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1 Reis 3-4 O Livro (OL)

Salomão pede sabedoria

(2 Cr 1.1-12)

Salomão fez aliança com o Faraó, o rei do Egito, e casou com uma das suas filhas, trazendo-a para Jerusalém para viver na Cidade de David até que acabasse de construir o seu palácio, o templo e a muralha em volta da cidade. Naquele tempo o povo de Israel ainda apresentava sacrifícios em altares sobre as colinas, porque o templo para adorar o nome do Senhor ainda não fora construído. Salomão amava o Senhor e seguia todas as instruções do seu pai David. No entanto, continuava a sacrificar sobre as colinas e a oferecer incenso nesses lugares.

A colina mais importante onde havia um altar ficava em Gibeão. Salomão sacrificou ali um milhar de holocaustos. Nessa noite, o Senhor apareceu a Salomão num sonho e disse-lhe: “Pede-me o que quiseres e dar-te-ei!” Salomão respondeu: “Foste extremamente bondoso para com o teu servo David, meu pai, visto que ele foi honesto e fiel para contigo e obedeceu aos teus mandamentos. Confirmaste-lhe a tua bondade, dando-lhe um sucessor no trono.

Ó Senhor, meu Deus, fizeste-me rei em seu lugar, mas eu sou como uma criança que nada sabe da vida. Aqui estou, no meio do teu povo escolhido, uma nação tão grande cuja população quase nem se pode contar! Dá-me sabedoria para que possa conduzir bem o teu povo e saiba a diferença entre o que é justo e o que é errado. Pois quem seria capaz de governar uma tão grande nação como esta?”

10 A resposta de Salomão agradou muito ao Senhor, porque lhe pediu sabedoria. 11 Então replicou-lhe: “Visto teres pedido sabedoria para governar o meu povo e não uma longa vida, nem riquezas pessoais, nem sequer a derrota dos teus inimigos, 12 dar-te-ei o que me pediste! Terás uma mente mais sábia do que alguém antes ou depois de ti! 13 Dar-te-ei igualmente aquilo que não pediste: fortuna e honra. Ninguém no mundo será tão rico nem tão famoso como tu, durante toda a tua vida! 14 Terás uma longa vida se me seguires e obedeceres à minha palavra tal como fez o teu pai David.” 15 Salomão despertou e deu-se conta de que tinha tido um sonho.

Regressou a Jerusalém, apresentou-se diante da arca da aliança do Senhor e sacrificou holocaustos e ofertas de paz. Depois convidou toda a sua corte para um grande banquete.

A sabedoria de Salomão

16 Um dia, pediram-lhe uma audiência duas prostitutas que lhe apresentaram o seguinte caso: 17 “Senhor”, começou uma delas, “nós vivemos na mesma casa, só eu e ela e recentemente tive um bebé. 18 Três dias depois também ela deu à luz um filho, 19 mas o menino dela morreu durante a noite. Enquanto dormia, ao virar-se, deitou-se sobre ele e abafou-o. 20 A meio da noite ela levantou-se, pegou no meu bebé, porque eu estava a dormir, e pôs o outro ao meu lado, indo deitar-se com o meu. 21 De manhã, quando ia para dar de mamar ao meu filho, estava morto! No entanto, à medida que se fazia dia, certifiquei-me de que aquele não era o meu!”

22 A outra interrompeu-a: “Era sim, o teu filho. O vivo é que é o meu.” A outra retorquiu: “Não, o morto era o teu. O outro é o meu.”

E assim continuaram a discutir diante do rei. 23 Este disse por fim: “Vamos lá resumir a questão: ambas reclamam a criança viva e cada uma diz que o menino morto pertence à outra.

24 Sendo assim, tragam-me uma espada.” E trouxeram-lha. 25 Depois acrescentou: “Dividam o menino vivo em dois e deem uma parte a cada uma das mulheres!”

26 A mulher que era realmente a mãe do bebé disse logo ao rei: “Oh não, senhor! Dá-lhe a criança, mas não a mates!”, porque lhe tinha muito amor. A outra contudo limitou-se a responder: “Está bem, que não seja nem teu nem meu; dividam-no entre nós as duas!”

27 Perante isto o rei decidiu imediatamente: “Deem o bebé à mulher que quer que ele viva. Essa é sua verdadeira a mãe!”

28 Esta decisão do soberano depressa se espalhou por toda a nação e o respeito pelo rei aumentou imenso, porque toda a gente se deu conta da grande sabedoria que Deus lhe dera.

Os oficiais e governadores de Salomão

Salomão foi rei de todo o povo de Israel.

Esta é a lista dos homens que colaboravam com o rei na administração dos assuntos de Israel:

Azarias, filho de Zadoque, era o sumo sacerdote;

Eliorefe e Aías, filhos de Sisa, exerciam as funções de secretários;

Jeosafá, filho de Ailude, era cronista;

Benaia, filho de Jeoiada, era o comandante do exército;

Zadoque e Abiatar eram sacerdotes;

Azarias, filho de Natã, tinha as funções de administrador-geral;

Zabude, filho de Natã, era sacerdote e o seu conselheiro especial;

Aisar chefiava a casa real;

Adonirão, filho de Abda, superintendia sobre os trabalhos obrigatórios.

Havia ainda na corte de Salomão doze administradores, um por cada tribo, responsáveis pela tributação daquilo que a população devia fornecer para a casa real. Cada um administrava esse aprovisionamento durante um mês do ano.

São estes os seus nomes:

Bene-Hur cuja área de tributação era a região das colinas de Efraim;

Bene-Dequer que tinha a área de Macaz, Saalabim, Bete-Semes, Elom-Bete-Hanã;

10 Bene-Hesede com a área de Arubote, incluindo Socó e toda a terra de Hefer;

11 Ben-Abinadabe, que casou com a filha de Salomão, a princesa Tafate, era responsável pela área das serranias de Dor;

12 Baaná, filho de Ailude, era responsável por Taanaque, Megido, toda a Bete-Seã perto de Zaretã, abaixo de Jezreel e todo o território desde Bete-Seã até Abel-Meolá e até Jocmeão;

13 Bene-Geber cuja área era Ramote-Gileade, incluindo as povoações de Jair, filho de Manassés, que estão em Gileade; mais a região de Argobe em Basã, incluindo também sessenta cidades muradas com portões de bronze;

14 Ainadabe, filho de Ido, cuja área era Maanaim;

15 Aimaaz, que casou com a princesa Basemate, outra filha de Salomão, que tinha a área de Naftali;

16 Baaná, filho de Husai, cujas áreas eram Aser e Bealote;

17 Jeosafá, filho de Paruá, que tinha a área de Issacar;

18 Simei, filho de Ela, com a área de Benjamim;

19 Geber, filho de Uri, cuja área era Gileade, incluindo os territórios do rei Siom dos amorreus e do rei Ogue de Basã.

Havia depois um administrador que supervisionava todo este trabalho.

20 Israel e Judá nesse tempo eram uma nação tão numerosa como a areia da praia junto ao mar; todos comiam, bebiam e viviam felizes. 21 O rei Salomão governava um extenso território que ia desde o rio Eufrates até à terra dos filisteus, descendo até à fronteira com o Egito. Os povos destas áreas, que tinham sido conquistados, pagavam impostos a Salomão e estiveram-lhe sujeitos durante toda a sua vida.

22 A provisão alimentar para o palácio real era diariamente de 6600 litros de farinha e de 13 200 litros de cereais; 23 dez vacas cevadas e outras vinte trazidas dos pastos, cem ovelhas, além dos veados, gazelas, búfalos e aves de capoeira.

24 O seu domínio alargava-se a todos os reinos do oeste do rio Eufrates, desde Tifsa até Gaza. E havia paz em toda a terra. 25 Durante o tempo do reinado de Salomão, Israel e Judá, desde Dan até Berseba, viveram em paz e segurança; cada família possuía a sua própria casa com a sua videira e a sua figueira.

26 Salomão possuía ainda 40 000 cavalos, para os seus carros de combate e 12 000 cavaleiros. 27 Em cada mês, como se viu, os administradores forneciam a casa real de alimentos; 28 além de cevada e palha para as estrebarias reais.

A sabedoria de Salomão

29 Deus deu a Salomão grande sabedoria e inteligência, assim como conhecimento tão profundo como as areias nas praias do mar. 30 De facto, a sua sabedoria excedia a de qualquer sábio do Oriente, incluindo os do Egito. 31 Era mais sábio do que Etã, o ezraíta, e do que Hemã, Calcol e Darda, os filhos de Maol. A sua fama estendeu-se a todas as nações vizinhas. 32 Foi o autor de 3000 provérbios e escreveu 1005 cânticos. 33 Interessou-se muito pela natureza, pela vida dos animais quadrúpedes, das aves, dos répteis, dos peixes, assim como das plantas, desde os grandes cedros do Líbano até ao mais insignificante hissopo que cresce nas fendas dos muros. 34 De todos os países vinham pessoas para ouvir a sabedoria de Salomão. Todos os reis da terra mandaram-lhe embaixadores.

O Livro (OL)

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2 Crônicas 1 O Livro (OL)

Salomão pede sabedoria

(1 Rs 3.1-15)

Salomão, filho do rei David, era agora o incontestado governante de Israel, porque o Senhor, seu Deus, era com ele e fez dele um poderoso rei.

2-3 Salomão decidiu convocar todos os oficiais do exército e os juízes para Gibeão; também chamou todos os chefes políticos e religiosos de Israel. Levou-os ao cimo da colina, até à tenda do encontro, construída por Moisés, o homem ao serviço do Senhor, no tempo em que tinham andado pelo deserto. O rei David tinha levado a arca de Deus para Jerusalém, onde a colocou numa tenda levantada no lugar que tinha preparado, quando a mandou vir de Quiriate-Jearim. Também o altar de bronze, feito por Bezalel, filho de Uri e neto de Hur, ainda ali se encontrava defronte do velho tabernáculo. Salomão e aqueles que ele convocara reuniram-se diante dele, enquanto foram sacrificados 1000 holocaustos como oferta ao Senhor.

Nessa noite, Deus apareceu a Salomão e disse-lhe: “Pede-me o que quiseres e dar-te-ei!”

Salomão respondeu: “Ó Deus, tu foste extremamente bondoso para com o meu pai, David, e agora deste-me o reino. Só pretendo, ó Senhor Deus, que as tuas promessas se confirmem! A tua palavra, dirigida a meu pai, David, concretizou-se e fizeste-me rei sobre um povo tão numeroso como o pó da terra! 10 Dá-me agora sabedoria e conhecimento para conduzi-lo com competência. Pois quem seria capaz de governar uma tão grande nação como esta?”

11 Deus respondeu-lhe: “Sendo que o teu maior desejo é seres capaz de servir este povo e que não pretendeste nem riquezas nem honras pessoais, nem pediste que amaldiçoasse os teus inimigos, nem tão-pouco que te desse uma longa vida, mas sabedoria e conhecimento para guiar o meu povo, 12 concedo-te o que me pediste, e ainda te darei tantas riquezas, prosperidade e honras como nenhum outro rei antes ou depois de ti! Não haverá depois de ti outro semelhante em toda a Terra!”

13 Salomão deixou a tenda do encontro, desceu a colina e voltou para Jerusalém, para iniciar o seu mandato real sobre Israel.

O esplendor de Salomão

(1 Rs 10.26-29; 2 Cr 9.25-28)

14 Organizou uma enorme força militar com 1400 carros de combate e recrutou 12 000 cavaleiros, para formarem uma guarda de proteção às cidades onde ficaram depositados os carros, ainda que alguns tivessem ficado em Jerusalém, sob o controlo direto do rei. 15 Naqueles dias, o rei tornou a prata e o ouro tão abundantes como as pedras em Jerusalém; o cedro também não tinha muito mais valor do que a madeira de uma simples figueira brava de planície. 16 Salomão enviou ao Egito especialistas no comércio de cavalos para comprarem manadas inteiras a preços especiais. 17 Por esse tempo, os carros egípcios eram vendidos por 7 quilos de prata e os cavalos por cerca de 1,7 quilos de prata, e entregues em Jerusalém. Muitos eram posteriormente vendidos a reis hititas e arameus.

O Livro (OL)

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Salmos 72 O Livro (OL)

Salmo de Salomão.

72 Ó Deus, ajuda o rei a julgar como tu julgarias
e o filho do rei a andar na tua justiça.
Para que possa julgar justamente o teu povo
e fazer justiça aos oprimidos.

Que as montanhas e as colinas
tragam ao povo paz e retidão.
Que o rei defenda os oprimidos e os necessitados
e tire a força ao opressor.
Que a ti temam, ó Deus, por todo o sempre,
enquanto o Sol e a Lua permanecerem no firmamento!
Que durante o seu reinado haja prosperidade,
como chuvas caindo sobre a relva e regando a terra.
Que a paz e a justiça floresçam nos seus dias,
e que durem enquanto a Lua brilhar no céu.

Que ele domine de mar a mar,
e desde o rio Eufrates até aos confins da Terra.
Os nómadas, que habitam no deserto, ser-lhe-ão sujeitos;
os seus inimigos lamberão o pó da terra.
10 Os reis de Társis e os das ilhas,
assim como os de Sabá e de Seba,
todos trarão os seus presentes.
11 Sim, os reis de toda a parte
se inclinarão perante ele e o servirão.

12 Ele cuidará dos necessitados, quando o procurarem,
e dos desamparados que não têm ninguém que os ajude.
13 Terá compaixão dos pobres e dos aflitos,
salvará o pobre da morte.
14 Libertará as suas almas da opressão e da violência,
pois as suas vidas são-lhe preciosas.

15 Que o rei tenha uma longa vida;
Tragam-lhe o ouro de Sabá.
Todos os dias se farão orações por ele;
o povo constantemente o bendirá.
16 Que a terra seja extremamente fértil
e até no cimo dos montes se colha o trigo.
Produza fruto igual ao do Líbano,
e que a vida das cidades prospere.
17 Que o seu nome seja honrado para sempre;
enquanto durar o brilho do Sol.
Que por meio dele se sintam abençoadas
e o felicitem todas as nações!

18 Bendito seja o Senhor Deus, o Deus de Israel,
o único que faz coisas maravilhosas!
19 Bendito seja para sempre o seu nome glorioso!
Que toda a Terra se encha da sua glória!
Amém! Assim seja!

20 Aqui terminam as orações de David, o filho de Jessé.

O Livro (OL)

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