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Marcos 1O Livro (OL)

João Baptista prepara o caminho

Aqui começa a boa nova de Jesus o Messias, o Filho de Deus.

2/3 No livro escrito pelo profeta Isaías, Deus anunciou a seu respeito:

    “Mandarei o meu mensageiro para te preparar o caminho.”
    “Este mensageiro”, disse, “é uma voz gritando no deserto
    e avisará toda a gente para pôr a sua vida em ordem
    a fim de estar pronta para a vinda do Senhor.”

Ora, este mensageiro foi João Baptista, que vivia no deserto e ensinava que todos se deveriam baptizar como sinal público de terem resolvido voltar costas ao pecado, para que Deus lhes desse o perdão. Gente de Jerusalém e de toda a Judeia ia até aos lugares afastados da Judeia para ver e ouvir João; e, quando confessavam os seus pecados, ele baptizava­os no rio Jordão. A roupa dele era feita de pêlo de camelo tecido e usava um cinto de cabedal; alimentava­se de gafanhotos e mel silvestre. Este é um exemplo da sua pregação: “Em breve chegará alguém que é muito mais importante do que eu, tanto assim que nem sou digno de me ajoelhar para lhe desatar as sandálias. Eu baptizo­vos com água, mas ele vos baptizará com o Espírito Santo.”

O baptismo e a tentação de Jesus

9/11 Um dia, Jesus veio de Nazaré, na região da Galileia, e foi baptizado ali por João no rio Jordão. No momento em que saía da água, viu os céus abertos e o Espírito Santo que descia sobre si, na forma de uma pomba. E uma voz do céu disse: “Tu és o meu Filho amado; em ti tenho grande prazer”.

12/13 Logo o Espírito Santo levou Jesus para o deserto. Ali, durante quarenta dias, unicamente acompanhado pelos animais do deserto, sofreu as tentações de Satanás, que queria que cometesse pecado. E os anjos cuidavam dele.

A chamada dos primeiros discípulos

14 Mais tarde, depois de João ter sido preso pelo rei Herodes, Jesus foi para a Galileia, a fim de pregar as boas novas de Deus: 15 “Chegou finalmente o tempo!”, ele anunciou. “O reino de Deus está próximo! Deixem os vossos pecados e creiam nesta magnífica notícia!”

16/18 Um dia, ia Jesus caminhando pela costa do Mar da Galileia, viu Simão e André, seu irmão, a pescar à rede, pois eram pescadores por ofício. Jesus chamou­os: “Venham e sigam­me. Farei de vocês pescadores de pessoas.” E logo deixaram as redes e o seguiram.

19/20 Um pouco mais adiante na praia, viu os filhos de Zebedeu, Tiago e João, num barco a remendar as redes. Chamou­os também e logo o seguiram, deixando o seu pai Zebedeu no barco com os empregados.

Jesus expulsa demónios e cura doentes

21/22 Jesus e os companheiros chegaram então à cidade de Cafarnaum, e no sábado foram à sinagoga; e aí ensinava. As pessoas ficaram admiradas com o seu ensino, pois falava com autoridade, ao contrário dos mestres da lei religiosa.

23/24 Achava­se ali presente um homem dominado pelo demónio, que começou a gritar: “Porque nos vens inquietar, Jesus de Nazaré? Vieste destruir­nos? Sei quem és: és o santo Filho de Deus!” 25 Jesus ordenou: “Cala­te. Sai do homem!” 26 O espírito mau soltou um grito muito forte e, com uma convulsão violenta, saiu daquele corpo.

27 As pessoas que ali estavam, tomadas de pasmo, começaram a discutir o sucedido. “Que novo ensino será este?”, perguntavam excitadas. “Até os espíritos maus obedecem às suas ordens!” 28 A notícia do que ele tinha feito depressa se espalhou por toda aquela região da Galileia.

29/31 Quando saiu da sinagoga com os discípulos, foram a casa de Simão e André, e Tiago e João estavam com eles. Encontraram a sogra de Simão de cama e com febre. Logo falaram na doente a Jesus, que a tomou pela mão e a ajudou a erguer­se, e imediatamente a febre a deixou, permitindo­lhe preparar o comer.

32/34 Quando o Sol se pôs, o pátio estava cheio de doentes e de possuídos de demónios que lhe tinham sido trazidos para que os curasse. Uma enorme multidão de toda a cidade de Cafarnaum juntou­se do lado de fora da porta a observar. Naquela noite, curou grande número de doentes e mandou a muitos demónios que saíssem do corpo das suas vítimas. No entanto, não deixava aos demónios falar, os quais sabiam quem ele era.

Jesus ora num lugar deserto

35 Na manhã seguinte, levantou­se de madrugada e foi sozinho até um lugar deserto para orar. 36/37 Mais tarde, Simão e os outros saíram à sua procura e disseram­lhe: “Toda a gente pergunta por ti”.

38 Mas ele respondeu: “Devemos seguir também para outras localidades e apresentar ali a minha mensagem, pois foi para isso que vim”. 39 Percorria, assim, toda a província da Galileia, pregando nas sinagogas e livrando muitos do poder dos demónios.

A cura dum homem leproso

40 Certa vez, apareceu um leproso que se ajoelhou e lhe pediu muito que o curasse. “Se quiseres, podes pôr­me bom outra vez”, rogou ele.

41 Então Jesus, cheio de compaixão, tocou­lhe e disse: “Quero! Fica curado!” 42 Logo a lepra desapareceu e o homem ficou bom.

43/44 Então Jesus disse­lhe com firmeza: “Vai e faz­te examinar imediatamente pelo sacerdote. Não pares a conversar pelo caminho. Leva contigo a oferta que Moisés estabeleceu para os leprosos que se curam, para que toda a gente tenha a prova de que estás são.”

45 Mas o homem começou a gritar pelo caminho a boa notícia de que estava curado; e tão grande foi a multidão que rodeou Jesus que em região alguma ele podia entrar publicamente numa cidade, vendo­se obrigado a ficar de fora, nos sítios isolados, onde de toda a parte vinha gente procurá­lo.

O Livro (OL)

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