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2 Reis 9-11O Livro (OL)

Jeú é ungido rei de Israel

1/2 Entretanto Eliseu tinha mandado chamar um dos jovens profetas para lhe dizer: “Prepara-te para ires a Ramote-Gileade. Pega nesta almotolia e vai ter com Jeú (o filho de Jeosafá e neto de Ninsi). Depois, chama-o à parte, longe dos que o rodeiam, e derrama o óleo sobre ele. Diz-lhe que o Senhor o unge para que seja rei de Israel. Em seguida foge depressa, porque corres perigo de vida!”

4/5 O jovem assim fez, como lhe foi mandado. Quando chegou a Ramote-Gileade, foi ter com Jeú que estava sentado com os oficiais do exército à sua volta, e disse-lhe: “Tenho uma mensagem para ti, senhor.”

“Mas para qual de nós?”, perguntou Jeú.

“Para ti, capitão.”

Jeú levantou-se, deixou os outros, entrou nos seus aposentos, e o moço profeta derramou sobre ele o óleo, dizendo-lhe: “Assim diz o Senhor Deus de Israel: ’Unjo-te rei de Israel, o povo do Senhor.

7/10 Deverás destruir a família de Acabe. Vingarás a morte dos meus profetas e de todo o resto do meu povo que foi assassinado por Jezabel. Toda a família de Acabe deverá ser varrida da terra — todos os homens, sejam eles quem forem. Destruirei a família de Acabe tal como destrui a família de Jeroboão (filho de Nebate) e de Basha (filho de Aías). Cães comerão Jezabel, a mulher de Acabe, em Jezreel, e não haverá ninguém que a enterre.’” Depois de dizer isto, abriu a porta e fugiu a correr.

11 Jeú voltou para junto dos seus amigos, os quais lhe perguntaram: “Há alguma novidade? O que é que esse maluco te veio dizer?”

“Vocês sabem muito bem quem ele era e o que queria”, respondeu Jeú.

12/13 “Não, não sabemos. Diz lá o que era.”

Ele contou-lhes o que o profeta dissera, e que o tinha ungido rei de Israel. Os outros, sem perder tempo, puseram as suas capas sobre os degraus da casa, mandaram tocar a trombeta e gritaram: “Jeú é rei!”

Jeú mata Jorão e Acazias

14/15 Foi assim que Jeú (filho de Jeosafá, filho de Ninsi), se revoltou contra o rei Jorão. Este tinha estado em Ramote-Gileade, defendendo Israel contra as forças do rei Hazael, da Síria. Mas fora para Jezreel com o fim de se restabelecer dos ferimentos recebidos. “Visto que me querem como rei”, disse Jeú para os homens que estavam com ele, “não deixem que ninguém escape da cidade e vá dizer para Jezreel o que fizemos.”

16/19 Jeú saltou para um carro de combate e dirigiu-se ele próprio a Jezreel para se encontrar com Jorão, que se encontrava de cama ainda ferido. (Também o rei Acazias de Judá ali estava, pois tinha ido visitá-lo.) A sentinela sobre a torre da povoação viu Jeú e os seus acompanhantes aproximaram-se e gritou: “Está a chegar um grupo de gente.”

“Manda um cavaleiro que vá ver se são amigos ou inimigos”, disse Jorão. E saiu ter com eles um homem a cavalo: “O rei manda perguntar se vêm como amigos ou como inimigos”, perguntou o cavaleiro a Jeú. “Vêm com intuitos de paz?”

Jeú replicou: “Que é que tu entendes acerca de paz ou de guerra? Passa já para trás de mim!”

O vigia mandou novo recado ao rei dizendo-lhe que o mensageiro enviado ao encontro dos outros não tinha regressado. O rei mandou outro cavaleiro, que lhes perguntou da mesma forma se vinham como amigos ou como inimigos.

“Que história é essa de amigos ou de inimigos? Passa já aí para trás de mim!”, respondeu Jeú.

20 “Também este lá ficou!”, exclamou a sentinela. “Deve tratar-se de Jeú, pela forma como se aproxima, furiosamente.”

21/22 “Depressa! Preparem-me o meu carro!”, mandou o rei. E logo saiu, em companhia de Acazias, ao encontro de Jeú. Encontraram-se com ele no campo de Nabote, e Jorão perguntou-lhe: “Vens como amigo, Jeú?”

Jeú respondeu: “Como pode haver amizade enquanto a depravação de Jezabel continua aqui, à vista de toda a gente”?

23 Jorão fez meia-volta com o seu carro, gritando enquanto fugia: “Traição, Acazias! Atraiçoaram-nos!” 24 Jeú retesou com toda a força o seu arco e atirou-lhe uma flecha que o apanhou entre as espáduas. Com o coração perfurado, logo caiu do carro para o chão, morto.

25/26 Jeú disse para Bidcar, seu assistente: “Lança-o aí para o campo de Nabote, porque, uma vez que nós vínhamos atrás do seu pai Acabe, o Senhor me revelou esta profecia: ‘Dar-lhe-ei aqui mesmo, neste campo de Nabote, a paga do assassínio de Nabote e dos seus filhos.’ Por isso deita-o para a ex-propriedade de Nabote, tal como o Senhor disse.”

27/28 Entretanto Acazias, o rei de Judá, fugira pelo caminho que vai para Bete-Hagã. Mas Jeú foi atrás dele gritando: “Matem-no! Matem também esse!” E com efeito mataram-no no seu carro, no lugar em que o caminho sobe para Gur, perto de Ibleão. Conseguiu mesmo ir até Megido, mas acabou por morrer ali. Os seus oficiais levaram-no num carro para Jerusalém onde o enterraram no cemitério real. 29 (O reinado de Acazias sobre Judá tinha começado no décimo segundo ano do reinado de Jorão, de Israel.)

A morte de Jezabel

30/31 Quando Jezabel ouviu que Jeú tinha vindo a Jezreel, arranjou-se toda, pintou os olhos, penteou-se e foi sentar-se a uma janela. Na altura em que Jeú regressava e entrava pelo portão do palácio, ela gritou-lhe: “Então já estás satisfeito, tu o filho de Zimri, que mataste o teu senhor?”

32 Ele olhou para cima, viu-a à janela e respondeu-lhe: “O que eu quero agora saber é quem está do meu lado”. Nessa altura, dois ou três eunucos que se encontravam ali perto de Jezabel, olharam para ele: 33 “Atirem-na daí abaixo!”, gritou-lhes Jeú. Eles empurraram-na da janela abaixo, e ao esmagar-se no solo, o sangue espirrou nas paredes e sobre os cavalos; estes, excitados, esmagaram-na sob as patas.

34/35 Jeú entrou no palácio para comer. Mais tarde disse: “Que alguém vá enterrar essa mulher maldita, porque sempre era filha de um rei.” Contudo, quando foram buscar o cadáver apenas acharam a caveira, os pés e as mãos.

36/37 Regressando a dar-lhe conta disso, Jeú reconheceu: “Foi justamente o que o Senhor afirmou que havia de acontecer. E disse isso a Elias, que os cães comeriam a sua carne e que o seu corpo seria lançado como esterco no campo, sem que ninguém pudesse até reconhecer que era ela própria!”

A morte da família de Acabe

10 Jeú escreveu uma carta ao conselho da cidade de Samaria, aos aios dos setenta filhos de Acabe que viviam todos ali, e ainda ao conselho de anciãos de Jezreel: 2/3 “Após recepção desta missiva, escolham o melhor dos filhos de Acabe para ser rei, e preparem-se para lutar a favor do seu trono. Porque vocês têm carros de combate, cavalos, armamento e uma cidade fortificada.”

Mas eles estavam demasiado atemorizados para o fazer: “Nem dois reis poderiam enfrentar-se com um indivíduo destes!”, diziam eles. “Que havemos nós de fazer?” Então o administrador do palácio, juntamente com o governador da cidade, mais o conselho municipal e os aios dos filhos de Acabe, enviaram-lhe uma mensagem: “Jeú, nós somos teus servos e faremos tudo o que nos mandares. Resolvemos que sejas tu o nosso rei, em lugar de um dos filhos de Acabe.”

6/8 Jeú respondeu-lhes com esta outra mensagem de resposta: “Se estão do meu lado e dispostos a obedecer-me, tragam-me as cabeças dos filhos do vosso senhor a Jezreel amanhã a esta hora.” (Esses setenta filhos de Acabe viviam nas casas dos responsáveis da cidade, onde tinham sido educados, desde a sua meninice.) Ao receberem a mensagem de Jeú, todos os setenta foram mortos e as suas cabeças embaladas dentro de uns cestos e enviadas a Jeú, que se encontrava em Jezreel. Avisado de que as cabeças tinham chegado, mandou que fizessem um monte delas à entrada da cidade e as deixassem lá até à manhã seguinte.

9/10 No dia seguinte, cedo, saiu e foi falar à multidão que entretanto já se tinha aglomerado ali: “Vocês não têm que sentir remorsos de nada”, disse-lhes. “Fui eu quem conspirou contra o meu senhor e o matou; no entanto não fui eu quem lhe matou os filhos! Foi o Senhor quem o fez, porque tudo quanto ele diz se realiza. Ele declarou, através do seu servo Elias, que isto havia de acontecer aos descendentes de Acabe.” 11 Jeú matou, posteriormente, todo o resto da família de Acabe que vivia em Jezreel, assim como todas as figuras importantes do seu pessoal administrativo, amigos íntimos, e sacerdotes privados, de forma que não ficou ninguém que se tivesse relacionado de uma forma mais íntima com Acabe.

12 Depois Jeú partiu para Samaria e estabeleceu-se aí. Mas antes, passou a noite numa estalagem para pastores, que se encontrava no caminho. 13 Enquanto ali estava, viu uns homens que eram irmãos do rei Acazias de Judá. “Quem são vocês?”, perguntou-lhes.

“Somos irmãos do rei Acazias. Vamos a Samaria visitar os filhos do rei Acabe e da rainha mãe, Jezabel.”

14 “Apanhem já essa gente!”, gritou Jeú para os seus homens. Levou-os para a cisterna junto à casa da tosquia e ali os matou a todos; eram quarenta e dois.

15/17 Ao deixar a estalagem, Jeú encontrou-se com Jonadabe, o filho de Recabe, que vinha justamente ao seu encontro. Depois de se terem cumprimentado, perguntou-lhe Jeú: “És tão leal para comigo como eu sou para contigo?”

“Sou, sim”, respondeu Jonadabe.

“Então dá-me a mão.” E fê-lo subir para o seu carro real. “Vem comigo”, continuou ele, “e verás quanto eu já fiz para o Senhor.” E assim Jonadabe foi com ele. Quando chegou a Samaria, matou todos os parentes próximos de Acabe que ali viviam, tal como o Senhor tinha predito pela boca de Elias.

Jeú mata todos os sacerdotes de Baal, em Israel

18/19 Jeú convocou uma grande assembleia dos habitantes da cidade e disse-lhes: “Acabe pouco serviu Baal; eu, sim, é que hei-de prestar-lhe culto convenientemente! Mandem juntar-se todos os profetas e sacerdotes de Baal, chamem todos os seus adoradores. Vejam lá, que não falte ninguém, porque pretendo fazer um grande sacrifício ao deus Baal. Quem faltar deverá morrer.” Mas é que Jeú dizia isto com astúcia; o seu plano era liquidá-los a eles todos.

20/22 Enviou pois mensageiros por toda a terra de Israel, convocando os adoradores de Baal; estes vieram sem faltar nenhum, enchendo literalmente todo o templo do seu ídolo. Jeú deu ordem ao chefe do guarda-roupa deles: “Quero que todas as pessoas tenham vestida a túnica sacerdotal.”

23 Depois, acompanhado de Jonadabe, o filho de Recabe, entrou no templo e falou à multidão: “Certifiquem-se de que aqui não esteja mais ninguém além dos que adoram Baal. Não deixem entrar ninguém que adore o Senhor!” 24 Quando os sacerdotes começaram a oferecer os sacrifícios e ofertas queimadas, Jeú cercou o edifício com oitenta dos seus homens e disse-lhes: “Vão lá dentro e matem-nos a todos. Se deixarem escapar alguém terão de pagar isso com a vida.”

25/29 Eles entraram e assassinaram todos os indivíduos que lá se encontravam, lançando os corpos para o exterior. Após isso, penetraram no interior do templo e derrubaram o pilar usado para a adoração de Baal, queimando-o. Derrubaram o edifício e transformaram as ruínas em latrinas, permanecendo assim até ao dia de hoje. Dessa forma Jeú liquidou todo o vestígio do culto de Baal em Israel. Contudo não destruiu os bezerros de ouro que se encontravam em Betel e em Dan — esses bezerros tinham sido o grande pecado de Jeroboão, filho de Nebate, porque levou todo o Israel a pecar.

30 Posteriormente o Senhor disse a Jeú: “Fizeste bem em seguir as minhas instruções, destruindo a dinastia de Acabe. Por isso farei com que o teu filho, o teu neto e ainda o teu bisneto sejam reis de Israel.” 31 No entanto Jeú não seguiu o Senhor Deus de Israel com todo o seu coração, porque continuou a prestar culto aos bezerros de ouro que Jeroboão mandara fabricar, e que tinham feito cair Israel em grande pecado.

32/33 Por essa altura o Senhor começou a diminuir o território de Israel. O rei Hazael conquistou várias zonas do país a leste do rio Jordão, assim como todo Gileade, Gad e Rúben; também tomou partes de Manassés, desde o ribeiro de Aroer, no vale de Arnom, até Gileade e Basã.

34/36 O resto da história do reinado de Jeú está relatado nas Crónicas dos Reis de Israel. Quando Jeú faleceu, foi enterrado em Samaria. O seu filho Jeoacaz subiu ao trono. Jeú reinou ao todo, como rei de Israel, em Samaria, vinte e oito anos.

Atalia e Joás

11 Quando Atalia, mãe do rei Acazias de Judá, soube que seu filho tinha morrido, matou os filhos dele. Houve contudo um — Joás — que devia ter com um ano de idade, que escapou, porque sua tia Jeoseba (irmã do rei Acazias, filha do rei Jeorão, que era o pai de ambos) o salvou. Ela escondeu o menino, mais a sua ama, numa câmara do templo. Aí viveram durante seis anos, enquanto Atalia foi rainha.

4/8 No sétimo ano do reinado de Atalia, o sacerdote Jeoiada convocou os oficiais da guarda, e a guarda pessoal da rainha, para um encontro no próprio templo; fê-los jurarem segredo absoluto e mostrou-lhes o filho do rei. Depois deu-lhes instruções: “Um terço dos que estiverem de serviço no sábado deverão fazer a guarda do palácio. Os outros dois terços ficarão de guarda ao templo; rodeiem o rei, com as armas na mão, e matem seja quem for que tente forçar a passagem até ele. Mantenham-se sempre ao lado do rei.”

9/10 Os oficiais seguiram estas indicações. Trouxeram a Jeoiada os homens que iam sair de serviço no sábado, e também os que iam entrar; armaram-nos com as lanças e os escudos do próprio templo, que tinham pertencido ao rei David. 11 Os guardas, armados, puseram-se diante do santuário e rodearam o altar, que se encontrava perto do esconderijo de Joás.

12 Jeoiada trouxe fora o príncipe, pôs-lhe uma coroa na cabeça, entregou-lhe uma cópia da aliança e ungiu-o rei. Toda a gente bateu as palmas e gritou. “Viva o rei!”

13/14 Atalia, ao ouvir as aclamações, correu para o templo e viu o novo rei em pé junto à coluna, como era costume fazer aquando das coroações, e rodeado pela sua guarda pessoal e por muitos trombeteiros; toda a gente manifestava a sua alegria, ao mesmo tempo que se ouviam os toques das trombetas. “Traição! Traição!”, gritou ela; e rasgou o seu vestido.

15 “Tirem-na daqui”, exclamou Jeoiada aos oficiais da guarda. “Não a matem aqui no templo. Matem quem quer que seja que tente livrá-la.” 16 Levaram-na então para as cavalariças do palácio e ali a mataram.

17/18 Jeoiada proclamou um compromisso entre o Senhor, o rei e o povo, em como seriam o povo do Senhor. Fez também um contrato entre o rei e o povo. Toda a gente se dirigiu ao templo de Baal e derrubou-o, destruindo os altares e as imagens e matando Matã, o sacerdote de Baal, diante do próprio altar. Jeoiada pôs guardas no templo do Senhor.

19 Então ele, os oficiais, o corpo da guarda e todo o povo levaram o rei desde o templo, pelo caminho do quartel da guarda, até ao palácio. Aí sentaram-no no trono real. 20 Dessa forma toda a gente ficou feliz e a cidade se pacificou, após a morte de Atalia.

21 Joás tinha sete anos quando foi feito rei.

O Livro (OL)

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