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Êxodo 7-9O Livro (OL)

Arão porta­voz de Moisés

1/2 Tornou o Senhor a dizer a Moisés: “Eu chamei­te para seres o meu embaixador para com Faraó, mas é o teu irmão Arão quem te servirá de porta­voz. Dá a saber a Arão tudo o que eu te disse, será ele quem o comunicará a Faraó e lhe pedirá para deixar livre o povo de Israel para sair do Egipto. Mas eu endurecerei Faraó que recusará obstinadamente, e assim hão­de suceder­se os meus milagres na terra do Egipto. 4/5 Mesmo assim, nem com isso tudo Faraó te ouvirá. Por isso terei de esmagar o Egipto com uma grande desastre final, e nessa altura então conduzirei o meu povo para fora dali. Os egípcios reconhecerão enfim que eu sou realmente Deus, quando o meu poder os forçar a deixar ir o meu povo.”

6/7 Moisés e Arão fizeram como o Senhor lhes mandara. Moisés tinha então 80 anos de idade e Arão 83 anos, nessa época em que se confrontaram com Faraó.

A vara de Moisés transforma­se numa serpente

8/9 O Senhor disse a Moisés e a Arão: “Faraó pedir­vos­á que lhe mostrem um milagre que prove que foi Deus quem vos mandou. E nessa altura dirás a Arão para lançar ao chão a sua vara, a qual se tornará numa serpente.”

10/12 E assim foi que Moisés e Arão foram em audiência a Faraó, e fizeram aquele milagre, tal como o Senhor os instruíra: Arão, na presença de Faraó e da sua corte, deitou ao chão a vara a qual se fez numa serpente. Mas Faraó chamou os seus feiticeiros e mágicos que foram também capazes de fazer o mesmo através de artes e encantamento, porque as suas próprias varas se fizeram igualmente em serpentes! No entanto aconteceu que a serpente de Arão foi e engoliu as outras.

13 No entanto o coração de Faraó manteve­se na mesma, duro e obstinado, sem querer aceitar coisa alguma, tal como o Senhor dissera antes.

A praga das águas tornadas em sangue

14 Então o Senhor fez saber a Moisés como tinha visto o coração de Faraó inalterável, e como assim havia de continuar a ser.

15/18 “Contudo”, continuou o Senhor, “volta de novo a ele de manhã, para o apanhares quando descer em direcção ao rio. Põe­te de pé na margem, perto dele; segura na tua mão a vara que se fez em serpente e diz­lhe: ‘Jeová, o Deus dos hebreus, enviou­me para te dizer que deixes ir o seu povo adorá­lo no deserto. Tu não quiseste ouvir. Pois agora diz assim o Senhor: Desta forma saberás que eu sou Deus: a vara que Moisés segura na mão baterá nas águas do rio Nilo e todo o rio por inteiro se tornará em torrente de sangue. Os peixes hão­de morrer, o rio ficará a cheirar mal, e os egípcios serão incapazes de beber água.’”

19 Então o Senhor deu as seguintes instruções a Moisés: “Diz a Arão para apontar com a sua vara para todas as águas da terra do Egipto — ribeiros, canais, tanques reservatórios, até mesmo as águas conservadas em casa, em bilhas e potes, para que tudo se torne em sangue.”

20/21 E assim foi que Moisés e Arão fizeram tal como o Senhor lhes indicara. Faraó e a sua comitiva, todos viram Arão bater com a vara nas águas no Nilo e estas fazerem­se em sangue. Os peixes morreram e as águas tornaram­se tão repugnantes que nenhum egípcio podia beber daquilo; e houve sangue por toda a terra do Egipto.

22/25 Mas os encantadores e bruxos do Egipto, usando das suas artes mágicas, conseguiram também fazer das águas sangue; dessa forma o coração de Faraó continuou endurecido e renitente e não quis dar ouvidos a Moisés e Arão, tal como o Senhor previra, tendo regressado ao seu palácio impassível. Os egípcios foram obrigados a cavar poços junto ao rio para conseguirem água para beber, porque a do rio era nauseabunda. E assim se passou uma semana.

A praga das rãs

1/2 O Senhor disse outra vez a Moisés: “Vai ter com Faraó e diz­lhe: ‘Jeová diz­te que deixes ir o seu povo para que o adore. Se recusares mandará montes de rãs por toda a terra duma extremidade à outra. O rio Nilo ficará cheio delas, que até virão às vossas habitações, penetrarão nos quartos, e achá­las­ão nas camas. Cada casa no Egipto estará repleta de rãs que virão poluir os fornos e as massadeiras. Tu e o teu povo ficarão mergulhados em rãs.’”

5/8 E continuou o Senhor: “Diz a Arão que aponte a vara para os ribeiros, as torrentes e poços do Egipto de forma que haja rãs em todos os recantos da terra”. Arão assim fez e as rãs cobriram literalmente todo o país. Mas os feiticeiros conseguiram fazer de novo o mesmo, e com os seus bruxedos fizeram aparecer rãs. Faraó convocou à pressa Moisés e Arão e rogou­lhes: “Peçam ao Senhor que tire todas estas rãs daqui e deixarei o povo ir e sacrificar­lhe.”

“Pois sim; diz­me só quando queres que peça ao Senhor”, anuiu Moisés, “e eu orarei para que as rãs morram por toda a parte, na altura que tu indicares, excepto do rio.”

10/11 “Façam isso amanhã”.

“Está bem”, replicou Moisés, “seja assim. E ficarás a saber que não há ninguém semelhante ao Senhor nosso Deus. Todas as rãs morrerão menos as do rio.”

12/14 Moisés e Arão sairam da presença de Faraó e Moisés intercedeu junto do Senhor quanto às rãs, e o Senhor fez conforme Moisés tinha prometido — a terra ficou coberta, agora de rãs mortas, nos campos e nas casas. As pessoas varreram­nas, fizeram montes delas, e a terra tinha um cheiro pestilento. 15 Mas quando Faraó viu que as rãs tinham acabado, endureceu de novo o coração e recusou deixar ir o povo, tal como o Senhor dissera.

A praga dos piolhos

16/19 Então o Senhor disse a Moisés: “Diz a Arão que bata no pó da terra com a sua vara e o pó se fará em piolhos em todo o Egipto”. Moisés e Arão fizeram assim como o Senhor lhes mandara; toda a nação ficou de repente infestada de piolhos; pessoas e animais estavam cheios deles. Os feiticeiros tentaram ainda desta vez fazer o mesmo com as suas artes e encantamentos, mas falharam.

“Desta feita há aqui o dedo de Deus!”, exclamaram eles para Faraó.

Mas este continou duro e teimoso sem querer ceder de forma nenhuma, aliás tal como o Senhor tinha dito que havia de ser.

A praga das moscas

20/23 Falou o Senhor de novo a Moisés: “Levanta­te de manhã cedo, vai ao encontro de Faraó quando vier banhar­se ao rio e diz­lhe: ‘Jeová manda­te que deixes ir o seu povo para que lhe preste culto. Se recusares, enviará enxames de moscas por todo o Egipto. As casas ficarão cheias e o chão coberto de moscas. Mas na terra de Gosen onde vivem os israelitas será muito diferente. Não haverá lá moscas. Assim saberás que ele é o Senhor de toda a terra, porque fará uma distinção entre o teu povo e o seu. Isto tudo sucederá amanhã.’”

24 O Senhor fez como ele tinha dito, e terríveis enxames de moscas entraram por toda a parte, desde o palácio de Faraó até a cada uma das casas do Egipto.

25/27 Faraó chamou apressadamente Moisés e Arão: “Está bem, façam esse sacrifício ao vosso Deus, mas que seja aqui nesta terra. Não vão lá para o deserto.” Moisés replicou: “Isso não pode ser assim. O nosso culto é odiado pelos egípcios; se o fizermos aqui mesmo diante deles, matam­nos. Tem de ser a três dias de caminho no deserto que devemos prestar culto a Jeová o nosso Deus, tal como nos mandou.”

28 “Pois sim, vão lá então”, replicou Faraó, “mas não vão longe. E agora roguem depressa ao Senhor em meu favor.”

29 “Está bem, pedirei que os enxames de moscas desapareçam. Mas aviso­te de que não deves mais enganar­nos, prometendo­nos deixar ir o povo e depois voltando com a palavra atrás.”

30/31 Moisés deixou Faraó e orou ao Senhor que os libertasse das moscas. O Senhor respondeu à oração de Moisés e fez desaparecer as moscas, de tal forma que nem uma depois havia. 32 Mas o certo é que Faraó tornou a endurecer­se e não deixou sair o povo!

A peste nos animais

“Volta ter com Faraó”, mandou o Senhor a Moisés, “e diz­lhe que Jeová, o Deus dos hebreus, manda dizer que deixes o seu povo ir adorar. 2/3 Se recusar, o poder de Deus enviará uma peste mortal que liquidará o gado, cavalos, jumentos, camelos, ovelhas e cabras. Mas só os animais do Egipto serão afectados. Nenhum animal do gado e dos rebanhos dos israelitas ficará sequer doente.” 5/6 O Senhor fez anunciar que isso iria começar no dia seguinte, e assim foi. Logo pela manhã todo o gado dos egípcios começou a morrer, mas em contrapartida, nenhum animal dos israelitas foi afectado. Faraó mandou verificar se era realmente verdade que os animais dos israelitas tinham ficado isentos, e mesmo assim manteve a sua intransigência e recusou que o povo saísse.

A praga das chagas

8/9 Depois o Senhor disse a Moisés e a Arão: “Pega em duas mãos­cheias de cinza do forno. E que Moisés a espalhe para o ar diante de Faraó; espalhar­se­á como uma poeira fina sobre toda a terra e provocará chagas que rebentarão, tanto nas pessoas como nos animais.”

10/11 Eles foram, pegaram em cinza do forno e foram ter com Faraó; diante dele Moisés lançou­a para o ar, e fez rebentar chagas nos seres humanos e nos animais, por toda a terra. Os próprios mágicos não puderam manter­se na presença de Moisés porque também tinham chagas. 12 E o Senhor deixou que Faraó se obstinasse como dantes, continuando a recusar dar autorização, tal como já o dissera a Moisés.

A praga da saraiva

13/19 O Senhor disse de novo a Moisés: “Levanta­te cedo, põe­te diante de Faraó e diz­lhe: ‘Jeová, o Deus dos hebreus, manda­te que deixes ir o seu povo adorá­lo. Desta vez enviarei (diz Jeová) uma praga tal que te provará indiscutivelmente, a ti, à tua corte e a todo o povo do Egipto que não há outro Deus em toda a terra. Eu já vos podia ter morto a todos, mas não o fiz porque quero mostrar o meu poder a vocês e a toda a terra. Tu pensas ainda valer alguma coisa e desafias o meu poder, recusando deixar ir o povo. Pois bem, amanhã por esta altura mandarei uma chuva de saraiva através de toda a nação, e de uma intensidade tal que nunca terá sido vista no Egipto desde a sua fundação. Manda depressa recolher o teu gado dos campos porque cada ser humano e cada animal que ficar de fora sob a saraivada certamente morrerá.’”

20/21 Alguns egípcios aterrorizados com esta ameaça foram buscar o gado e os escravos aos campos e trouxeram­nos para casa. Mas todos os outros desprezaram a palavra de Deus e deixaram­nos onde estavam.

22/23 O Senhor falou a Moisés: “Estende a tua mão para o céu para que caia a saraiva em toda esta terra, sobre gente, animais e plantas”. Moisés estendeu a mão e o Senhor mandou saraiva, no meio de uma tempestade de raios e trovões.

24/26 Era qualquer coisa de tremendo e indescritível. Em toda a história do Egipto nunca se tinha dado por algo de semelhante. Todo o Egipto ficou em ruínas. Todo o ser vivo deixado de fora, tanto seres humanos como animais, foi morto, as árvores rachadas, as plantações destruídas. O único sítio em todo o Egipto onde não caiu a saraiva foi na terra de Gosen, onde viviam os israelitas.

27/30 Então Faraó mandou chamar Moisés e Arão: “Desta vez estou a ver que pequei”, confessou. “O Senhor é justo. Eu e o meu povo é que temos sido culpados todo este tempo. Pede a Deus que acabe com esta terrível tempestade, com esta saraiva, porque eu deixo­vos ir já.”

“Está bem”, respondeu Moisés, “logo que saia da cidade levantarei as mãos ao Senhor e a tempestade mais a saraiva cessarão. Isto te provará que a Terra é controlada por Jeová. Mas no que te diz respeito e à tua comitiva, eu sei já que ainda desta vez hão­de continuar a desobedecer­lhe.”

31/33 Todo o linho e a cevada foram destruídos, porque o linho estava maduro e a cevada já tinha flor. Mas o trigo e o centeio conseguiram escapar porque ainda não tinham despontado. Moisés deixou Faraó, saiu da cidade, levantou as mãos ao céu para o Senhor e tudo aquilo parou de vez. 34/35 Vendo que a praga tinha acabado, Faraó e os seus conselheiros continuaram a pecar, e até se tornaram ainda mais obstinados. Assim Faraó manteve a sua recusa em autorizar o povo a deixar a terra, tal como o Senhor predissera a Moisés.

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