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Gênesis 32-34O Livro (OL)

Jacob prepara­se para se encontrar com Esaú

32 1/2 Por sua vez Jacob, com todos os seus, também partiu para continuar a viagem. Os anjos de Deus vieram­lhe ao encontro. Quando os viu, Jacob exclamou: “Isto aqui é mesmo uma terra de Deus!” Por isso chamou àquele sítio Maanaim.

3/5 Jacob decidiu enviar mensageiros à frente ter com Esaú, o seu irmão, a Edom, na terra de Seir, com esta mensagem: “Saudações de Jacob. Tenho estado a viver com o nosso tio Labão até há pouco tempo, e agora tenho muitos animais — bois, jumentos, ovelhas — e muita criadagem, tanto homens como mulheres. Envio­te estes mensageiros para te informar da minha vinda, esperando poder contar com a tua amizade.”

Os mensageiros voltaram com a notícia de que Esaú estava a caminho para se encontrar com Jacob, acompanhado dum exército de quatrocentos homens! 7/8 Jacob ficou cheio de medo e angustiado. Assim, repartiu a gente toda que vinha consigo, tal como os rebanhos e os animais, em dois grupos; porque pensou que se Esaú atacasse um dos grupos talvez o outro conseguisse escapar.

9/10 E orou desta maneira: “Ó Deus do meu avô Abraão e Deus do meu pai Isaque, ó Senhor que me disseste tu mesmo para voltar à terra dos meus parentes e me garantiste que me farias bem, realmente eu não sou digno nem da mais pequena das bênçãos que me tens dado repetidamente, conforme aliás as tuas promessas. Porque quando deixei a minha casa e atravessei este rio Jordão, nada tinha de meu, excepto um simples cajado! E agora tenho aqui à minha responsabilidade estes dois grandes grupos. 11/12 Peço­te portanto, Senhor, que me protejas agora das mãos destruidoras do meu irmão Esaú, pois estou com muito medo de que nos venha matar, a mim e a estas mães mais os seus filhos. Tu prometeste­me fazer­me bem e multiplicar os meus descendentes de forma a tornarem­se tão numerosos como os grãos de areia das praias, que são incontáveis!”

13/15 Jacob passou ali aquela noite e preparou um presente para o seu irmão Esaú, que consistia no seguinte: 200 cabras, 20 bodes, 200 ovelhas, 20 carneiros, 30 camelos de leite, com as suas crias, 40 vacas, 10 bois, 20 jumentas, 10 jumentinhos. 16 E deu instruções aos criados para passarem adiante, mantendo separado cada grupo de animais, com uma certa distância entre cada um. 17/18 Ao que conduzia o primeiro grupo mandou que, quando encontrasse Esaú e este lhe perguntasse: “De quem são estes animais? Para onde vais tu? Para quem estás a trabalhar?”, devia responder: “Estes animais são de Jacob, que está às tuas ordens. São um presente que te envia a ti, Esaú, com todo o respeito e submissão. Ele próprio vem aí atrás de nós.”

19/21 Estas mesmas instruções deu Jacob a cada um dos responsáveis pelos vários grupos de animais. A estratégia de Jacob era de apaziguar o irmão com presentes vários, antes de se encontrar com ele cara a cara. “Talvez”, esperava ele, “fique assim nosso amigo.” Dessa forma os presentes foram passando à sua frente. Contudo resolveu ficar ainda aquela noite no acampamento.

Jacob luta com Deus

22/23 Durante a noite levantou­se, pegou nas suas duas mulheres com as respectivas criadas, e nos onze filhos, e fê­los atravessar o rio Jordão com todos os seus bens, num sítio por onde se podia passar a pé chamado Jaboque.

24/26 Depois ficou sozinho no acampamento. E um Homem lutou com ele até pelo amanhecer. Quando esse homem viu que não ganharia o combate, tocou na anca de Jacob, deslocando­lhe a juntura da coxa, e disse­lhe: “Deixa­me ir embora, porque já está a amanhecer.”

Mas Jacob exigiu: “Não te deixarei enquanto não me abençoares!”

27 “Qual é o teu nome?”, perguntou­lhe o homem.

“Jacob”.

28 “Não serás mais Jacob, mas antes Israel. Porque, sendo que te mostraste forte enfrentando Deus, assim também serás capaz de prevalecer enfrentando os homens.”

29 “Agora diz­me tu qual é o teu nome!”, perguntou Jacob por sua vez.

“Não. Não tens que saber qual é o meu nome.” E abençoou­o ali mesmo.

30 Jacob chamou àquele lugar Peniel, porque disse: “Vi Deus cara a cara, com os meus próprios olhos, e contudo não morri!” 31 Entretanto o Sol já se levantava quando partiu enfim dali. E ia coxeando. (É por isso que o povo de Israel ainda hoje não come o nervo que faz a juntura com a coxa.)

Jacob encontra­se com Esaú

33 1/2 Entretanto, a certa altura, reparou e viu à distância Esaú que se aproximava acompanhado dos seus quatrocentos homens. Dispôs então a família numa coluna de forma a ficarem à cabeça as duas criadas das suas mulheres com os filhos; a seguir Leia e os filhos e por fim Raquel e o filho José. 3/4 Depois Jacob foi para a frente e quando o irmão chegou inclinou­se numa profunda vénia sete vezes. Esaú correu ao seu encontro e abraçou­o afectuosamente, beijando­o, e ambos choraram de emoção!

Esaú observou as mulheres com os filhos e perguntou quem eram. “São os filhos que Deus, na sua bondade, me deu!”

6/7 Nesse momento as duas criadas aproximaram­se com os filhos e inclinaram­se numa vénia. A seguir veio Leia também com os filhos e fez o mesmo. Por fim foi a vez de Raquel, com José, virem igualmente cumprimentá­lo.

“E para que foi que enviaste à frente todos aqueles grupos de animais e de gente que encontrei?”

“Eram presentes meus, com o fim de ganhar a tua benevolência!”

“Mas, irmão, eu tenho abundância disso tudo! Guarda para ti essas riquezas que te pertencem!”

10/11 “Não! Peço­te que aceites tudo!”, insistiu, “porque para mim foi um grande alívio ver a forma amigável como me recebeste. No fundo eu apreendia tanto este encontro contigo como se tivesse de ir à própria presença de Deus! Por isso te peço que aceites este presente. Deus tem sido muito generoso para comigo e tenho em abundância de tudo.” Finalmente Esaú aceitou.

12 “Bom, então ponhamo­nos a caminho”, disse Esaú. “Os meus homens e eu próprio vos faremos companhia.”

13/14 Mas Jacob replicou: “Como podes ver, alguns dos meus filhos ainda são pequeninos. Aliás os rebanhos também têm as crias. Se formos um pouco mais depressa, cansar­se­ão e podem morrer. Assim é melhor que vás à frente, e nós vamos indo conforme podemos até que nos encontramos todos de novo em Seir.”

15 “Pois bem, vou deixar­te, em todo o caso, alguns dos meus homens contigo, para que te ajudem e te protejam.”

“Não”, teimou Jacob, “tudo nos há­de correr bem. A questão é que estejamos em paz os dois.”

16 E partiu Esaú nessa mesma altura para Seir.

17 Entretanto Jacob, com toda a sua gente, foi para Sucote, e aí levantou um acampamento, fazendo cabanas para o gado. (Por isso mesmo o lugar chama­se Sucote.) 18/19 Enfim chegaram em perfeita segurança a Siquem, na terra de Canaã, acampando junto à cidade. (Comprou a terra em que levantou o acampamento à família de Hamor, o pai de Siquem, pela quantia de 100 moedas de prata.) 20 Depois erigiu naquele mesmo sítio um altar a que chamou o Altar do Deus de Israel.

Dina e Siquem

34 Um dia Dina, a filha de Leia, quis ir ver as outras raparigas das proximidades. 2/3 Mas aconteceu que Siquem, filho de Hamor o heveu e rei daquela terra, viu­a e deitou­se com ela. E tendo ficado profundamente apaixonado pela moça procurou falar­lhe ao coração de forma a ganhar­lhe a afeição.

4/5 Falou também com o pai, pedindo­lhe que interviesse, porque queria casar com ela. Jacob naturalmente veio a saber o que tinha acontecido, mas não disse nada antes que os seus filhos, que estavam a guardar o rebanho por aquelas paragens, regressassem a casa. 6/7 O rei Hamor, pai de Siquem, veio então falar com Jacob, tendo chegado no momento em que também por sua vez os rapazes regressavam a casa. Estes ficaram tremendamente aborrecidos e tristes com esse facto, pois que o tomaram como um insulto, como um ultraje que lhes tivesse sido feito a eles próprios.

8/10 Hamor disse a Jacob: “O meu filho está verdadeiramente apaixonado pela tua filha, e quer a todo o custo casar com ela. Peço­te então que a deixes ser a sua mulher. Além disso convidamo­vos, e à tua família, a ligarem­se connosco, a vi­verem aqui no nosso meio, e a deixarem as vossas moças casarem com os nossos rapazes, e as nossas filhas casarem com os vossos moços. Poderão instalar­se onde quiserem, e negociar como quiserem.”

11/12 Depois foi a vez de Siquem falar ao pai e aos irmãos de Dina: “Peço­vos muito a vossa simpatia, e que a deixem ser a minha mulher”, suplicou. “Poderei dar­vos tudo o que quiserem. Seja o que for que me pedirem como dote meu, pagar­vos­ei, conquanto possa tê­la por mulher.”

13/17 Mas os irmãos dela mentiram­lhe, enganando­o; isso por causa da acção ultrajante que Siquem tinha feito à pequena. Por isso disseram: “Não podemos autorizar porque não estás circuncidado. Seria uma desgraça para ela casar com um homem nas tuas condições. A menos que faças o que te dissermos — que todo o homem dentre vocês se circuncide. Nesse caso então sim, poderá haver casamentos entre nós, poderemos viver aqui e unirmo­nos a vocês de forma a tornarmo­nos um só povo. De outra forma tomaremos a pequena e vamo­nos embora.”

18/20 Tanto Hamor como o filho, Siquem, concordaram satisfeitos; e este não perdeu tempo em satisfazer­lhe o pedido; tudo isso pelo muito que amava Dina. Ele tinha a certeza que ninguém, dos outros homens da cidade, se oporia àquela ideia, porque era muito respeitado e muito popular no meio da sua gente. Portanto Hamor e Siquem apresentaram­se perante o conselho da cidade e expressaram o assunto:

21/23 “Esta gente é nossa amiga. Convidemo­los a viverem entre nós, negociemos com eles, e que se façam casamentos livremente entre eles e nós. Mas isto só poderá fazer­se sob uma condição, que todos os homens entre nós sejam circuncidados, tal como eles. Se aceitarmos esta condição, tudo o que eles têm virá, no fundo, a ser nosso, e a nossa terra tornar­se­á mais rica. Vamos, dêmos o nosso consentimento ao que pedem e poderão estabelecer­se aqui connosco.”

24/29 Todos estiveram de acordo, tendo todos sido circuncidados. Contudo, três dias mais tarde, quando as suas feridas ainda estavam mal curadas, muito doridas e sensíveis, dois dos irmãos de Dina, Simeão e Levi, pegaram nas espadas, entraram na cidade sem encontrar oposição de ninguém, e assassinaram todos os homens da terra, incluindo Hamor e Siquem. Recuperaram Dina da casa de Siquem e regressaram ao acampamento. Depois ainda vieram os outros irmãos e saquearam a cidade; tudo por causa da desonra que tinha sido feita ali contra a sua irmã. Levaram o que encontraram tanto dentro como fora da povoação: ovelhas, gado bovino, jumentos, etc. E levaram ainda mulheres e crianças, despojando­os de tudo o que tinham em casa.

30 Mas Jacob teve de dizer a Simeão e a Levi: “Vocês tornaram­me repelente para com o povo desta terra, os cananeus e os perizeus. Sendo nós tão poucos, facilmente virão contra nós para nos destruir todos.”

31 “Então, seria justo que ele tivesse tratado a nossa irmã como uma prostituta?”, retorquiram.

O Livro (OL)

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