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Daniel 11O Livro (OL)

Os reis do Sul e do Norte

11 “Eu fui mandado fortalecer e ajudar Dario, o medo, no primeiro ano do seu reinado. Mas agora vou mostrar-te o que o futuro tem guardado. Três outros reis persas governarão, e um quarto suceder-lhes-á, muito mais próspero que os primeiros. Usando dos meios materiais de que dispõe, empregá-los-á para obter vitórias políticas e desencadeará uma guerra total contra a Grécia.

3/5 Depois, levantar-se-á um poderoso rei na Grécia, que governará um vasto reino e conseguirá tudo o que tiver planeado conquistar. Mas, no auge do seu poder, o seu reino será repartido em quatro nações mais fracas, que nem sequer serão dirigidas pelos seus filhos. O seu império será pois dividido e dado a outros. Um deles, o rei do Egipto, há-de conseguir aumentar bastante em força, mas um dos seus comandantes revoltar-se-á, tomará conta do poder, tornando-o ainda mais forte.

Anos mais tarde formar-se-á uma aliança entre o rei da Síria e o do Egipto. A filha deste será dada em casamento ao rei da Síria, num gesto de paz, mas ela perderá a sua influência sobre ele e as suas esperanças, assim como as do seu pai, o rei do Egipto, serão frustradas. 7/8 Contudo, quando o seu irmão subir ao trono, como rei do Egipto, há-de congregar um exército contra o rei da Síria e derrotá-lo-á. Quando regressar ao Egipto trará consigo os ídolos da Síria, e também louça preciosa, de ouro e de prata. Durante muitos anos deixará o rei da Síria em paz.

9/12 Entretanto o rei da Síria invadirá o Egipto, por pouco tempo, mas depressa regressará à sua terra. Contudo os filhos deste rei sírio juntarão um poderoso exército que invadirá Israel, passará ao Egipto e se fortificará ali. Depois, o rei do Egipto, com grande ira, concentrar-se-á contra as vastas forças da Síria e as derrotará. Cheio de orgulho, após esta vitória retumbante, há-de chegar a liquidar milhares dos seus inimigos. Mas o seu sucesso será de pouca duração.

13/15 Alguns anos mais tarde o rei da Síria voltará, com um exército completamente equipado, muito maior do que aquele que perdera antes, e outras nações se unirão a ele nessa cruzada contra o Egipto. Gente rebelde, de entre os judeus, se juntará com eles, cumprindo assim a profecia; mas não serão bem sucedidos. Então o rei da Síria mais os seus aliados sitiarão uma cidade fortificada do Egipto, conquistá-la-ão, e os altivos exércitos do Egipto serão derrotados.

16/17 O rei sírio continuará sem ninguém que se lhe oponha; ninguém será capaz de o deter. Entrará também na terra gloriosa de Israel e pilhá- la-á. Formará um plano para o domínio completo do Egipto: acordará também no casamento de uma filha com o rei do Egipto, para que possa assim melhor avançar com os seus intentos, mas não conseguirá o que quer.

18/19 Posteriormente volta a sua atenção para as cidades costeiras, e toma muitas delas. Contudo haverá um comandante que o deterá e o fará retirar-se envergonhado. Regressará à sua terra, mas pelo caminho terá problemas e desaparecerá.

20 O seu sucessor será lembrado como aquele que levantou os impostos sobre Israel, mas depois de um breve reinado, morrerá misteriosamente, nem em combate, nem em disputa nenhuma.

21/26 O rei a seguir será um homem mau, e não subirá ao trono por sucessão real. Tomará o poder através do engano e da intriga. Depois, toda a oposição desaparecerá diante dele, incluindo o chefe dos sacerdotes. As suas promessas serão sempre falsas. Desde o princípio que a sua forma de actuar será sempre a do engano; apenas com um punhado de seguidores, tornar-se-á poderoso. Entrará nas áreas mais prósperas da terra, sem avisos prévios, e fará aquilo que nunca tinha sido feito antes: tomará as propriedades dos ricos e dos abastados e distribuí-las-á pelo povo. Com grande sucesso ataca e captura grandes fortalezas através das terras que controla; mas isto durará apenas um certo tempo. Consegue conjugar forças e levantar um exército contra o Egipto; este também tentará fazer o mesmo, mas sem o conseguir, porque enormes conjuras se formarão contra ele. Serão os da sua própria casa quem o deporá; o seu exército desertará e muitos serão mortos.

27 Ambos este reis conspirarão um contra o outro, mesmo à mesa das negociações, tentando enganar-se mutuamente. Mas isso pouco há-de fazer, pois que nem um nem outro serão bem sucedidos até que chegue o tempo indicado por Deus.

28/32 O rei sírio regressa então a casa com grandes riquezas, mas não sem antes marchar sobre Israel e destruí-la; fará o que planeou e regressará à sua terra. No tempo previsto, volta de novo as suas forças para o sul, mas é que agora será tudo diferente de antes. Porque navios de guerra romanos o porão em debandada, obrigando-o a voltar para o seu país. Enfurecido por ter sido obrigado a fugir, o rei sírio torna a lutar contra a santa religião e a profanar o santuário, fazendo parar o sacrifício contínuo e estabelecendo a abominação que causa a desolação. Antes de partir, deixa no poder em Jerusalém judeus incrédulos, gente que abandonou a fé dos seus antepassados. Procurará favorecer aqueles que odeiam as coisas de Deus, e ganhá-los para o seu lado. Mas as pessoas que conhecem o seu Deus serão fortes e farão grandes coisas.

33/34 Os que têm discernimento espiritual terão um largo ministério, ensinando, durante aquele tempo. Mas correrão constantemente perigo; muitos deles morrerão pelo fogo ou com armas, ou serão postos em cárceres e despojados do que possuem. Acontecerá que no meio destas pressões, alguns homens descrentes apresentar-se-ão como que pretendendo oferecer socorro, mas só para tirar proveito dos que são perseguidos.

35 Até alguns dos que são mais dotados para as coisas de Deus tropeçarão naquele dia e cairão; mas isto acabará por ser uma forma de os refinar e purificar, fazendo-os mais limpos até ao fim de todas estas provações, até ao momento que Deus indicar.

36/39 O rei fará só aquilo que lhe agrada, proclamando-se acima dos deuses, blasfemando até do Deus dos deuses e prosperando — mas só até quando o Senhor entender. Porque os planos de Deus são inabaláveis. O rei não terá consideração alguma pelos próprios deuses dos seus antepassados, nem pelo deus amado pelas mulheres, nem por nenhum outro, porque se gloriará como sendo ele o maior de todos. Em lugar desses deuses todos, ele adorará o deus das fortalezas — um deus que seus pais desconheciam — e será pródigo em donativos muito caros para ele. Dizendo que é com a ajuda dele que há-de atacar grandes fortalezas, e conquistá-las-á. Dará honras aos que se lhe submetem, nomeando-os para posições de autoridade e repartindo entre eles a terra, como recompensa.

40/43 Chegando o tempo do fim, o rei do sul tornará a atacá-lo e o do norte reagirá com a violência e a fúria de um furacão; o seu vasto exército e a sua grande armada de navios de guerra sairão para invadi-lo com o seu poder. Dessa forma conseguirá invadir vários países, incluindo Israel, a terra gloriosa, e derrubará o governo de muitas outras nações. Moabe, Edom e quase todo Amom escaparão; mas o Egipto e muitas outra nações serão ocupadas. Tomará posse de todos os tesouros do Egipto, e os líbios e os etíopes tornar-se-ão seus servos.

44/45 Nessa altura, notícias vindas tanto do norte como do oriente alarmá-lo-ão; e voltará em grande ira para destruir e aniquilar muitos. Deter-se-á entre Jerusalém e o mar, plantando aí as tendas reais; enquanto permanece nesse sítio, o seu tempo chegará e não haverá ninguém que o apoie.”

O Livro (OL)

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