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Lucas 14-16O Livro (OL)

Jesus na casa de um fariseu

14 1/2 Um sábado, estando em casa de um dos chefes dos fariseus, todos o vigiavam para ver se curaria um dos presentes, que sofria da doença que o fazia inchar. 3/6 Então Jesus, dirigindo­se aos fariseus e especialistas na lei que se achavam em volta: “A lei permite ou não curar um homem num dia de sábado?” E visto que se recusavam a responder, Jesus, tomando o doente pela mão, curou­o e mandou­o embora. Depois, voltando­se para eles: “Qual de vocês é que não traba­lha no sábado? Se o vosso jumento ou o vosso boi cair numa cova, não tratam logo de o tirar?” Uma vez mais, não encontraram resposta que lhe dessem.

7/9 Quando reparou que todos os convidados procuravam o lugar de honra, perto do topo da mesa, deu­lhes o seguinte conselho: “Se fores convidado para uma festa de casamento, não procures ocupar o melhor lugar, pois, se aparecer alguém de posição superior à tua, o dono da casa levá­lo­á para o sítio onde te encontras sentado e dir­te­á: ‘Deixa que esta pessoa se sente aqui no lugar em que estavas’. E tu ficarás humilhado e terás que tomar qualquer lugar que reste, ao fundo da mesa.

10/11 Em vez disso, começa pelo fim. E quando aquele que te convidou te vir, dir­te­á: ‘Amigo, temos para ti um lugar melhor do que esse!’ E assim serás honrado perante todos os outros convidados! Porque todo aquele que procura elevar­se será humilhado, e todo aquele que se humilhar a si mesmo será honrado.”

12/14 Voltou­se então para o seu hospedeiro: “Quando ofereceres um jantar, não convides amigos, irmãos, parentes e vizinhos ricos, porque esses retribuirão o convite. Em vez disso, convida os pobres, aleijados, os coxos e os cegos. E na ressurreição dos justos Deus recompensar­te­á por teres convidado aqueles que não podem retribuir­te.”

15 Ouvindo isto, um que estava à mesa com Jesus exclamou: “Que privilégio seria o de entrar no reino de Deus!” Ao que Jesus respondeu com a seguinte ilustração:

A ilustração da grande festa

16/20 “Um homem preparou uma grande festa e enviou muitos convites. Quando tudo estava pronto, mandou o seu criado ir avisar os convidados de que chegara a hora de eles virem. Todos, porém, começaram com desculpas: um porque acabara de comprar um campo e queria vê­lo, pedindo, portanto, que dispensasse a sua presença; outro porque tinha acabado de comprar cinco juntas de bois e queria experimentá­los; outro ainda, porque acabava de se casar, não podia ir.

21/24 O criado voltou e transmitiu ao patrão as respostas deles. O patrão, indignado, disse­lhe que fosse depressa às ruas e becos da cidade e convidasse os mendigos, paralíticos, coxos e cegos. Ele foi e mesmo assim, ainda havia lugar. ‘Vai por aí fora, pelos caminhos dos campos e por todos esses lugares; insiste para que venham, de modo que a casa fique cheia. E, quanto aos que primeiro convidei, nenhum provará dos manjares que eu tinha preparado.”

O custo de ser discípulo

25/27 Grandes multidões seguiam Jesus, que lhes falou assim: “Todo aquele que quiser ser meu seguidor deve amar­me mais do que ao próprio pai, mãe, esposa, filhos, irmãos, ou irmãs, sim, mais do que à sua própria vida; de outra forma não pode ser meu discípulo. E ninguém pode ser meu discípulo se não carregar a sua própria cruz e me seguir.

28/30 Mas não deve começar a seguir­me enquanto não tiver pensado no custo que isso implica. Pois quem começaria a construir um edifício sem primeiro fazer cálculos e verificar se tem dinheiro suficiente para pagar as contas? De outro modo, arrisca­se a só poder lançar os alicerces, por se terem esgotado os recursos. E então toda a gente troçaria dele! ‘Vêem aquele homem?’, diriam então em tom de zombaria. ‘Começou uma casa e ficou sem dinheiro antes de a terminar!’

31/33 E qual é o rei que se dispõe a iniciar uma guerra sem primeiro consultar os seus conselheiros e verificar se com dez mil homens terá força suficiente para derrotar os vinte mil que marcham contra ele? E se vir que não, enquanto as tropas inimigas ainda vêm longe, enviará uma comissão de tréguas para discutir as condições de paz. Semelhantemente, ninguém pode tornar­se meu discípulo sem ter primeiro calculado bem o que isso representa, e sem ter renunciado a tudo por amor a mim.

34 Sal é bom para temperar. Mas se perder o seu sabor, como pode se tornar salgado outra vez? 35 O sal sem sabor não presta para nada, nem mesmo para adubo. É lançado fora. Ouçam bem se querem compreender o que vos digo.”

A parábola da ovelha perdida

15 Muitas vezes vinham cobradores de impostos, e outras pessoas de conduta reprovável, para ouvirem Jesus. Isto, porém, dava origem a queixas por parte dos fariseus e mestres da lei, por se misturar assim com gente condenável, chegando até a comer com eles! Jesus então recorreu ao seguinte exemplo:

4/7 “Se um homem tivesse cem ovelhas e uma delas se desgarrasse e se perdesse no deserto, não deixaria as outras noventa e nove para ir à procura da que se perdeu até a encontrar? Então, alegremente, carregá­la­ia sobre seus ombros, para casa. E, quando ali chegasse, reuniria amigos e vizinhos para se regozijar com eles, por a sua ovelha perdida ter sido achada. Semelhantemente, haverá mais felicidade no céu por causa de um pecador perdido que voltou para Deus do que por os outros noventa e nove que não se desgarraram!

A moeda perdida

8/10 Ou ainda: Uma mulher, por exemplo, tem dez valiosas moedas e perde uma delas em casa. Porventura não acenderá uma luz, não procurará por toda a parte, varrendo cada recanto até a achar? E depois de encontrá­la não chamará as amigas e vizinhas para que se regozijem com ela? Assim também há alegria entre os anjos de Deus quando um pecador se arrepende.”

O filho perdido

11 E contou­lhes o seguinte: “Certo homem tinha dois filhos. 12 O mais novo disse ao pai: ‘Dá­me agora a minha parte da herança a que tenho direito!’ O pai concordou então em dividir a fortuna entre os filhos.

13 Poucos dias depois, este filho, já na posse de tudo o que lhe pertencia, partiu para uma terra distante, onde desperdiçou o dinheiro com pândegas e na má vida. 14 Ao mesmo tempo que o seu dinheiro se acabava, a terra foi assolada por uma grande fome e ele começou a passar privações. 15 Foi então ter com um lavrador que o contratou para lhe tomar conta dos porcos. 16 O jovem sentia tanta fome que até as bolotas que dava aos porcos lhe apetecia comer. Mas nem isso lhe davam.

17/19 Quando, por fim, caiu em si, disse consigo mesmo: ‘Na casa de meu pai, até os trabalhadores têm comida em abundância e afinal eu aqui estou a morrer de fome! Vou voltar para o meu pai e dir­lhe­ei: ‘Pai, pequei contra o céu e contra ti, e já nem mereço ser chamado teu filho. Peço­te que me contrates como trabalhador.’

20/21 Pôs­se então a caminho de casa. E ainda vinha longe, seu pai, vendo­o aproximar­se, e cheio de terna compaixão, correu ao seu encontro, abraçando­o e beijando­o. O filho disse­lhe: ‘Pai, pequei contra o céu e perante ti, e já nem mereço ser chamado teu filho.’

22/24 Mas o pai disse aos criados: ‘Depressa, tragam o manto melhor que houver em casa e vistam­lho; e ponham­lhe um anel no dedo e calçado novo! Matem o bezerro que estamos a engordar; porque vai haver grande festa, pois este meu filho estava como morto e voltou à vida; estava perdido e tornou a ser achado.’ Com isto começou o banquete.

25/26 Entretanto, o filho mais velho, que estava no campo a trabalhar, ao voltar para casa ouviu a música da festa, e perguntou a um dos criados o que se passava. 27 ‘Foi o teu irmão que voltou’, respondeu­lhe. ‘O teu pai matou o bezerro que estávamos a engordar e preparou uma grande festa para celebrar o regresso dele são e salvo ao lar.’

28/29 O filho mais velho ficou zangado e não queria entrar, mas o pai saiu e insistiu que o fizesse. Ele, porém, respondeu: ‘Todos estes anos tenho trabalhado duramente para ti sem nunca me recusar a fazer fosse o que fosse que me mandasses, e em todo este tempo nunca me deste nem sequer um cabrito para que eu festejasse com os meus amigos. 30 Agora que volta este teu filho, depois de te gastar dinheiro na má vida, celebras o seu regresso matando o melhor bezerro que temos em casa!’

31/32 ‘Meu querido filho, eu e tu continuamos ligados e tudo o que possuo é teu. É justo, porém, que festejemos, pois o teu irmão estava como morto e tornou a viver; estava perdido e foi achado’.”

O negociante esperto

16 1/2 Jesus contou mais o seguinte aos discípulos: “Um homem rico contratou um feitor para lhe administrar os negócios, mas logo começou a constatar que o indivíduo era esbanjador. Então o patrão chamou­o e disse­lhe: ‘Que é isto que me contam? Põe as tuas contas em ordem porque estás despedido’.

3/4 O feitor pensou consigo: ‘E agora? Estou liquidado. Para cavar não tenho força e para mendigar tenho vergonha. Já sei! Já sei como arranjar muitos amigos que cuidem de mim quando eu me for embora!’

5/6 Convocou os devedores do patrão e perguntou ao primeiro: ‘Quanto lhe deves?’

‘Três mil litros de azeite.’

‘Aqui está o contrato que assinaste’, disse o administrador. ‘Rasga­o e escreve outro por metade disso.’

‘E tu, quanto lhe deves?’, perguntou ao segundo.

‘Trinta e cinco mil litros de trigo.’

‘Vá, toma o teu compromisso e troca­o por outro de apenas vinte e oito mil litros!’

O homem rico não pôde deixar de admirar a astúcia daquele velhaco.

As pessoas deste mundo são mais espertas nos negócios do que os crentes. Eu vos digo, usem os vossos bens para ajudar outros e fazer amigos. Desta maneira, a vossa generosidade acumulará uma recompensa para vocês no céu. 10 Porque, se não forem dignos de confiança nas coisas pequenas, não é nas grandes que o serão. Se não vos puderem ser confiadas coisas de pouca monta, muito menos vos confiarão coisas maiores. 11 E, se não são dignos de confiança no tocante à riquezas deste mundo, quem vos confiará as verdadeiras riquezas do céu? 12 E, se não são fiéis com o dinheiro dos outros, por que vos há­de ser confiado o vosso próprio?

13 Pois ninguém pode servir dois patrões. Se não gostar de um há­de ser fiel ao outro. Se tiver zelo por um há­de desprezar o outro. Não se pode servir Deus e o dinheiro.”

14/15 Os fariseus que eram avarentos, meteram tudo isto a ridículo. Então Jesus disse­lhes: “Vocês são os que se justificam a si mesmos diante dos outros, mas Deus conhece o vosso coração. O que é altamente avaliado entre as pessoas é cotado de maneira inteiramente diferente por Deus.

16 Até João Baptista começar a pregar, vigoravam as leis de Moisés e as mensagens dos profetas. Mas agora as boas novas do reino de Deus são anunciadas, e multidões ansiosas esforçam­se por entrar nele. 17 Isto, porém, não significa que a lei tenha perdido a sua validade, nem no mais pequeno aspecto. É tão inabalável como o céu e a Terra.”

18 Disse ainda: “Quem se divorciar da sua mulher e se casar com outra comete adultério; e quem casar com uma mulher divorciada comete adultério também.”

O rico e Lázaro

19 “Havia um certo homem rico”, disse Jesus, “que se vestia elegantemente e vivia todos os dias no prazer e no luxo. 20/21 Um mendigo, chamado Lázaro, cheio de doenças, costumava estar deitado à sua porta; e bem desejava comer ao menos as sobras da mesa desse rico, mas só tinha cachorros que vinham lamber­lhe as feridas. 22 Por fim, o mendigo faleceu, e foi levado pelos anjos para junto de Abraão. Também o rico morreu e foi sepultado. 23 Ali, em tormentos, viu Lázaro lá longe com Abraão.

24 ‘Pai Abraão’, gritou, ‘tem piedade de mim! Manda Lázaro vir ter comigo nem que seja para molhar a ponta do dedo em água e refrescar­me a língua, pois estou atormentado nestas chamas!’

25/26 ‘Filho,’ respondeu­lhe Abraão, ‘lembra­te de que durante a tua vida tiveste tudo quanto querias, enquanto que Lázaro nada teve. Ele está aqui a ser consolado e tu estás em tormentos. Além disso, há um grande abismo que nos separa e que ninguém pode transpor.’

27/28 ‘Ó pai Abraão, manda­o a casa de meu pai,’ retorquiu o rico, ‘pois tenho cinco irmãos e é preciso avisá­los para que não venham para este lugar de sofrimentos quando morrerem’.

29 Mas Abraão declarou­lhe: ‘Têm as Escrituras de Moisés e dos profetas. Ouçam os seus avisos.

30 ‘Não, pai Abraão. Se alguém de entre os mortos for ter com eles, arrepender­se­ão.’

31 ‘Se eles não ouvem Moisés e os profetas, não ouvirão nem mesmo alguém que se tenha levantado de entre os mortos.’”

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