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1 Reis 8-9 O Livro (OL)

A transferência da arca para o templo

(2 Cr 5.2–6.2)

Então Salomão convocou uma grande assembleia, em Jerusalém, de todos os anciãos de Israel, os cabeças de tribos e de clãs, a fim fazerem subir a arca da aliança do Senhor da Cidade de David, que é Sião. Esta celebração ocorreu por ocasião da festa dos tabernáculos, no mês de Etanim[a], que é o sétimo mês.

3-4 Durante estas festividades, os sacerdotes levitas transportaram a arca, juntamente com a tenda do encontro, assim como os recipientes sagrados que ali tinham estado. O rei Salomão e todo o povo juntaram-se em frente da arca e ofereceram um número incontável de cordeiros e bois em sacrifício.

Os sacerdotes pegaram na arca da aliança do Senhor e levaram-na para o interior do templo, para o lugar santíssimo, colocando-a sob as asas dos querubins. Estes tinham sido construídos de forma que as asas se abriam sobre o lugar em que a arca se encontrava; assim, as asas faziam sombra sobre a arca e sobre as varas para a transportar. Estas eram tão compridas que ultrapassavam os querubins e podiam ser vistas da sala anterior, embora não se vissem do pátio exterior; ali ficaram até ao dia de hoje. Na arca estavam somente as duas placas de pedra que Moisés ali colocara, recebidas no monte Horebe, quando o Senhor fez uma aliança com o povo de Israel, no tempo em que deixaram o Egito.

10 Quando os sacerdotes saíram do santuário interior uma nuvem encheu o templo. 11 Os sacerdotes não puderam cumprir o seu serviço, porque a glória do Senhor enchia o santuário.

Discurso de Salomão na consagração do templo

(2 Cr 6.3-11)

12 Salomão dirigiu a Deus, nessa ocasião, a seguinte oração:

“O Senhor disse que habitaria na densa escuridão; 13 mas eu fiz um templo, ó Senhor, para aí manteres para sempre a tua presença!”

14 O rei virou-se seguidamente para o povo, que se levantou para receber a sua bênção:

15 “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, o Deus que falou pessoalmente ao meu pai, David, e cumpriu as promessas que lhe fez. Disse-lhe com efeito: 16 ‘Nunca antes, desde que tirei o meu povo Israel do Egito, tinha escolhido um local em Israel para aí construir o meu templo, um lugar onde o meu nome fosse glorificado. No entanto, nomeei um homem para que fosse o líder do meu povo. Este foi o meu pai David.’

17 Ele quis construir um templo para o nome do Senhor, o Deus de Israel. 18 Contudo, o Senhor disse-lhe: ‘Tiveste a feliz ideia de me construir um templo, para a habitação do meu nome. 19 Mas não serás tu a construí-lo; será o filho que te há de nascer quem edificará um templo ao meu nome!’

20 O Senhor fez como prometera; eu tornei-me rei, sucedendo a meu pai, e construí este templo, tal como o Senhor disse, para o nome do Senhor, o Deus de Israel. 21 Preparei um lugar no templo para a arca que contém o documento da aliança que o Senhor fez com os nossos antepassados, quando os tirou da terra do Egito.”

A oração de Salomão

(2 Cr 6.12-42)

22 Seguidamente, sempre na presença de todo o povo, Salomão pôs-se diante do altar do Senhor com as mãos estendidas para os céus. 23 E disse:

“Ó Senhor, Deus de Israel, não há outro Deus como tu no céu ou na Terra! Tu és misericordioso e bom, e guardas a aliança e o teu amor para com todos os que te obedecem de coração e estão desejosos de fazer a tua vontade. 24 Cumpriste as promessas que fizeste ao teu servo David, meu pai, como hoje se vê.

25 E agora, ó Senhor, Deus de Israel, cumpre igualmente o resto da promessa que lhe fizeste, que sempre haveria um herdeiro no trono de Israel, se os seus descendentes andassem com fidelidade diante da tua face, como ele fez. 26 Sim, ó Deus de Israel, cumpre esta promessa feita ao teu servo David, meu pai.

27 Será realmente possível que Deus viva na Terra? Os céus dos céus não podem conter-te! Como seria isso possível neste templo que acabo de construir? 28 Ainda assim, ó Senhor, meu Deus, ouve e responde ao meu pedido neste dia. 29 Peço-te que de noite e de dia veles sobre este templo, este lugar onde disseste que haverias de pôr o teu nome. Ouve e responde às orações que eu te fizer, quando me voltar para este lugar. 30 Ouve qualquer súplica que o povo de Israel te dirigir, sempre que se virar para este lugar para orar. Sim, ouve desde os céus onde vives e, quando ouvires, perdoa.

31 Se alguém for acusado de pecar contra alguém, e se puser aqui diante do teu altar jurando que não o fez, 32 ouve desde os céus e exerce a tua justiça; condena o culpado, fazendo recair sobre ele o castigo pelo mal que praticou, e faz justiça ao inocente, recompensando-o devidamente.

33 Se o teu povo for derrotado pelos teus inimigos, por ter pecado contra ti, mas depois se arrepender e confessar que és o seu Deus, orando a ti neste templo, 34 ouve-o do céu, perdoa-lhe o seu pecado e trá-lo de novo a esta terra que lhe deste e aos seus antepassados.

35 Quando os céus se fecharem e não houver mais chuva, por causa dos nossos pecados, se orarmos neste lugar, confessando que és o nosso Deus, e nos arrependermos dos nossos pecados, depois de nos teres castigado, 36 então ouve do céu e perdoa os pecados do teu povo; ensina-lhe o que é reto e manda chuva sobre esta terra que deste ao teu povo como herança.

37 Se houver fome provocada por doenças nas plantas, por pragas de insetos ou outros bichos nocivos, se os inimigos de Israel atacarem as suas cidades, se o povo for ferido por alguma praga ou epidemia, ou por outra coisa qualquer, 38 ouve a oração e a súplica de cada um, ou do teu povo de Israel, que arrependido levanta as mãos em oração voltado para esta casa. 39 Ouve desde o céu, onde vives, e perdoa; trata cada um conforme as suas ações, pois conheces o coração de todos os homens. 40 Desta maneira, aprenderão a temer-te sempre, enquanto viverem nesta terra que deste aos seus antepassados.

41 Quando estrangeiros ouvirem falar do teu grande nome e vierem de terras distantes para te adorar, 42 atraídos pelo prestígio glorioso do teu nome e pela grandeza do teu forte braço, se orarem voltados para este templo, 43 escuta-os, desde o céu onde estás, e responde ao que pedirem. Então todos os povos da Terra se darão conta da grandeza do nosso Deus e o adorarão, como faz o povo de Israel; também eles saberão que este templo que mandei construir é o teu templo.

44 Se o teu povo sair, para onde quer que tu os envies à guerra, para combater os seus inimigos, e orar ao Senhor voltando-se para esta cidade que tu escolheste e para este templo que edifiquei ao teu nome, 45 ouve as suas orações desde o céu e dá-lhe a vitória.

46 Se pecarem contra ti, e não há ser humano que não peque, e te indignares contra eles, se permitires que os seus inimigos os derrotem e os levem cativos para países estrangeiros, longe ou perto, 47 e se nessa terra de exílio se converterem a ti e se virarem para esta terra que deste aos seus antepassados, para esta cidade de Jerusalém e para este teu templo que mandei construir e disserem: ‘Pecámos, procedemos perversamente e praticámos o mal’, 48 e se ali orarem e te rogarem perdão com toda a sua alma, voltados para a terra que deste aos seus antepassados, para a cidade que escolheste e para a casa que edifiquei ao teu nome, 49 ouve as suas orações e rogos desde os céus em que vives e vem em seu auxílio. 50 Perdoa ao teu povo todas as suas maldades e torna os seus opressores misericordiosos para com eles. 51 Pois são o teu povo, são a tua possessão que resgataste da fornalha de ferro do Egito.

52 Que os teus olhos estejam atentos e os teus ouvidos abertos aos seus clamores. Escuta e responde quando te invocarem, 53 pois quando tiraste os nossos antepassados do Egito, ó Senhor Deus, disseste ao teu servo Moisés que escolheras Israel, de entre todas as nações da Terra, para ser o teu povo eleito.”

54 Salomão tinha-se mantido de joelhos e com as mãos estendidas para o céu. Ao terminar esta oração, levantou-se de diante do altar do Senhor 55 e, em voz bem alta, proferiu esta bênção sobre o povo de Israel:

56 “Bendito seja o Senhor que cumpriu a sua promessa de dar repouso ao povo de Israel. Não falhou nem uma palavra de todas as maravilhosas promessas transmitidas através do seu servo Moisés. 57 Que o Senhor, nosso Deus, seja connosco tal como foi com os nossos antepassados! Que nunca nos desampare! 58 Que nos dê vontade de cumprir toda a sua vontade e obedecer a todos os seus mandamentos e a todas as instruções que deu aos nossos antepassados! 59 Que as palavras da minha oração estejam presentes diante do Senhor, nosso Deus, dia e noite, para que possa amparar-me, assim como a todo o Israel, de acordo com as nossas necessidades diárias! 60 Que toda a gente em todo o mundo fique sabendo que o Senhor é Deus e que não há outro! 61 Ó meu povo, que possas viver com um coração reto diante do Senhor, nosso Deus, e obedecer às suas leis e mandamentos, tal como hoje está a acontecer!”

A consagração do templo

(2 Cr 7.4-10)

62-63 Então o rei e todo o povo consagraram o templo, sacrificando ofertas de paz ao Senhor. A contribuição de Salomão para o Senhor foi de 22 000 bois e de 120 000 ovelhas.

64 Salomão consagrou o pátio interior do templo, para uso naquele dia, como local de sacrifício para os holocaustos das ofertas de cereais e da porção de gordura das ofertas de paz, porque estes eram tantos que se tornava incomportável sacrificar no altar de bronze.

65 Naquele momento, Salomão celebrou com todo o Israel a festa dos tabernáculos, durante 14 dias; mais 7 dias para além dos primeiros 7. E reuniu-se ali uma grande multidão, perante o Senhor, nosso Deus. Vinham desde Hamate, numa das extremidades do país, até ao ribeiro do Egito, no lado oposto. 66 No oitavo dia Salomão despediu o povo que regressou a casa feliz por toda a bondade que o Senhor tinha demonstrado para com o seu servo David e com o seu povo de Israel. E a população abençoou o rei.

O Senhor fala de novo a Salomão

(2 Cr 7.11-22)

Quando Salomão terminou a construção do templo do Senhor, do palácio real e de tudo quanto se propusera fazer, o Senhor apareceu-lhe uma segunda vez, a primeira tinha sido em Gibeão, e disse-lhe:

“Ouvi a tua oração. Santifiquei este templo que construíste e nele coloquei o meu nome para sempre. Vigiarei sobre ele e o meu coração ali estará constantemente. Quanto a ti mesmo, se andares perante mim como o teu pai David, em honestidade e integridade de coração, se respeitares os meus mandamentos e guardares a minha palavra como te ordenei, farei com que os teus descendentes sejam reis de Israel para sempre, tal como prometi a David, teu pai, quando lhe disse: ‘Não te faltará descendente para reinar sobre o trono de Israel.’

Contudo, se tu ou os teus filhos se afastarem de mim, se deixarem de seguir as leis e mandamentos que vos dei, para servirem e adorarem outros deuses, então arrancarei o povo de Israel da sua terra, da terra que lhes dei. Tirá-lo-ei deste templo, que santifiquei por causa do meu nome, e afastá-lo-ei da minha vista. Israel tornar-se-á motivo de desprezo e de escárnio para todas as nações, uma desgraça que toda a gente receia que venha a acontecer-lhes. Este templo ficará num montão de ruínas e qualquer pessoa que por aqui passar ficará espantada e abanará a cabeça dizendo: ‘Porque é que o Senhor fez tais coisas a esta terra e a este templo?’ E a resposta será: ‘Porque este povo abandonou o Senhor, seu Deus, que tirou da terra do Egito os seus antepassados, e agora adora outros deuses. Foi por essa razão que o Senhor trouxe sobre ele este grande mal.’ ”

Outros feitos de Salomão

(2 Cr 8.1-18)

10 Tinham-se passado 20 anos desde que Salomão se tornara rei e os seus grandes projetos de construção, como o templo e o palácio real, estavam concretizados. 11 O soberano deu vinte cidades da Galileia ao rei Hirão de Tiro em pagamento de toda a madeira de cedro e de faia e de todo o ouro que este lhe tinha fornecido para as referidas construções. 12 Hirão deslocou-se desde Tiro para visitar as cidades e não ficou nada contente com elas. 13 “Que negócio é este, meu irmão?”, perguntou ele. “Estas povoações não passam de montes de areia seca!” Por isso, ainda hoje são conhecidas por Terra de Cabul (sem valor). 14 É que Hirão tinha enviado a Salomão 4000 quilos de ouro.

15 Salomão tinha imposto o trabalho obrigatório para construir o templo, o seu palácio, a fortaleza de Milo, a muralha de Jerusalém e as cidades de Hazor, Megido e Gezer. 16 Esta última, a cidade de Gezer, tinha sido conquistada e incendiada pelo rei do Egito que matou toda a sua população de cananeus; mais tarde deu-a em dote à sua filha, quando ela se casou com Salomão. 17 Assim, Salomão reconstruiu Gezer, ao mesmo tempo que povoações como Bete-Horom de Baixo, 18 Baalate e Tadmor, a cidade do deserto. 19 Construiu igualmente povoações para depósito de abastecimentos e outras onde os seus carros de combate e os cavalos eram guardados. Construiu tudo quanto desejou em Jerusalém, no Líbano e por todo o seu reino.

20 O povo recrutado para tributo de trabalho obrigatório foi o que sobreviveu dos países conquistados: amorreus, hititas, perizeus, heveus e jebuseus, gente que não era do povo de Israel. 21 Porque o povo de Israel não tinha sido capaz de os expulsar completamente, quando da conquista da terra de Israel, e por isso se mantem ainda hoje a prática de obrigar o tributo de trabalho obrigatório. 22 Salomão não recrutou nenhum israelita para esta obra; estes foram chamados como soldados, oficiais do exército, comandantes de companhias de carros de combate e de cavalaria. 23 Além disso, havia 550 homens de Israel com a função de fiscais dos trabalhos.

24 O soberano fez a filha do Faraó mudar os seus aposentos da Cidade de David, o sector antigo de Jerusalém, para o novo palácio que lhe construíra. Depois mandou construir a fortaleza de Milo.

25 Após a conclusão do templo, Salomão oferecia holocaustos e ofertas de paz três vezes por ano no altar que construíra. Também queimava incenso sobre ele.

26 O soberano tinha também um estaleiro naval em Eziom-Geber, perto de Elote, no mar Vermelho na terra de Edom, onde mandou construir uma armada de navios. 27 O rei Hirão forneceu marinheiros experimentados para acompanharem as tripulações de Salomão. 28 Estas fizeram viagens a Ofir, trazendo 14 toneladas de ouro para o rei Salomão.

Footnotes:

  1. 8.2 Mês de Etanim ou Tisri. Entre a lua nova do mês de setembro e o mês de outubro.
O Livro (OL)

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