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Romanos 8O Livro (OL)

Vida através do Espírito

1/2 Portanto agora nenhuma condenação há para os que pertencem a Cristo Jesus. Porquanto o poder do Espírito doador de vida — por meio de Cristo Jesus — me libertou da lei do pecado e da morte. Na verdade, sendo que a lei moisaica nada podia fazer devido à fraqueza da nossa natureza, Deus, mandando o seu próprio Filho com um corpo humano semelhante ao nosso, destruiu o poder que o pecado tem sobre as nossas vidas. Assim a rectidão da lei de Deus se manifesta em nós que nos deixamos conduzir pelo Espírito Santo e não nos colocamos na sujeição da velha natureza.

Aqueles que se deixam levar pela sua natureza pecadora vivem apenas para dar prazer a si mesmos, mas aqueles que seguem o Espírito fazem o que agrada a Deus. Seguir o Espírito leva à vida e à paz, mas seguir atrás da velha natureza conduz à morte, porque a velha natureza pecadora, em nós, é contra Deus. Nunca obedeceu às leis de Deus e nem pode fazê­lo. É por isso que os que ainda estão sob o controlo da sua natureza pecadora nunca podem agradar a Deus.

9/11 Mas vocês não são controlados pela vossa velha natureza, mas pelo Espírito, se é que o Espírito de Deus vive em vocês. E se alguém não tem na sua vida o Espírito de Cristo, não é de maneira nenhuma um cristão. E se Cristo vive em vocês, embora o vosso corpo esteja morto para o pecado, o vosso espírito vive porque Cristo vos perdoou. E se o Espírito de Deus, que levantou Jesus Cristo da morte, vive na vossa vida, ele vivificará o vosso corpo mortal pela acção desse mesmo Espírito Santo que vive em vocês.

12/13 Assim, irmãos, não há razão para satisfazerem a vossa velha natureza pecadora fazendo o que ela vos pede. Porque se continuarem a segui­la, morrerão; mas se, pelo poder do Espírito, a rejeitarem, hão­de viver. 14 Porque todos os filhos de Deus se deixam conduzir pelo Espírito de Deus.

15/17 Por isso não devemos ser como escravos medrosos e servis, mas devemos comportarmo­nos como verdadeiros filhos de Deus, recebidos no seio da sua família e chamando­lhe realmente querido Pai. Porque o seu Santo Espírito é testemunha, no nosso entendimento, de que somos filhos de Deus. E sendo que somos seus filhos, havemos de participar dos seus tesouros, pois que tudo o que Deus dá a seu Filho Jesus nos pertence também. Contudo se é certo que participaremos da sua glória, também é certo que teremos de participar dos seus sofrimentos.

A glória futura

18/21 Mas aquilo que somos chamados a sofrer agora nada é comparado com a glória que ele nos dará mais tarde. Porque toda a criação espera com ardente esperança por esse dia futuro em que Deus ressuscitará os seus filhos. Nesse dia, tudo aquilo a que o mundo ficou sujeito por causa do pecado desaparecerá, e todo o mundo à nossa volta participará da gloriosa liberdade que os filhos de Deus hão­de desfrutar em relação ao pecado.

22/23 Porque sabemos que mesmo as coisas da natureza esperam esse tão grande acontecimento, como se estivesse com dores de parto. E até nós, cristãos, ainda que tenhamos em nós o Espírito Santo como um antegosto dessa glória futura, também como que gememos para ser libertados da dor e do sofrimento. Nós também esperamos ansiosamente por esse dia em que Deus nos concederá enfim todos os direitos como seus filhos, incluindo novos corpos. 24/25 Nós somos salvos em esperança. E a esperança significa contar obter algo que ainda não temos. Uma pessoa que obteve já o que pretendia não necessita de ter esperança nessa coisa. Mas quando esperamos o que ainda não temos, esperamo­lo com paciência e confiança.

26/27 Pela fé, o Espírito nos ajuda nas nossas fraquezas. Porque não sabemos o que devemos pedir, nem como pedir, mas o Espírito pede por nós, e com tal ardor que não há palavras que o possam exprimir. E o Pai, que conhece todos os corações, sabe na verdade o que o Espírito pretende ao interceder em nosso favor, em harmonia com a vontade de Deus.

A vitória em Cristo

28 E sabemos que tudo o que nos acontece contribui para o nosso bem, nós que amamos Deus e nos encontramos dentro dos seus planos. 29/30 Porque desde o princípio de tudo Deus decidiu que aqueles que viessem até ele, e ele já sabia quem seria, se tornariam semelhantes ao seu Filho, a fim de que o seu Filho fosse o primeiro entre muitos irmãos. E, tendo­nos escolhido, chamou­nos para si; e quando viemos, respondendo à sua chamada, ele nos reconciliou consigo, concedendo­nos o direito à sua glória.

31/32 Que poderemos nós comentar perante coisas tão maravilhosas? Se Deus está ao nosso lado, quem será contra nós? Se ele nem o seu próprio Filho poupou, antes o entregou por todos nós, não nos dará, com Cristo, tudo o mais que precisarmos?

33 Quem ousará acusar­nos, a nós que Deus escolheu para si mesmo? Porque foi Deus mesmo quem nos perdoou. 34 Quem pois é que nos condenaria? Ninguém o poderia fazer visto que foi mesmo Cristo quem morreu e ressuscitou por nós, e se encontra sentado no mais honroso lugar junto de Deus, ali intercedendo em nosso favor.

35 O que é que poderia interpor­se entre nós e o amor de Cristo? Seria a tribulação, ou a aflição, ou a perseguição ou a fome, ou a necessidade, ou o perigo, ou a força da violência? 36 Não! As Escrituras mesmo nos dizem:

    “Por amor a Deus, enfrentamos a morte em qualquer momento;
    somos como ovelhas a ser abatidas no matadouro”.

37 Mas a nossa vitória é total no meio de todas essas coisas, e isso devido a Cristo, o qual nos amou a ponto de morrer por nós. 38/39 Porque eu estou certo de que nem vida nem morte, nem anjos nem demónios, nem a actualidade ou o futuro, seja onde quer que nos encontremos, nas alturas ou em profundos abismos, nada nem ninguém nos poderá separar do amor que Deus nos deu em Jesus Cristo nosso Senhor.

O Livro (OL)

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