que Jesus usou: “O reino dos céus é como um lavrador que semeou boa semente no seu campo. Mas uma noite, enquanto os trabalhadores dormiam, veio o seu inimigo que semeou joio entre o trigo. Quando a seara começou a crescer, o joio cresceu também. Os homens daquele lavrador vieram dizer­lhe: ‘Senhor, o campo onde semeaste aquela semente escolhida está cheio de joio!’

28 ‘Foi obra de algum inimigo’, explicou ele.

‘Queres que arranquemos o joio?’, perguntaram os homens.

29/30 ‘Não. Se fizerem isso, estragam o trigo. Deixem ambos crescer juntos até à colheita, e eu direi aos ceifeiros que tirem primeiro o joio e o queimem, e que metam o trigo no celeiro.’”

A ilustração da semente de mostarda e do fermento

31/32 Ainda outra das suas comparações: “O reino dos céus é como uma semente muito pequenina, de mostarda, plantada num campo. Sendo uma semente das mais pequenas, torna­se depois um grande arbusto, e cresce até ser uma planta onde as aves podem encontrar abrigo”.

33 Jesus deu também este exemplo: “O reino dos céus pode ser comparado a uma mulher que está a fazer pão. Pega numa medida de farinha e mistura­a com fermento até que este penetre em toda a massa”.

34/35 Jesus servia­se muito de narrativas assim quando falava ao povo. De facto os antigos profetas tinham dito que ele usaria de muitas parábolas destes; ele nunca falava às pessoas sem contar ilustrações. Porque assim se cumpriu o que tinham anunciado sobre ele:

    “Falarei por parábolas;
    explicarei mistérios escondidos desde o princípio dos tempos.”

Explicação da ilustração do joio

36 Então entrou em casa, depois de despedir o povo, e os discípulos pediram­lhe muito que explicasse a história do joio e do trigo. 37/39 “É assim. Eu sou o lavrador que lança a semente escolhida. O campo é o mundo e a semente representa o povo do reino; o joio é o povo que pertence ao maligno. O inimigo que semeou o joio entre o trigo é Satanás; a colheita é o fim do mundo e os ceifeiros são os anjos.

40/43 Assim como nesta ilustração o joio é apartado e queimado, assim também será no fim do mundo: mandarei os meus anjos, que apartarão do reino tudo o que provoca o pecado e todos os que sejam maus, e os lançarão na fornalha e os queimarão. Ali haverá choro e lamentos de desespero. Então os justos brilharão como o Sol no reino do seu Pai. Quem tem ouvidos e sabe ouvir, que ouça!

A ilustração do tesouro escondido e da pérola

44 O reino de céus é como um tesouro que um homem descobriu num campo. Todo entusiasmado, vendeu o que tinha para arranjar dinheiro suficiente a fim de comprar o campo e ficar com o tesouro!

45/46 O reino dos céus é ainda como um negociante que procura pérolas de alta qualidade. Ao descobrir um bom negócio, uma pérola de grande valor, vendeu tudo o que possuía para a adquirir.

A ilustração da rede

47/51 O reino dos céus também pode comparar­se a um pescador que lança a rede e apanha peixes de toda a espécie, uns bons, outros sem valor. Quando a rede está cheia, arrasta­a para a praia, senta­se e encaixota os peixes que são bons para comer, deitando fora os outros. Assim será também no fim do mundo; os anjos virão para separar os maus dos bons, lançando os maus no fogo; ali haverá choro e lamentos de desespero. Compreendem agora?”

“Sim, compreendemos.”

52 Então acrescentou: “Aqueles que são entendidos na lei dos judeus e agora se fizeram meus discípulos terão tesouro dobrado: da antiga aliança e também da nova!”

Um profeta sem honra

53/54 Quando Jesus acabou de contar estas ilustrações, voltou para a cidade de onde era, Nazaré da Galileia, ensinando aí na sinagoga e espantando a todos com a sua sabedoria e milagres. 55/56 “Como é isto possível?”, dizia o povo. “É simplesmente filho de um carpinteiro, e conhecemos Maria, a mãe dele, e os seus irmãos, Tiago, José, Simão e Judas, e também as irmãs, que moram todas aqui. Como é que arranjou esta sabedoria?” 57 E incomodavam­se com a presença dele. Então Jesus disse­lhes:

“Um pregador é honrado em toda a parte excepto na sua própria terra e no seio do seu próprio povo!” 58 Por isso, ali poucos milagres fez, por causa da falta de fé deles.

A morte de João Baptista

14 1/2 Quando o rei Herodes ouviu a fama de Jesus, disse aos seus homens: “Este deve ser João Baptista, que voltou à vida. Por isso é que faz tais milagres.” 3/4 Com efeito Herodes tinha prendido João, acorrentando­o no cárcere por causa de Herodias, que era mulher de seu irmão Filipe; visto que João tinha dito que não lhe era lícito tomá­la por mulher. Por sua vontade, teria matado João, mas receava que houvesse tumultos, pois o povo inteiro tinha João na conta de profeta.

6/8 Todavia, numa festa de anos de Herodes, a filha de Herodias deu­lhe grande agrado pela forma como dançou. Então jurou dar­lhe o que ela quisesse. Ouvindo isto, a jovem, incitada pela mãe, pediu a cabeça de João Baptista numa bandeja! O rei ficou afligido, mas, por causa do juramento que fizera, não quis voltar com a palavra atrás na presença dos convidados, e deu as ordens necessárias. 10/11 Assim João foi degolado no cárcere e a sua cabeça trazida numa bandeja e entregue à jovem, que a levou à mãe. 12 Os discípulos de João foram pedir o corpo e sepultaram­no, contando a Jesus o sucedido.

Jesus alimenta cinco mil homens

13 Depois de ter recebido a notícia, Jesus saiu sozinho num barco para uma região deserta, a fim de ficar a sós. Mas o povo, vendo para onde ele se havia dirigido, seguiu­o por terra, vindo de muitas vilas. 14 Quando saiu do barco, Jesus viu aquela grande multidão à sua espera e, com dó deles, curou os que estavam doentes.

15 Ao cair da tarde, os discípulos foram ter com ele e disseram­lhe: “Já é tarde, e aqui neste local isolado não há nada que se coma; manda este povo retirar­se para que possa ir às povoações comprar alimento.”

16 Jesus, porém, respondeu: “Não é preciso; alimentem­no vocês!”

17 “Mas como? Temos só cinco pãezinhos e dois peixes!”

18 “Tragam­me isso aqui”, disse Jesus. 19/21 Então mandou o povo sentar­se sobre a erva e, pegando nos cinco pães e dois peixes, levantou os olhos para o céu, pedindo a bênção de Deus para aquela refeição; depois partiu os pães e deu­os aos discípulos para que os levassem ao povo. Todos comeram até ficarem satisfeitos. Quando os restos foram recolhidos, as sobras enchiam doze cestos! Nesse dia, a multidão era de uns cinco mil homens, não falando em mulheres e crianças.

Jesus anda sobre a água

22/24 Logo depois disto, disse aos discípulos que entrassem para o barco deles e atravessassem para a outra margem do lago, enquanto ele ficaria ali com o povo até que partissem para as suas casas. Feito isto, subiu à montanha para orar. Caiu a noite; mas no lago os discípulos tinham dificuldades, pois tinha­se levantado vento e o mar estava bravo.

25/27 Cerca das quatro horas da madrugada, Jesus foi ter com eles, caminhando sobre a água! Assustados, puseram­se a gritar, julgando ser algum fantasma. Mas Jesus logo lhes falou e os acalmou: “Não tenham medo!”

28 Então Pedro gritou­lhe: “Senhor, se realmente és tu, manda­me ir ter contigo caminhando sobre a água.”

29/30 “Vem”, disse Jesus.

Pedro saiu pela borda do barco e caminhou por cima da água em direcção a Jesus. Mas, olhando em torno, sentindo o vento forte, ficou apavorado e começou a afundar­se: “Senhor, salva­me!”

31 Logo Jesus lhe estendeu a mão e o socorreu: “Homem de pouca fé, porque duvidaste?”

32/33 Quando subiram para o barco, o vento cessou. Os outros ficaram cheios de espanto: “Realmente, és o Filho de Deus!”

34/36 E aportaram a Genezaré. A notícia da sua chegada depressa se espalhou por todos os arredores, e em breve as pessoas estavam a trazer todos os seus doentes para serem curados. Os doentes pediam­lhe muito que os deixasse tocar nem que fosse na borda da sua roupa, e todos os que assim faziam ficavam bons.

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