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Êxodo 16-18O Livro (OL)

O maná e as codornizes

16 1/2 Depois deixaram Elim e chegaram a Sim, que se encontra a meio caminho entre Elim e o Sinai, no dia 15 do segundo mês após a saída do Egipto. Aí mais uma vez o povo falou amargamente a Moisés e a Arão: “Para que é que saímos do Egipto!? Mais valia que o Senhor nos tivesse morto lá! Por que ao menos tínhamos que comer, panelas cheias de carne e pão a fartar! Agora vocês trouxeram­nos para aqui, para este deserto, para morrermos todos de fome.”

4/5 Então o Senhor disse a Moisés: “Vou fazer chover alimento dos céus para eles; e cada um todos os dias poderá sair e apanhar tanto quanto necessitar para esse dia. Nisto verei se tencionam seguir as minhas ordens ou não. Diz­lhes ainda que no sexto dia apanhem o dobro da quantidade dos outros dias.”

6/9 Moisés e Arão convocaram o povo e disseram­lhes: “Hoje ao anoitecer hão­de verificar como foi o Senhor mesmo quem vos tirou da terra do Egipto. E amanhã de manhã verão mais da sua glória. Porque ele ouviu as vossas murmurações, que eram no fundo ditas antes contra ele. Pois quem somos nós próprios para que as vossas lamentações se dirijam contra nós? Portanto o Senhor vos dará carne, hoje ao fim da tarde, e amanhã terão pão, quanto desejarem. Venham então agora perante Jeová e ouçam a sua resposta às vossas lamúrias.”

10 E aconteceu quando Arão estava a falar ao povo, de repente, do lado deserto, na nuvem que os guiava, apareceu a tremenda glória do Senhor.

11/12 E Jeová falou a Moisés: “Ouvi a sua revolta. Diz­lhes então: ‘ao cair da tarde hão­de ter carne e pela manhã fartar­se­ão de pão; ficarão a saber que eu sou Jeová, o vosso Deus’.”

13/14 Nesse fim de tarde um grande número de codornizes apareceu e cobriu o acampamento. Pela manhã também todo o solo do deserto, ali à volta do acampamento, apareceu molhado de orvalho. E à medida que o orvalho ia desaparecendo ficava no chão algo como uns finos e leves flocos, qualquer coisas como uma espécie de geada.

15/16 Quando o povo de Israel viu aquilo, perguntou pasmado: “Mas que é isto?”.

E Moisés respondeu­lhes: “É o alimento que Jeová vos dá a comer e do qual vos disse para cada um apanhar tanto quanto precisar, uns três litros por cada pessoa duma família.”

17/20 Então o povo foi recolhê­lo, uns mais, outros menos, conforme as necessidades de cada casa. Mediram o que recolheram com a medida de três litros, e cada um teve precisamente aquilo de que necessitava: os que trouxeram muito porque tinham uma grande família não lhes sobejou para o dia seguinte e tão pouco faltou aos que tinham trazido pouco.

Moisés disse­lhes: “Que ninguém deixe disso para o dia seguinte.” O certo é que alguns não ligaram e deixaram ficar até de manhã; quando foram ver estava cheio de bicho e cheirava mal. Por isso Moisés se indignou muito com eles.

21 Assim todas as manhãs iam buscar o alimento, cada um segundo as necessidades da sua casa. E quando o Sol começava a aquecer durante a manhã aquilo derretia­se e desaparecia.

22/24 No sexto dia apanharam o dobro do habitual: 6 litros em vez de 3. Os responsáveis do povo quiseram saber junto de Moisés a razão porque tinham de fazer assim. “É porque o Senhor determinou que amanhã seja um dia de repouso, portanto um sábado santo, dedicado ao Senhor, em que se deve evitar fazer tarefas correntes. Por isso, cozam o que quiserem, façam no forno a quantidade que entenderem, e o que sobejar guardem­no para amanhã”. Na manhã seguinte a comida estava em perfeito estado de conservação e boa para comer, sem bichos nem mau cheiro.

25/30 Moisés lembrou­lhes: “Este é o vosso alimento para hoje, porque hoje é um sábado consagrado a Jeová e não aparecerá comida no solo. Durante seis dias apanhem conforme vos foi dito, porque o sétimo é um sábado e não acharão nada nesse dia.” Contudo alguns do povo foram mesmo assim ver se encontravam comida, apesar de ser sábado, e não acharam nada evidentemente.

“Até quando recusará este povo obedecer­me?”, perguntou o Senhor a Moisés. “Não constaram eles que lhes dei duas vezes mais no sexto dia de forma a que tivessem bastante para os dois dias? Porque o Senhor deu­vos o sétimo dia como um dia de sábado, de descanso. Fiquem nas vossas tendas, e não saiam para arranjar alimento nesse dia.” Foi assim que o povo descansou no sétimo dia.

31/34 E aquela comida ficou sendo conhecida como maná. Era uma coisa branca, parecida com a semente de coentro e tinha um sabor a bolo de mel. Moisés deu­lhes mais instruções da parte do Senhor; tiveram de recolher 3 litros do maná para ser guardado para sempre como testemunho, de forma que as gerações futuras pudessem ver o pão com que o Senhor os alimentara no deserto depois de os ter tirado do Egipto. Moisés disse a Arão para arranjar um recipiente e pôr nele três litros de maná, e para o conservar perante o Senhor onde fique através dos tempos. Arão assim fez tal como o Senhor ordenara a Moisés, e foi guardado na arca do testemunho.

35/36 Portanto o povo de Israel comeu o maná durante quarenta anos até chegarem à terra de Canaã em que havia produtos da terra para se alimentarem.

Água da rocha

17 1/2 Depois, sob a ordem de Deus, o povo de Israel deixou o deserto de Sim, dirigindo­se por pequenas etapas a Refidim. Mas ao chegarem viram que não havia ali água! Então mais uma vez se queixaram e resmungaram contra Moisés: “Mas nós queremos água!”, gemeram eles.

“Tenham calma! Ou estarão vocês a tentar pôr à prova a paciência de Deus para convosco?”

Contudo atormentados pela sede gritavam: “Porque nos tiraste afinal do Egipto e nos trouxeste para morrermos aqui, nós, os nossos filhos e o gado?”

Então Moisés rogou ao Senhor: “Que hei­de eu fazer? Daqui a pouco apedrejam­me!”

5/7 “Toma os anciãos de Israel contigo”, disse­lhe o Senhor, “e levem o povo até ao Monte Horebe. Eu estarei ali sobre a rocha. Bate nela com a tua vara, a mesma com que bateste nas águas do Nilo, e sairá água da rocha, bastante para toda a gente.”

Moisés fez tudo assim como lhe tinha sido dito. Chamou pois aquele lugar Massá. Outras vezes o povo também se referia a ele pelo nome de Meribá, porque foi ali que o povo de Israel contendeu com o seu Deus e quiseram experimentá­lo dizendo: “Jeová vai ou não cuidar de nós?”

A derrota dos amelequitas

8/9 Então apareceram os amalequitas para combaterem contra o povo de Israel em Refidim. Moisés deu instruções a Josué para lançar uma mobilização geral, convocando todos os homens para combater os amalequitas. “Amanhã”, disse­lhe Moisés, “estarei no cimo do monte, com a vara de Deus na minha mão.”

10/13 Josué e os seus homens foram combater o exército de Ameleque enquanto Moisés, Arão e Hur subiram à colina. E todo o tempo que Moisés mantinha o braço levantado, Israel prevalecia e avançava sobre os seus inimigos; mas quando punha o braço para baixo para descançar, eram os amalequitas os mais fortes. Por fim Moisés tinha os braços de tal forma cansados que já não podia mais mantê­los elevados. Por isso Arão e Hur fizeram­no sentar­se numa pedra e puseram­se cada um do seu lado segurando­lhe os braços; e isto até ao pôr do Sol. Desta forma Josué e os seus homens desbarataram a gente de Ameleque.

14 O Senhor deu a Moisés as seguintes instruções: “Escreve isto tudo para que fique registado para sempre, de forma a que ninguém mais o esqueça, e avisa Josué de que hei­de apagar completamente os vestígios da vida de Ameleque.”

15/16 Moisés levantou um altar naquele sítio, a que chamou: Jeová­Nissi. “Visto que se levantou contra o trono do Senhor”, disse Moisés, “haverá para sempre guerra do Senhor contra Ameleque!”

Jetro visita Moisés

18 Jetro, sogro de Moisés e sacerdote de Midiã, ouviu falar acerca de todas estas coisas maravilhosas que Deus tinha feito pelo seu povo e por Moisés, e como os tinha tirado do Egipto. 2/5 Por isso Jetro tomou Zípora, a mulher de Moisés, e trouxe­lha (porque Moisés a tinha mandado para casa) juntamente com os seus dois filhos: Gerson, (assim chamado porque Moisés disse: “Andei peregrinando por uma terra estrangeira”) e Eliezer, (porque disse: “O Deus dos meus pais foi quem me ajudou e me livrou da espada de Faraó”). Quando eles chegaram estavam Moisés e o povo acampados junto ao monte de Deus.

6/9 Então vieram dizer a Moisés: “Jetro, o teu sogro, veio ver­te e trouxe também a tua mulher e os teus dois filhos. Moisés veio ter com eles e recebeu­os calorosamente; estiveram uns momentos assim trocando cumprimentos e sabendo como passava um e outro. Depois vieram conversar para a tenda de Moisés. Este contou o que lhes tinha acontecido, o que o Senhor tinha feito a Faraó e aos egípcios a fim de livrar Israel, assim como os problemas que se tinham levantado durante o caminho e como Deus lhes tinha encontrado solução. Jetro ficou muito satisfeito com tudo o que o Senhor fizera a Israel e com a forma como os tirou do Egipto.

10/12 “Louvado seja o Senhor”, disse Jetro, “porque vos salvou dos egípcios e de Faraó, e resgatou Israel. Agora sei bem como o Senhor é muito superior a todos os outros deuses. Jetro ofereceu sacrifícios a Deus; e depois Arão e os chefes de Israel vieram encontrar­se com ele para comerem juntos os alimentos oferecidos perante o Senhor.

13/16 No dia seguinte Moisés sentou­se como habitualmente para ouvir as petições e queixas de uns contra os outros, que o povo pretendia apresentar­lhe; e isto de manhã à noite. O sogro, vendo o tempo que aquilo lhe tomava, disse­lhe: “Porque é que fazes isso sozinho, deixando o povo assim o dia todo aguardando a vez de obter a tua opinião?”

“É porque o povo é comigo que vem ter para o ajudar a resolver as suas querelas, e saber qual a vontade de Deus”, respondeu­lhe Moisés. “Eu sou o seu juiz, aquele que decide quem tem ou não razão, e que os instrui no caminho de Deus. Indico­lhes as ordens de Deus que se aplicam aos seus problemas particulares.”

17/22 “Não está certo!”, exclamou o sogro. “Estás a desgastar­te; e até mesmo o povo não irá aguentar isto sempre. Escuta Moisés: é uma responsabilidade demasiada para que a suportes sozinho. Ouve o que eu te digo; é um conselho que te vou dar e com certeza que Deus te abençoará: Continua a seres tu o advogado deste povo, o seu representante diante de Deus a quem continuarás a apresentar os seus anseios e problemas. A eles apresentarás as decisões de Deus e as suas ordens, indicando­lhes os princípios de uma vida de justiça. Mas por outro lado, procura homens dignos, que respeitem Deus, honestos e competentes, e nomeia­os juízes, um por cada mil pessoas. E estes mesmos terão à sua responsabilidade dez outros juízes, cada um deles ocupando­se de cem pessoas. E, por sua vez, a cada um destes também estarão subordinados dois juízes, um para cinquenta indivíduos. E por fim estes igualmente chefiarão mais cinco que terão a seu cargo as questões de dez pessoas. Que estes indivíduos sejam responsabilizados por servir o povo com justiça a todo o momento. Qualquer assunto de maior importância ou mais complicado podem­nos trazer junto de ti. Mas as pequenas questões devem eles resolvê­las. Assim te será mais fácil o teu cargo se o repartires com eles. 23 Se seguires este conselho, e se o Senhor o aceitar, serás capaz de resistir, de ir até ao fim da tua missão. E haverá paz e harmonia entre o povo.”

24/26 Moisés aceitou o conselho do seu sogro e pôs em execução a sugestão. Escolheu, de entre todo o Israel, homens competentes e fê­los juízes do povo, por escalões de mil, cem, cinquenta e dez pessoas, e em toda a ocasião à disposição do povo para aplicar a justiça. Os casos mais delicados traziam­nos diante de Moisés mas todos os outros assuntos julgavam­nos eles próprios.

27 Depois disto Moisés despediu­se do sogro que regressou à sua terra.

O Livro (OL)

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