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Hebreus 10O Livro (OL)

O sacrifício único de Cristo

10 Ora, sendo que o antigo sistema da lei judaica era apenas uma sombra dos benefícios que ainda estavam para vir, e não transmitiam a imagem exacta das realidades espirituais, é evidente que nunca esses sacrifícios, que se repetiam continuamente ano após ano, podiam purificar perfeitamente os que se chegavam a Deus. Se assim fosse, um só sacrifício teria bastado. Os participantes no acto de adoração teriam sido purificados de uma só vez, nunca mais tendo sentido o sentimento de culpa sobre as suas consciências.

Esses sacrifícios, pelo contrário, vêm lembrar­lhes continuamente, todos os anos, o seu pecado. Porque é impossível que o sangue de touros e de bodes tire a culpa dos pecados. 5/7 Foi por isso que Cristo, quando veio ao mundo, disse:

“Sacrifícios e ofertas não quiseste,
    mas formaste­me um corpo.
Não são animais queimados em oferta pelo pecado o que tu reclamas.
Então eu disse:
‘Aqui venho, ó Deus, para fazer a tua vontade,
    tal como está escrito a meu respeito no livro do Senhor’.”

Repare­se então que diz: “não quiseste sacrifícios nem ofertas nem animais queimados pelo pecado — isso não te agrada” (embora seja exigido pela lei de Moisés). E acrescenta depois: “Aqui venho, ó Deus, para fazer a tua vontade”. Isso significa que tirou o primeiro sistema para instituir um segundo. 10 E foi porque Jesus Cristo executou a vontade de Deus, oferecendo por uma só vez a sua própria vida em sacrifício, que nós somos limpos do pecado.

11 Na antiga aliança, os sacerdotes deviam todos os dias executar muitas vezes os mesmos sacrifícios que nunca podiam apagar os pecados. 12 Mas Cristo, tendo oferecido um único sacrifício pelos pecados, válido para sempre, está sentado no lugar de maior honra, à direita de Deus, 13 onde espera que todos os seus inimigos lhe fiquem submetidos sob os seus pés. 14 Por meio daquela única oferta da sua própria vida, Cristo tornou perfeitos para sempre aqueles que são santificados.

15/17 E o Espírito Santo confirma que isto é assim mesmo, quando inspirou estas palavras:

“Este é o pacto que depois hei­de fazer com o povo de Israel,
    diz o Senhor:
Escreverei as minhas leis nos seus entendimentos,
elas estarão gravadas nos seus corações”. E,
“Não me lembrarei mais dos seus pecados,
    nem das suas más acções”.

18 É evidente que pecados que já tenham sido perdoados, não há mais necessidade de fazer sacrifícios para os apagar.

Chamada à perseverança

19 Assim, meus irmãos, devido ao sangue de Jesus podemos entrar, com ousadia, no lugar santíssimo. 20 Este é o caminho novo e cheio de vida que Cristo nos abriu ao rasgar a cortina de separação, por meio da sua morte por nós. 21 E visto que temos assim um grande sacerdote sobre a casa de Deus, 22 cheguemo­nos com um coração sincero, na certeza confiante da fé, tendo as nossas consciências purificadas e o nosso corpo lavado com água pura. 23 Mantenhamos firmemente a nossa esperança, porque Deus é fiel, e nada falhará do que promete. 24 Procuremos desenvolver entre nós o amor fraternal e estimulemo­nos a fazer o bem. 25 Não descuidemos a nossa participação na comunidade dos crentes, como muitos fazem. Pelo contrário, animemo­nos uns aos outros, tanto mais que vemos aproximar­se o grande momento da sua segunda vinda.

26 Se, depois de ter tido o pleno conhecimento daquilo que é a verdade, continuarmos deliberadamente a pecar, não haverá nenhum sacrifício que possa cobrir esses pecados. 27 Aí não resta mais do que aguardar o julgamento de Deus e o fogo furioso que consumirá todos os que se levantam contra ele. 28 Alguém que desobedecesse às leis de Moisés era morto sem apelo, apenas na base do testemunho de duas ou três pessoas. 29 Portanto, imaginem de quanto maior castigo não será considerado merecedor aquele que desprezar o Filho de Deus, e considerar sem valor o sangue que ele derramou, com o qual ficou confirmada a nova aliança com Deus, e ofender o Espírito Santo. 30 Porque bem conhecemos aquele que disse: “A justiça pertence­me, e hei­de exercê­la”. E logo a seguir: “O Senhor julgará o seu povo”. 31 É terrível ficar sob o castigo do Deus vivo.

32 Lembrem­se daqueles primeiros tempos, depois de terem sido iluminados, em que tiveram de suportar o sofrimento de grandes combates. 33 Por vezes foram expostos ao escarnecimento e ao sofrimento, outras vezes foram vocês que apoiaram outros que padeceram as mesmas coisas. 34 Vocês padeceram igualmente com aqueles que foram lançados na prisão, e aceitaram com alegria que vos fosse tirado o que possuiam, sabendo que riquezas bem melhores e permanentes vos esperam no céu.

35 Não deixem pois enfraquecer a vossa confiança no Senhor; ela será abundantemente recompensada. 36 É preciso continuar com perseverança a fazer a vontade de Deus, se quiserem depois obter o que ele vos prometeu. 37/38 Está escrito:

“Ainda mais um pouco e aí teremos aquele que há­de vir.
Não se demorará!
O justo viverá pela fé,
    e se ele recuar, a minha alma não terá prazer nele”.

39 Nós porém não somos daqueles que recuam e são destruídos, mas antes daqueles cuja fé assegura a nossa salvação.

O Livro (OL)

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