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Hebreus 6O Livro (OL)

Por isso não continuemos sempre com as noções elementares da doutrina cristã, mas avancemos no sentido do amadurecimento. Não fiquemos como que a lançar de novo os mesmos alicerces, do arrependimento do pecado e das obras mortas, da necessidade da fé em Deus, do ensino referente ao baptismo, da imposição das mãos, da ressurreição de mortos e do julgamento eterno. Mas, com a ajuda de Deus, avancemos agora para um conhecimento mais amadurecido.

Se alguém já recebeu a luz de Deus, se provou das coisas celestiais, se participou do Espírito Santo, se viu como é boa a palavra de Deus e conheceu o poder do mundo que há­de vir, e, depois disto tudo, se afastou de Deus, não encontrará uma segunda oportunidade para arrependimento. É como se crucificassem novamente o Filho de Deus, expondo­o publicamente à afronta.

Quando a terra lavrada recebe chuvas que caem com frequência sobre ela e produz boas colheitas para os que a cultivam, tem a bênção de Deus. Mas, se uma terra cria espinhos e cardos, não presta, e o lavrador queimá­la­á.

Mas de vocês, meus queridos amigos, ainda que falemos assim, contamos que as vossas vidas produzam sempre os melhores frutos, que devem ser o resultado normal da vossa salvação. 10 Deus não é injusto. Ele não se esquece do vosso trabalho e do amor que têm mostrado pelo Senhor, até pelos serviços que têm prestado — e continuam a prestar — aos crentes. 11 E o nosso desejo é que cada um continue mostrando o mesmo zelo até ao fim da vida, até ao momento em que verão completamente realizada a vossa esperança. 12 Não se tornem descuidados, mas procurem seguir o exemplo de todos aqueles que pela fé, e pela sua persistência, têm recebido o cumprimento das promessas de Deus.

A garantia da promessa de Deus

13 Quando Deus fez a promessa a Abraão, garantiu­a com um juramento feito sobre o seu próprio nome, visto que não havia ninguém maior do que ele. 14 E disse: “Garanto­te que te abençoarei efectivamente, e que terás uma descendência abundantíssima”. 15 Abraão então esperou com paciência, e viu a promessa concretizar­se.

16 É evidente que os homens, quando prestam juramento, procuram fazê­lo por alguém que lhes seja superior, para que sirva de garantia e não haja assim nenhuma hipótese de desentendimento. 17 Assim também Deus confirmou aquilo que disse com um juramento, a fim de que os que iriam receber a promessa ficassem com a certeza de que ele nunca mais mudaria os seus planos. 18 Assim vemos que, por dois factores imutáveis — a promessa e o juramento — nós podemos confiar inteiramente nele. É pois impossível que Deus diga uma coisa que afinal não cumpra; e isso nos dá muita segurança, a nós para quem a esperança da vida eterna é como um refúgio; 19 é para a alma uma âncora segura e firme, que nos mantém ligados a Deus, no santuário mesmo da sua presença, 20 onde Cristo entrou antes de nós e a favor de nós, agora na sua dignidade de supremo sacerdote da mesma linha de Melquisedeque.

O Livro (OL)

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