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João 3-4O Livro (OL)

Jesus ensina Nicodemos

1/2 Certa noite, um chefe religioso chamado Nicodemos, um fariseu, procurou Jesus: “Mestre, todos sabemos que Deus te enviou para nos ensinares, e bastam os teus milagres para o provar.”

Jesus retorquiu: “Digo­te muito seriamente que, se alguém não nascer de novo, não poderá ver o reino de Deus.”

“Que queres dizer com isso?”, exclamou Nicodemos. “Como pode uma pessoa voltar para o ventre de sua mãe e nascer outra vez?”

5/7 Jesus respondeu: “O que tão seriamente te digo é isto: aquele que não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus. Os homens só conseguem reproduzir vida humana, mas o Espírito Santo dá vida espiritual; por isso não te admires de te ter dito que precisas de nascer de novo. Assim como ouves o vento, mas não sabes donde vem nem para onde vai, assim se passa com aquele que é nascido do Espírito.”

“Que queres dizer?”, perguntou Nicodemos.

10/13 Jesus respondeu: “Então tu, um respeitado mestre, não compreendes estas coisas? Estou a dizer­te aquilo que sei e que vi, e, contudo, não queres acreditar em mim. Mas, se nem sequer acreditas em mim enquanto te falo nestas coisas que acontecem aqui entre os homens, como poderás crer se te falar de coisas celestiais? Pois só eu, o Filho do Homem, desci à Terra e voltarei novamente para o céu. 14/15 Assim como Moisés ergueu no deserto a figura de uma serpente, assim também eu irei ser levantado, para que todo aquele que crer em mim tenha a vida eterna.

16 Deus amou tanto o mundo que deu o seu único Filho para que todo aquele que nele crê não se perca espiritualmente, mas tenha a vida eterna. 17 Deus não mandou o seu Filho para condenar o mundo, mas para o salvar.

18 Para os que confiam nele como Salvador não há condenação eterna. Mas os que não confiam nele já estão julgados e condenados por não crerem no Filho único de Deus. 19 E são condenados por a luz do céu ter vindo ao mundo mas eles preferirem as trevas à luz, pois só fazem o mal. 20 Eles odeiam a luz celestial porque querem pecar nas trevas. Afastam­se da luz com medo de os seus pecados serem postos às claras e sofrerem castigo. 21 Mas os que procedem bem procuram a luz para que todos vejam que estão a fazer o que Deus deseja.”

O testemunho de João Baptista sobre Jesus

22 Depois disto, Jesus e os discípulos saíram de Jerusalém e ficaram durante algum tempo na Judeia, baptizando ali.

23/24 Nessa altura, João Baptista não estava ainda preso. Baptizava em Enom, perto de Salim, porque ali havia água em abundância, e o povo vinha ter com ele para ser baptizado. 25 Um dia, alguém começou a discutir com os discípulos de João acerca de questões relacionadas com a purificação. 26 Foram então ter com João e informaram­no: “Mestre, o homem que conheceste do outro lado do rio Jordão, aquele que afirmaste ser o enviado de Deus, anda também a baptizar, e toda a gente vai lá ter com ele.”

27 João esclareceu: “Uma pessoa só pode receber o que lhe for dado do céu. O meu trabalho é preparar o caminho para aquele Homem, para que todos o procurem. 28 Vocês próprios sabem como eu sempre disse que não sou o Cristo. Estou aqui para lhe preparar o caminho. 29 As pessoas procuram, naturalmente, aquilo que mais as atrai — a noiva vai para junto do noivo. Os amigos do noivo alegram­se com ele. Ora, eu sou o amigo do noivo, e o seu triunfo enche­me de alegria. 30 Ele deve tornar­se cada vez maior, e eu cada vez mais pequeno.

31/34 Ele veio do céu e é maior do que ninguém. Eu sou da Terra e o meu entendimento limita­se às coisas terrenas. Ele fala do que viu e ouviu, mas são poucos os que acreditam nas suas palavras! Os que nele crêem descobrem que Deus é a fonte da verdade. Pois esse, o enviado de Deus, fala as palavras de Deus, porque o Espírito de Deus está sobre ele, sem medida nem limite. 35/36 O Pai ama o Filho, e deu­lhe autoridade sobre tudo o que existe. E todos os que crêem nele, no Filho de Deus, têm a vida eterna; os que não crêem nunca participarão da vida eterna, antes a ira de Deus permanece sobre eles.”

Jesus conversa com a mulher samaritana

1/2 Os fariseus ouviram dizer que Jesus estava a baptizar e a ganhar mais discípulos que João (embora de facto não era Jesus que baptizava, mas os seus discípulos). Quando o Senhor constatou isso, deixou a Judeia e voltou para a província da Galileia.

4/6 Para isso, tinha de atravessar Samaria. Cerca do meio­dia, ao aproximar­se da localidade de Sicar, chegou ao poço de Jacob, no terreno que este dera a seu filho José. Cansado da longa caminhada, Jesus sentou­se junto ao poço. Apareceu uma samaritana para tirar água, e Jesus pediu­lhe: “Dá­me de beber”. (Os discípulos tinham ido à aldeia comprar comida.)

A mulher estava admirada, pois os judeus não comunicam com os samaritanos, e disse: “Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou samaritana?”

10 Jesus respondeu: “Se ao menos compreendesses o dom maravilhoso que Deus tem para ti e quem eu sou, serias tu a pedir­me que te desse água viva.”

11/12 “Mas tu não tens com que a tirar”, tornou ela, “e o poço é fundo. Onde ias buscar essa água viva? Além disso, serás maior que o nosso antepassado Jacob? Como poderás tu oferecer água melhor do que esta, que ele, os seus filhos e o seu gado beberam?”

13/14 Jesus respondeu: “As pessoas que bebem desta água depressa ficam outra vez com sede. Mas a água que eu lhes der torna­se numa fonte sem fim dentro delas, dando­lhes vida eterna.”

15 “Senhor, dá­me dessa água, para não sentir mais sede e não ter de vir aqui tirar água!”

16 “Vai chamar o teu marido”, disse­lhe Jesus.

17 “Não tenho marido.”

“Jesus disse: É verdade, não tens marido. 18 Porque tiveste cinco maridos e nem sequer estás casada com o homem com quem vives agora.”

19/20 “Senhor”, exclamou a mulher, “deves ser profeta! Mas diz­me: porque é que vocês, judeus, teimam que Jerusalém é o único sítio de adoração? Para nós, samaritanos, esse sítio é aqui no monte Gerizim, onde os nossos antepassados adoravam.”

21/24 Jesus esclareceu­a: “Vem o tempo em que já não teremos que nos preocupar se o Pai deve ser adorado aqui ou em Jerusalém, mas sim, se a nossa adoração é espiritual e autêntica. Deus é Espírito; os que o adoram devem adorá­lo em espírito e em verdade. É assim que o Pai quer que o adoremos. Mas vocês samaritanos sabem bem pouco acerca dele, adorando­o às cegas, enquanto que nós, judeus, temos dele um conhecimento perfeito, pois é através dos judeus que a salvação vem ao mundo.”

25/26 A mulher disse: “Eu sei que há­de vir o Messias, chamado Cristo, e que quando vier nos explicará tudo.”

Então Jesus disse­lhe: “Sou eu o Cristo”.

27 Nesse momento chegaram os discípulos, que ficaram espantados ao encontrá­lo a falar com aquela mulher, mas ninguém lhe perguntou porquê. 28/30 A mulher deixou o balde junto ao poço e, voltando para a aldeia, disse a toda a gente: “Venham ver um homem que me disse tudo o que eu fiz! Não será ele o Messias?” Então o povo veio a correr da localidade para o ver.

31 Entretanto, os discípulos insistiam com Jesus para que comesse. 32 “Não”, disse­lhes. “Eu tenho um alimento que vocês não conhecem.” 33 E puseram­se a perguntar uns aos outros quem lhe teria trazido comida.

34 Jesus explicou: “O meu alimento é fazer a vontade de Deus, que me enviou, e terminar a sua obra. 35 Pensam, porventura, que a ceifa só começará quando o Verão acabar daqui a quatro meses? Olhem à vossa volta! Em torno de nós amadurecem vastos campos, já prontos para a ceifa. 36 Os ceifeiros recebem o seu salário e o fruto que colhem são pessoas trazidas para a vida eterna. E que alegria, tanto daquele que semeia como daquele que colhe! 37/38 Pois é bem verdade que um semeia o que outro irá colher. Mandei­vos colher onde não semearam; outros tiveram o trabalho e vocês receberam a colheita.”

39/41 Muitos dos habitantes daquela terra samaritana creram em Jesus, levados por aquilo que a mulher afirmara: “Disse­me tudo o que fiz!” Os que foram vê­lo junto ao poço pediram­lhe que ficasse na sua aldeia, e Jesus assim fez durante dois dias, o suficiente para que muitos outros cressem depois de o ouvirem. 42 Então disseram à mulher: “Agora acreditamos porque nós próprios o ouvimos e não apenas pelo que nos contaste. É, de facto, o Salvador do mundo.”

Jesus cura o filho de um oficial

43/45 Depois de ter ficado ali dois dias, seguiu para a Galileia, embora ele próprio tivesse dito que um profeta tem honras em toda a parte menos na sua própria terra. Mas os galileus receberam­no de braços abertos, pois tinham estado em Jerusalém durante a festa da Páscoa e assistido aos seus milagres.

46/47 No decurso da sua deslocação através da Galileia, chegou à vila de Caná, onde tinha transformado a água em vinho. Enquanto ali esteve, um homem que morava na cidade de Cafarnaum, funcionário do governo e cujo filho estava muito mal, ouviu dizer que Jesus viera da Judeia e andava pela Galileia. Então foi a Caná e, encontrando Jesus, pediu­lhe que o acompanhasse a Cafarnaum e lhe curasse o filho que estava às portas da morte.

48 Jesus perguntou­lhe: “Então nenhum de vocês acredita em mim a não ser vendo­me fazer milagres?”

49 Mas o homem rogou­lhe: “Senhor, vem já, antes que o meu filho morra”.

50 “Volta para casa porque o teu filho vai sobreviver.” O homem, crendo em Jesus, voltou para casa.

51 Ainda ia a caminho, sairam­lhe ao encontro alguns servos seus com a notícia de que o seu filho já estava bom. 52 Perguntou­lhes quando fora que o jovem se sentira curado, e responderam: “Ontem à tarde, por volta da uma hora, a febre desapareceu.” 53 Então aquele pai compreendeu que isso sucedera no momento em que Jesus lhe dissera: “O teu filho vai sobreviver.” Ele e toda a sua casa creram. 54 Foi este o segundo milagre de Jesus na Galileia depois de ter vindo da Judeia.

O Livro (OL)

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