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Deuteronômio 14-16 O Livro (OL)

Comida pura e impura

(Lv 11.1-23)

14 Como são filhos do Senhor, vosso Deus, nunca deem golpes em vós mesmos, como fazem os naturais da terra quando prestam culto aos seus ídolos, nem rapem os cabelos da testa nos funerais. Vocês pertencem exclusivamente ao Senhor, vosso Deus, que vos escolheu para serem a sua possessão, mais do que qualquer outra nação do mundo.

Não deverão comer nenhum animal que eu tenha declarado impuro. São estes os animais que podem comer: o boi, o cordeiro, a cabra, a gazela, o veado, o búfalo, a cabra-montês, o antílope, o boi selvagem e o gamo. Todo o animal que tenha unhas fendidas e que rumina pode ser comido, mas se não tiver ao mesmo tempo essas duas características não poderão comê-lo; é o que acontece com o camelo, com a lebre e com o damão-do-cabo que ruminam, mas não têm patas com unhas fendidas. Por outro lado, o porco também não pode ser comido, porque embora tendo patas fendidas em duas partes, contudo não rumina. Não deverão sequer tocar nos corpos mortos desses animais.

De peixes só comerão os que têm escamas e barbatanas; 10 todas as outras espécies são cerimonialmente impuras.

11 Podem comer de todos os pássaros 12 com exceção destes: a águia, o abutre, a águia pesqueira, 13 o açor, o milhafre, o falcão de toda a espécie, 14 o corvo de toda a espécie, 15 a coruja do deserto, a coruja pequena, a gaivota, o gavião de toda a espécie, 16 o mocho, o corujão-orelhudo, a gralha, 17 a coruja do deserto, o abutre-egípcio, o pelicano, 18 a cegonha, a garça de toda a espécie, a poupa e o morcego.

19-20 Com algumas exceções, insetos com asas são impuros e não podem ser comidos.

21 Não comam nenhum animal que possa ter morrido de morte natural. Os estrangeiros poderão dá-lo ou vendê-lo, mas não o comam vocês mesmos, porque são santos para o Senhor, vosso Deus.

Não cozerão o cabritinho no leite da sua mãe.

O dízimo

22 Deverão dizimar todas as vossas colheitas de cada ano. 23 Tragam-nas para serem comidas perante o Senhor, vosso Deus, no lugar que há de escolher para ser o seu santuário; isto aplica-se aos dízimos tanto de cereias, como do vinho novo, do azeite, e mesmo às primeiras crias dos vossos rebanhos e ao gado em geral. Os dízimos têm por finalidade ensinar-vos a porem sempre o Senhor, vosso Deus, em primeiro lugar nas vossas vidas. 24 Se o lugar que o Senhor, vosso Deus, escolher para o seu santuário for tão longe que não se torne viável levar esses dízimos até lá, 25 então poderão vender esses cereais ou esse gado e levar depois o dinheiro ao santuário do Senhor. 26 Quando lá chegarem com esse dinheiro, comprem um boi ou um cordeiro ou uma porção de vinho ou outra bebida forte, e comerão isso perante o Senhor, vosso Deus, alegrando-vos, vocês e as vossas famílias. 27 Não se esqueçam de partilhá-lo com os levitas na vossa comunidade, porque não receberam nenhuma propriedade, nem têm colheitas a fazer como vocês.

28 De três em três anos deverão juntar o produto dos vossos dízimos para o armazenar na vossa cidade. 29 Deem-nos aos levitas que não receberam terra ou aos estrangeiros, às viúvas ou aos órfãos que habitam na mesma localidade, para que comam e possam ficar felizes; e então o Senhor, o vosso Deus, vos abençoará e ao vosso trabalho.

O ano de cancelar as dívidas

15 Ao fim de sete anos deverá haver um cancelamento geral de todas as dívidas. Cada credor deverá considerar como paga qualquer promissória referente a um empréstimo que tenha feito a um seu compatriota israelita, porque nesse ano o Senhor desquita toda a gente de uma obrigação com a qual eventualmente se tenha comprometido. Essa desobrigação não se aplica aos estrangeiros. Dessa forma, não haverá ninguém pobre no vosso meio, porque o Senhor, vosso Deus, vos abençoará grandemente na terra que vos vai dar, se obedecerem a este mandamento. A única condição necessária para que essa bênção se efetive é que guardem cuidadosamente todas as ordenanças do Senhor, vosso Deus, que eu hoje vos dou. Ele vos abençoará tal como vos prometeu. Emprestarão dinheiro a muitos povos, mas não terão necessidade de pedir emprestado a ninguém. Hão de ter predominância sobre muitas nações, mas nenhuma delas vos dominará.

Se quando chegarem à terra que o Senhor, vosso Deus, vos dá, houver pobres no vosso meio, não lhes fechem o vosso coração nem a vossa mão, voltando-lhe as costas; deverão emprestar-lhes tanto quanto necessitarem. Tenham o cuidado de não alimentar pensamentos malignos e recusar esse auxílio só pelo facto de se estar aproximando o ano da remissão! Se o recusarem e o necessitado clamar ao Senhor, o vosso ato será considerado como um pecado. 10 Deverão emprestar-lhe o que ele precisar e sem chorar essa vossa decisão. Porque o Senhor, vosso Deus, virá a fazer-vos prosperar em resultado disso que fizeram. 11 Visto que nunca deixará de haver uns mais necessitados do que outros entre vocês, este mandamento é necessário. Deverão emprestar-lhes liberalmente.

A libertação dos escravos

(Êx 21.2-6)

12 Quando um vosso irmão ou irmã tiver de se vender como escravo, deverão deixá-lo livre ao fim do sexto ano de serviço na vossa dependência; 13 não devem deixá-lo partir de mãos vazias. 14 Deem-lhe um bom presente de despedida, tomado dos vossos rebanhos ou dos vossos lagares de azeite ou de vinho. Partilhem com ele na proporção em que o Senhor, vosso Deus, vos tiver abençoado. 15 Lembrem-se de que também foram escravos na terra do Egito e que o Senhor, vosso Deus, vos tirou de lá. É por isso que vos dou esta lei.

16 Mas se esse hebreu que está ao vosso serviço não quiser deixar-vos, se disser que gosta do seu senhor, que gosta do serviço que faz, que sempre se deu bem convosco, 17 então peguem numa sovela e perfurem-lhe a orelha, à entrada da vossa casa; depois disso tornar-se-á vosso servo para sempre. Façam o mesmo quando se tratar de servas.

18 Quando tiverem de deixar ir em liberdade um servo, não fiquem aborrecidos com isso; lembrem-se que durante seis anos ele vos custou menos de metade do preço dum trabalhador regular. E o Senhor, vosso Deus, vos fará prosperar pelo facto de o terem deixado partir livre.

O primogénito dos animais

19 Deverão pôr de parte para o Senhor, vosso Deus, todos os primogénitos machos dos vossos rebanhos e manadas. Não empreguem os primogénitos das manadas para trabalhar nos campos; também não devem tosquiar os primogénitos dos rebanhos de ovelhas; 20 pelo contrário, vocês e a vossa família deverão comer estes animais perante o Senhor, vosso Deus, cada ano no lugar que ele escolher. 21 Contudo, se esse animal primogénito tiver algum defeito, se for coxo ou cego, ou tiver qualquer outro defeito, então não será sacrificado ao Senhor, vosso Deus. 22 Usem-no para alimento na vossa casa. Seja quem for, mesmo que esteja impuro nessa altura, poderá comer dele como se fosse uma gazela ou um veado que matou para comer. 23 Só que não deverão comer o seu sangue; derramem-no na terra como água.

A Páscoa

(Êx 12.14-20; Lv 23.5-8; Nm 28.16-25)

16 Lembrem-se sempre de celebrar a Páscoa durante o mês de Abibe, porque foi numa noite desse mês que o Senhor, o vosso Deus, vos tirou do Egito. O vosso sacrifício de Páscoa será ou um cordeiro ou um boi, oferecido ao Senhor, vosso Deus, no lugar que o Senhor escolher para habitação do seu nome. Comam esse sacrifício com pão sem fermento durante sete dias, para se lembrarem daquele que comeram enquanto escapavam do Egito. Isto é para se lembrarem que deixaram o Egito com tal pressa que não tiveram tempo de deixar o pão fermentar. Lembrem-se desse dia durante toda a vossa vida. Durante sete dias não haverá fermento nas vossas casas; além disso, nada do cordeiro pascal será deixado para a manhã seguinte.

A Páscoa não é para ser celebrada em qualquer das cidades, que o Senhor, vosso Deus, vos dará, mas sim no lugar que o Senhor tiver escolhido para o seu santuário. Celebrem o sacrifício ali, na tarde do dia do aniversário do acontecimento, ao fim do dia, ao pôr-do-sol. Cozam o cordeiro e comam-no, depois voltem para as vossas casas na manhã seguinte. Durante seis dias não comerão pão feito com fermento. No sétimo dia haverá uma reunião solene do povo de cada povoação perante o Senhor, vosso Deus. Não façam qualquer espécie de trabalho nesse dia.

A festa das semanas

(Lv 23.15-22; Nm 28.26-31)

Sete semanas após o começo das colheitas, 10 haverá outra festividade, na presença do Senhor, vosso Deus, chamada a festa das semanas. Nessa altura, tragam uma oferta voluntária que será proporcional em valor à bênção que receberam, de acordo com a colheita. 11 Será uma ocasião de se alegrarem perante o Senhor, vosso Deus, com a vossa família e com todos os da casa, no lugar que ele escolher para habitação do seu nome. Não se esqueçam de incluir os levitas da vossa localidade nessa festa, como também os estrangeiros, as viúvas e os órfãos. Convidem-nos a acompanharem-vos nessa celebração. 12 Lembrem-se que foram escravos no Egito! Por isso, tenham cuidado de seguir à risca este mandamento.

A festa dos tabernáculos

(Lv 23.33-43; Nm 29.12-39)

13 Uma outra celebração será a festa dos tabernáculos que deverá ser realizada durante sete dias, no final da época das colheitas, depois do grão ter sido guardado e o vinho pisado no lagar. 14 Há de ser uma ocasião de se alegrarem juntos, com a vossa família e os vossos escravos. Nunca se esqueçam de convidar também os levitas e os estrangeiros, os órfãos e viúvas da vossa localidade. 15 Durante sete dias celebrarás esta festividade no santuário, no sítio que o Senhor, vosso Deus, tiver escolhido. Será uma oportunidade de expressar profunda gratidão e ação de graças ao Senhor pelas suas bênçãos, representadas numa tão boa colheita e em muitas outras coisas. Será um tempo de grande alegria.

16 Cada homem de Israel deverá apresentar-se ao Senhor, seu Deus, no lugar que ele tiver escolhido, três vezes ao ano, para estas três festas:

a festa dos pães sem fermento,

a festa das semanas,

e a festa dos tabernáculos.

Em cada uma destas ocasiões tragam um presente ao Senhor. 17 Deem o que está nas vossas possibilidades, de acordo com o que o Senhor, vosso Deus, vos abençoou.

Os juízes

18 Designem juízes e funcionários administrativos para todas as cidades que o Senhor, vosso Deus, vos dá. Eles administrarão a justiça em todas as partes da terra. 19 Nunca torçam a justiça em benefício de um rico, por exemplo, nem se deixem nunca comprar por presentes; porque o suborno cega os olhos até dos sábios e transtorna as palavras dos justos. 20 Deve prevalecer só a justiça. É essa a única forma de terem sucesso na terra que o Senhor, vosso Deus, vos dá.

Não à idolatria

21 Nunca ergam altares e imagens de postes ídolos de Achera junto do altar do Senhor, vosso Deus. 22 E nunca levantem pilares religiosos, porque o Senhor, vosso Deus, os aborrece.

O Livro (OL)

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