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Romanos 9O Livro (OL)

Deus é soberano

1/2 O meu coração está abatido dentro de mim, e entristeço dia após dia porque desejo a salvação do meu povo, os meus irmãos e irmãs judeus. Cristo sabe, e o Espírito Santo é testemunha, que eu estou a dizer a verdade quando digo que preferia ser separado de Cristo, se isso pudesse ser condição para a salvação deles. 4/5 Deus os tomou como seu próprio povo escolhido, e lhes revelou a sua glória. Fez com eles alianças. Deu­lhes a sua lei. Ensinou­os a adorá­lo e deu­lhes promessas. Seus pais foram grandes homens de Deus, e Cristo, ele próprio, era judeu como eles, no que diz respeito à sua natureza humana, ele que agora é Senhor de tudo, para sempre. Deus seja louvado!

Pois bem, terá Deus falhado no cumprimento da sua promessa aos judeus? Naturalmente que não. O que acontece é que nem todo o que é nascido duma família judaica é um verdadeiro judeu. O simples facto de serem da descendência de Abraão, não os faz filhos de Abraão. Ora as Escrituras dizem: “Só através de Isaque é que a minha promessa terá cumprimento”, embora Abraão tivesse outros filhos.

Isto significa portanto que nem todos os filhos de Abraão são necessariamente filhos de Deus. São os filhos da promessa que são considerados ser filhos de Abraão. Porque Deus prometeu: “No próximo ano vos darei, a ti e a Sara, um filho.”

10/13 Tempos depois, quando este filho, Isaque, era já homem feito e casado, e Rebeca, sua mulher, estava para ter dois gémeos, Deus disse­lhe que Esaú, o que havia de nascer primeiro, teria de se submeter a Jacob, seu irmão. Segundo as próprias palavras da Escritura, Deus disse­lhe: “Decidi abençoar Jacob e rejeitar Esaú”. E Deus disse isto ainda antes que as crianças tivessem nascido e feito fosse o que fosse, nem bem nem mal. É pois a prova de que Deus estava a cumprir o que decidira desde o princípio; não foi por causa do que os filhos fizeram ou deixaram de fazer, mas por causa do que Deus desejava e decidira.

14/16 Haverá então injustiça da parte de Deus? Claro que não. Porque Deus tinha dito a Moisés: “Terei compaixão de quem eu quiser, e serei misericordioso para com quem eu entender”. Assim pois as bênçãos de Deus não são dadas só porque alguém decide recebê­las, ou porque tenha feito muitas obras para as conseguir. Elas dependem de Deus, que tem misericórdia de quem quiser.

17 Faraó, o rei do Egipto, é um exemplo desse facto. Deus disse: “Para isto te levantei como rei do Egipto, para por ti mostrar o meu poder, a fim de que em toda a Terra seja honrado o meu nome”. 18 Como vêem, Deus é benigno para com uns, mas endurece o coração de outros, conforme a sua vontade.

19 Bem, podem perguntar: “Porque razão Deus culpa as pessoas por não ouvirem?Não estão elas a fazer, simplesmente, o que ele manda?” 20 Não, não digam isso. Quem é o homem, um pobre mortal, para criticar Deus? Um objecto fabricado dirá àquele que o fabricou: Porque me fizeste desta forma? 21 Quando um oleiro faz um jarro de barro, não terá ele o direito de usar o mesmo barro para fazer um belo objecto de ornamentação e um outro de uso corrente? 22 Então não teria Deus o direito de manifestar a sua justa cólera e o seu poder de justiça contra aqueles que se iam encaminhando para a perdição e cuja maldade ele tem suportado com paciência todo este tempo? 23/24 E ele tem igualmente o direito de tomar outros, tais como nós próprios, que fomos feitos como que recipientes contendo as riquezas da sua glória, sejamos nós judeus ou gentios, e ter misericórdia para connosco, a fim de que toda a gente possa constatar a sua glória.

25/26 Lembram­se do que está escrito no profeta Oséias acerca dos gentios? Lá diz Deus que chamará para si outros filhos sem serem da família dos judeus , e que os amará, ainda que antes não os tivesse amado. E os povos, de quem antes se dissera:

    “Não são do meu povo,
    serão agora chamados filhos do Deus vivo”.

27/28 E Isaías, o profeta, proclamava, acerca de Israel:

    “Ainda que o número dos filhos de Israel seja como a areia do mar,
        apenas um pequeno número será salvo.
    O Senhor dará execução à sua palavra, de uma forma integral,
        e no seu devido momento, sem alterações.”

29 E noutro lugar o mesmo profeta diz:

    “Se não fosse a misericórdia de Deus todos seríamos destruídos,
    tal como aconteceu com as cidades de Sodoma e Gomorra”.

A descrença de Israel

30/31 Pois então que diremos nós a estas coisas? Só isto: que Deus deu aos gentios a oportunidade de serem aceites por Deus pela fé, ainda que não tivessem tido antes a preocupação de o buscar. E os judeus, que tinham tentado observar os regulamentos de Deus, não conseguiram tal coisa. 32/33 E por que não? Porque tentavam ser salvos através do cumprimento da lei em vez de fazerem depender da fé a sua salvação. Tropeçaram na pedra de que fala a Escritura:

    “Pus uma rocha em Israel, e muitos tropeçarão nela.
    Mas todos os que crerem nela não serão iludidos.”

O Livro (OL)

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