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Gênesis 29-36 Nova Versão Internacional (NVI-PT)

Jacó Encontra-se com Raquel

29 Então Jacó seguiu viagem e chegou à Mesopotâmia[a]. Certo dia, olhando ao redor, viu um poço no campo e três rebanhos de ovelhas deitadas por perto, pois os rebanhos bebiam daquele poço, que era tapado por uma grande pedra. Por isso, quando todos os rebanhos se reuniam ali, os pastores rolavam a pedra da boca do poço e davam água às ovelhas. Depois recolocavam a pedra em seu lugar, sobre o poço.

Jacó perguntou aos pastores: “Meus amigos, de onde são vocês?”

“Somos de Harã”, responderam.

“Vocês conhecem Labão, neto de Naor?”, perguntou-lhes Jacó.

Eles responderam: “Sim, nós o conhecemos”.

Então Jacó perguntou: “Ele vai bem?”

“Sim, vai bem”, disseram eles, “e ali vem sua filha Raquel com as ovelhas.”

Disse ele: “Olhem, o sol ainda vai alto e não é hora de recolher os rebanhos. Dêem de beber às ovelhas e levem-nas de volta ao pasto”.

Mas eles responderam: “Não podemos, enquanto os rebanhos não se agruparem e a pedra não for removida da boca do poço. Só então daremos de beber às ovelhas”.

Ele ainda estava conversando, quando chegou Raquel com as ovelhas de seu pai, pois ela era pastora. 10 Quando Jacó viu Raquel, filha de Labão, irmão de sua mãe, e as ovelhas de Labão, aproximou-se, removeu a pedra da boca do poço e deu de beber às ovelhas de seu tio Labão. 11 Depois Jacó beijou Raquel e começou a chorar bem alto. 12 Então contou a Raquel que era parente do pai dela e filho de Rebeca. E ela foi correndo contar tudo a seu pai.

13 Logo que Labão ouviu as notícias acerca de Jacó, seu sobrinho, correu ao seu encontro, abraçou-o e o beijou. Depois, levou-o para casa, e Jacó contou-lhe tudo o que havia ocorrido. 14 Então Labão lhe disse: “Você é sangue do meu sangue[b]”.

O Casamento de Jacó

Já fazia um mês que Jacó estava na casa de Labão, 15 quando este lhe disse: “Só por ser meu parente você vai trabalhar de graça? Diga-me qual deve ser o seu salário”.

16 Ora, Labão tinha duas filhas; o nome da mais velha era Lia, e o da mais nova, Raquel. 17 Lia tinha olhos meigos[c], mas Raquel era bonita e atraente. 18 Como Jacó gostava muito de Raquel, disse: “Trabalharei sete anos em troca de Raquel, sua filha mais nova”.

19 Labão respondeu: “Será melhor dá-la a você do que a algum outro homem. Fique aqui comigo”. 20 Então Jacó trabalhou sete anos por Raquel, mas lhe pareceram poucos dias, pelo tanto que a amava.

21 Então disse Jacó a Labão: “Entregue-me a minha mulher. Cumpri o prazo previsto e quero deitar-me com ela”.

22 Então Labão reuniu todo o povo daquele lugar e deu uma festa. 23 Mas quando a noite chegou, deu sua filha Lia a Jacó, e Jacó deitou-se com ela. 24 Labão também entregou sua serva Zilpa à sua filha, para que ficasse a serviço dela.

25 Quando chegou a manhã, lá estava Lia. Então Jacó disse a Labão: “Que foi que você me fez? Eu não trabalhei por Raquel? Por que você me enganou?”

26 Labão respondeu: “Aqui não é costume entregar em casamento a filha mais nova antes da mais velha. 27 Deixe passar esta semana de núpcias e lhe daremos também a mais nova, em troca de mais sete anos de trabalho”.

28 Jacó concordou. Passou aquela semana de núpcias com Lia, e Labão lhe deu sua filha Raquel por mulher. 29 Labão deu a Raquel sua serva Bila, para que ficasse a serviço dela. 30 Jacó deitou-se também com Raquel, que era a sua preferida. E trabalhou para Labão outros sete anos.

Os Filhos de Jacó

31 Quando o Senhor viu que Lia era desprezada, concedeu-lhe filhos; Raquel, porém, era estéril. 32 Lia engravidou, deu à luz um filho, e deu-lhe o nome de Rúben, pois dizia: “O Senhor viu a minha infelicidade. Agora, certamente o meu marido me amará”.

33 Lia engravidou de novo e, quando deu à luz outro filho, disse: “Porque o Senhor ouviu que sou desprezada, deu-me também este”. Pelo que o chamou Simeão.

34 De novo engravidou e, quando deu à luz mais um filho, disse: “Agora, finalmente, meu marido se apegará a mim, porque já lhe dei três filhos”. Por isso deu-lhe o nome de Levi.

35 Engravidou ainda outra vez e, quando deu à luz mais outro filho, disse: “Desta vez louvarei o Senhor”. Assim deu-lhe o nome de Judá. Então parou de ter filhos.

30 Quando Raquel viu que não dava filhos a Jacó, teve inveja de sua irmã. Por isso disse a Jacó: “Dê-me filhos ou morrerei!”

Jacó ficou irritado e disse: “Por acaso estou no lugar de Deus, que a impediu de ter filhos?”

Então ela respondeu: “Aqui está Bila, minha serva. Deite-se com ela, para que tenha filhos em meu lugar[d] e por meio dela eu também possa formar família”.

Por isso ela deu a Jacó sua serva Bila por mulher. Ele deitou-se com ela, Bila engravidou e deu-lhe um filho. Então Raquel disse: “Deus me fez justiça, ouviu o meu clamor e deu-me um filho”. Por isso deu-lhe o nome de Dã.

Bila, serva de Raquel, engravidou novamente e deu a Jacó o segundo filho. Então disse Raquel: “Tive grande luta com minha irmã e venci”. Pelo que o chamou Naftali.

Quando Lia viu que tinha parado de ter filhos, tomou sua serva Zilpa e a deu a Jacó por mulher. 10 Zilpa, serva de Lia, deu a Jacó um filho. 11 Então disse Lia: “Que grande sorte!”[e] Por isso o chamou Gade.

12 Zilpa, serva de Lia, deu a Jacó mais um filho. 13 Então Lia exclamou: “Como sou feliz! As mulheres dirão que sou feliz”. Por isso lhe deu o nome de Aser.

14 Durante a colheita do trigo, Rúben saiu ao campo, encontrou algumas mandrágoras[f] e as trouxe a Lia, sua mãe. Então Raquel disse a Lia: “Dê-me algumas mandrágoras do seu filho”.

15 Mas ela respondeu: “Não lhe foi suficiente tomar de mim o marido? Vai tomar também as mandrágoras que o meu filho trouxe?” Então disse Raquel: “Jacó se deitará com você esta noite, em troca das mandrágoras trazidas pelo seu filho”.

16 Quando Jacó chegou do campo naquela tarde, Lia saiu ao seu encontro e lhe disse: “Hoje você me possuirá, pois eu comprei esse direito com as mandrágoras do meu filho”. E naquela noite ele se deitou com ela.

17 Deus ouviu Lia, e ela engravidou e deu a Jacó o quinto filho. 18 Disse Lia: “Deus me recompensou por ter dado a minha serva ao meu marido”. Por isso deu-lhe o nome de Issacar.

19 Lia engravidou de novo e deu a Jacó o sexto filho. 20 Disse Lia: “Deus presenteou-me com uma dádiva preciosa. Agora meu marido me tratará melhor[g]; afinal já lhe dei seis filhos”. Por isso deu-lhe o nome de Zebulom.

21 Algum tempo depois, ela deu à luz uma menina a quem chamou Diná.

22 Então Deus lembrou-se de Raquel. Deus ouviu o seu clamor e a tornou fértil. 23 Ela engravidou, e deu à luz um filho e disse: “Deus tirou de mim a minha humilhação”. 24 Deu-lhe o nome de José e disse: “Que o Senhor me acrescente ainda outro filho”.

A Riqueza de Jacó

25 Depois que Raquel deu à luz José, Jacó disse a Labão: “Deixe-me voltar para a minha terra natal. 26 Dê-me as minhas mulheres, pelas quais o servi, e os meus filhos, e partirei. Você bem sabe quanto trabalhei para você”.

27 Mas Labão lhe disse: “Se mereço sua consideração, peço-lhe que fique. Por meio de adivinhação descobri que o Senhor me abençoou por sua causa”. 28 E acrescentou: “Diga o seu salário, e eu lhe pagarei”.

29 Jacó lhe respondeu: “Você sabe quanto trabalhei para você e como os seus rebanhos cresceram sob os meus cuidados. 30 O pouco que você possuía antes da minha chegada aumentou muito, pois o Senhor o abençoou depois que vim para cá. Contudo, quando farei algo em favor da minha própria família?”

31 Então Labão perguntou: “Que você quer que eu lhe dê?” “Não me dê coisa alguma”, respondeu Jacó. “Voltarei a cuidar dos seus rebanhos se você concordar com o seguinte: 32 hoje passarei por todos os seus rebanhos e tirarei do meio deles todas as ovelhas salpicadas e pintadas, todos os cordeiros pretos e todas as cabras pintadas e salpicadas. Eles serão o meu salário. 33 E a minha honestidade dará testemunho de mim no futuro, toda vez que você resolver verificar o meu salário. Se estiver em meu poder alguma cabra que não seja salpicada ou pintada, e algum cordeiro que não seja preto, poderá considerá-los roubados.”

34 E disse Labão: “De acordo. Seja como você disse”. 35 Naquele mesmo dia Labão separou todos os bodes que tinham listras[h] ou manchas brancas, todas as cabras que tinham pintas ou manchas brancas, e todos os cordeiros pretos e os colocou aos cuidados de seus filhos. 36 Afastou-se então de Jacó, à distância equivalente a três dias de viagem, e Jacó continuou a apascentar o resto dos rebanhos de Labão.

37 Jacó pegou galhos verdes de estoraque, amendoeira e plátano e neles fez listras brancas, descascando-os parcialmente e expondo assim a parte branca interna dos galhos. 38 Depois fixou os galhos descascados junto aos bebedouros, na frente dos rebanhos, no lugar onde costumavam beber água. Na época do cio, os rebanhos vinham beber e 39 se acasalavam diante dos galhos. E geravam filhotes listrados, salpicados e pintados. 40 Jacó separava os filhotes do rebanho dos demais, e fazia com que esses ficassem juntos dos animais listrados e pretos de Labão. Assim foi formando o seu próprio rebanho que separou do de Labão. 41 Toda vez que as fêmeas mais fortes estavam no cio, Jacó colocava os galhos nos bebedouros, em frente dos animais, para que se acasalassem perto dos galhos; 42 mas, se os animais eram fracos, não os colocava ali. Desse modo, os animais fracos ficavam para Labão e os mais fortes para Jacó. 43 Assim o homem ficou extremamente rico, tornando-se dono de grandes rebanhos e de servos e servas, camelos e jumentos.

Jacó Foge de Labão

31 Jacó, porém, ouviu falar que os filhos de Labão estavam dizendo: “Jacó tomou tudo que o nosso pai tinha e juntou toda a sua riqueza à custa do nosso pai”. E Jacó percebeu que a atitude de Labão para com ele já não era a mesma de antes.

E o Senhor disse a Jacó: “Volte para a terra de seus pais e de seus parentes, e eu estarei com você”.

Então Jacó mandou chamar Raquel e Lia para virem ao campo onde estavam os seus rebanhos, e lhes disse: “Vejo que a atitude do seu pai para comigo não é mais a mesma, mas o Deus de meu pai tem estado comigo. Vocês sabem que trabalhei para seu pai com todo o empenho, mas ele tem me feito de tolo, mudando o meu salário dez vezes. Contudo, Deus não permitiu que ele me prejudicasse. Se ele dizia: ‘As crias salpicadas serão o seu salário’, todos os rebanhos geravam filhotes salpicados; e se ele dizia: ‘As que têm listras serão o seu salário’, todos os rebanhos geravam filhotes com listras. Foi assim que Deus tirou os rebanhos de seu pai e os deu a mim.

10 “Na época do acasalamento, tive um sonho em que olhei e vi que os machos que fecundavam o rebanho tinham listras, eram salpicados e malhados. 11 O Anjo de Deus me disse no sonho: ‘Jacó!’ Eu respondi: Eis-me aqui! 12 Então ele disse: ‘Olhe e veja que todos os machos que fecundam o rebanho têm listras, são salpicados e malhados, porque tenho visto tudo o que Labão lhe fez. 13 Sou o Deus de Betel, onde você ungiu uma coluna e me fez um voto. Saia agora desta terra e volte para a sua terra natal’ ”.

14 Raquel e Lia disseram a Jacó: “Temos ainda parte na herança dos bens de nosso pai? 15 Não nos trata ele como estrangeiras? Não apenas nos vendeu como também gastou tudo o que foi pago por nós! 16 Toda a riqueza que Deus tirou de nosso pai é nossa e de nossos filhos. Portanto, faça tudo quanto Deus lhe ordenou”.

17 Então Jacó ajudou seus filhos e suas mulheres a montar nos camelos, 18 e conduziu todo o seu rebanho, junto com todos os bens que havia acumulado em Padã-Arã[i], para ir à terra de Canaã, à casa de seu pai, Isaque.

19 Enquanto Labão tinha saído para tosquiar suas ovelhas, Raquel roubou de seu pai os ídolos do clã. 20 Foi assim que Jacó enganou a Labão, o arameu, fugindo sem lhe dizer nada. 21 Ele fugiu com tudo o que tinha e, atravessando o Eufrates[j], foi para os montes de Gileade.

Labão Persegue Jacó

22 Três dias depois, Labão foi informado de que Jacó tinha fugido. 23 Tomando consigo os homens de sua família, perseguiu Jacó por sete dias e o alcançou nos montes de Gileade. 24 Então, de noite, Deus veio em sonho a Labão, o arameu, e o advertiu: “Cuidado! Não diga nada a Jacó, não lhe faça promessas nem ameaças”.

25 Labão alcançou Jacó, que estava acampado nos montes de Gileade. Então Labão e os homens se acamparam ali também. 26 Ele perguntou a Jacó: “Que foi que você fez? Não só me enganou como também raptou minhas filhas como se fossem prisioneiras de guerra. 27 Por que você me enganou, fugindo em segredo, sem avisar-me? Eu teria celebrado a sua partida com alegria e cantos, ao som dos tamborins e das harpas. 28 Você sequer me deixou beijar meus netos e minhas filhas para despedir-me deles. Você foi insensato. 29 Tenho poder para prejudicá-los; mas, na noite passada, o Deus do pai de vocês me advertiu: ‘Cuidado! Não diga nada a Jacó, não lhe faça promessas nem ameaças’. 30 Agora, se você partiu porque tinha saudade da casa de seu pai, por que roubou meus deuses?”

31 Jacó respondeu a Labão: “Tive medo, pois pensei que você tiraria suas filhas de mim à força. 32 Quanto aos seus deuses, quem for encontrado com eles não ficará vivo. Na presença dos nossos parentes, veja você mesmo se está aqui comigo qualquer coisa que lhe pertença, e, se estiver, leve-a de volta”. Ora, Jacó não sabia que Raquel os havia roubado.

33 Então Labão entrou na tenda de Jacó, e nas tendas de Lia e de suas duas servas, mas nada encontrou. Depois de sair da tenda de Lia, entrou na tenda de Raquel. 34 Raquel tinha colocado os ídolos dentro da sela do seu camelo e estava sentada em cima. Labão vasculhou toda a tenda, mas nada encontrou.

35 Raquel disse ao pai: “Não se irrite, meu senhor, por não poder me levantar em sua presença, pois estou com o fluxo das mulheres”. Ele procurou os ídolos, mas não os encontrou.

36 Jacó ficou irado e queixou-se a Labão: “Qual foi meu crime? Que pecado cometi para que você me persiga furiosamente? 37 Você já vasculhou tudo o que me pertence. Encontrou algo que lhe pertença? Então coloque tudo aqui na frente dos meus parentes e dos seus, e que eles julguem entre nós dois.

38 “Vinte anos estive com você. Suas ovelhas e cabras nunca abortaram, e jamais comi um só carneiro do seu rebanho. 39 Eu nunca levava a você os animais despedaçados por feras; eu mesmo assumia o prejuízo. E você pedia contas de todo animal roubado de dia ou de noite. 40 O calor me consumia de dia, e o frio de noite, e o sono fugia dos meus olhos. 41 Foi assim nos vinte anos em que fiquei em sua casa. Trabalhei para você catorze anos em troca de suas duas filhas e seis anos por seus rebanhos, e dez vezes você alterou o meu salário. 42 Se o Deus de meu pai, o Deus de Abraão, o Temor de Isaque, não estivesse comigo, certamente você me despediria de mãos vazias. Mas Deus viu o meu sofrimento e o trabalho das minhas mãos e, na noite passada, ele manifestou a sua decisão”.

O Acordo entre Labão e Jacó

43 Labão respondeu a Jacó: “As mulheres são minhas filhas, os filhos são meus, os rebanhos são meus. Tudo o que você vê é meu. Que posso fazer por essas minhas filhas ou pelos filhos que delas nasceram? 44 Façamos agora, eu e você, um acordo que sirva de testemunho entre nós dois”.

45 Então Jacó tomou uma pedra e a colocou em pé como coluna. 46 E disse aos seus parentes: “Juntem algumas pedras”. Eles apanharam pedras e as amontoaram. Depois comeram ali, ao lado do monte de pedras. 47 Labão o chamou Jegar-Saaduta, e Jacó o chamou Galeede[k].

48 Labão disse: “Este monte de pedras é uma testemunha entre mim e você, no dia de hoje”. Por isso foi chamado Galeede. 49 Foi também chamado Mispá[l], porque ele declarou: “Que o Senhor nos vigie, a mim e a você, quando estivermos separados um do outro. 50 Se você maltratar minhas filhas ou menosprezá-las, tomando outras mulheres além delas, ainda que ninguém saiba, lembre-se de que Deus é testemunha entre mim e você”.

51 Disse ainda Labão a Jacó: “Aqui estão este monte de pedras e esta coluna que coloquei entre mim e você. 52 São testemunhas de que não passarei para o lado de lá para prejudicá-lo, nem você passará para o lado de cá para prejudicar-me. 53 Que o Deus de Abraão, o Deus de Naor, o Deus do pai deles, julgue[m] entre nós”.

Então Jacó fez um juramento em nome do Temor de seu pai Isaque. 54 Ofereceu um sacrifício no monte e chamou os parentes que lá estavam para uma refeição. Depois de comerem, passaram a noite ali.

55 Na manhã seguinte, Labão beijou seus netos e suas filhas e os abençoou, e depois voltou para a sua terra.

Jacó Prepara-se para o Encontro com Esaú

32 Jacó também seguiu o seu caminho, e anjos de Deus vieram ao encontro dele. Quando Jacó os avistou, disse: “Este é o exército de Deus!” Por isso deu àquele lugar o nome de Maanaim[n].

Jacó mandou mensageiros adiante dele a seu irmão Esaú, na região de Seir, território de Edom. E lhes ordenou: “Vocês dirão o seguinte ao meu senhor Esaú: Assim diz teu servo Jacó: Morei na casa de Labão e com ele permaneci até agora. Tenho bois e jumentos, ovelhas e cabras, servos e servas. Envio agora esta mensagem ao meu senhor, para que me recebas bem”.

Quando os mensageiros voltaram a Jacó, disseram-lhe: “Fomos até seu irmão Esaú, e ele está vindo ao seu encontro, com quatrocentos homens”.

Jacó encheu-se de medo e foi tomado de angústia. Então dividiu em dois grupos todos os que estavam com ele, bem como as ovelhas, as cabras, os bois e os camelos, pois assim pensou: “Se Esaú vier e atacar um dos grupos, o outro poderá escapar”.

Então Jacó orou: “Ó Deus de meu pai Abraão, Deus de meu pai Isaque, ó Senhor que me disseste: ‘Volte para a sua terra e para os seus parentes e eu o farei prosperar’; 10 não sou digno de toda a bondade e lealdade com que trataste o teu servo. Quando atravessei o Jordão eu tinha apenas o meu cajado, mas agora possuo duas caravanas. 11 Livra-me, rogo-te, das mãos de meu irmão Esaú, porque tenho medo que ele venha nos atacar, tanto a mim como às mães e às crianças. 12 Pois tu prometeste: ‘Esteja certo de que eu o farei prosperar e farei os seus descendentes tão numerosos como a areia do mar, que não se pode contar’”.

13 Depois de passar ali a noite, escolheu entre os seus rebanhos um presente para o seu irmão Esaú: 14 duzentas cabras e vinte bodes, duzentas ovelhas e vinte carneiros, 15 trinta fêmeas de camelo com seus filhotes, quarenta vacas e dez touros, vinte jumentas e dez jumentos. 16 Colocou cada rebanho sob o cuidado de um servo, e disse-lhes: “Vão à minha frente e mantenham certa distância entre um rebanho e outro”.

17 Ao que ia à frente deu a seguinte instrução: “Quando meu irmão Esaú encontrar-se com você e lhe perguntar: ‘A quem você pertence, para onde vai e de quem é todo este rebanho à sua frente?’, 18 você responderá: É do teu servo Jacó. É um presente para o meu senhor Esaú; e ele mesmo está vindo atrás de nós”.

19 Também instruiu o segundo, o terceiro e todos os outros que acompanhavam os rebanhos: “Digam também a mesma coisa a Esaú quando o encontrarem. 20 E acrescentem: Teu servo Jacó está vindo atrás de nós”. Porque pensava: “Eu o apaziguarei com esses presentes que estou enviando antes de mim; mais tarde, quando eu o vir, talvez me receba”. 21 Assim os presentes de Jacó seguiram à sua frente; ele, porém, passou a noite no acampamento.

Jacó Luta com Deus

22 Naquela noite Jacó levantou-se, tomou suas duas mulheres, suas duas servas e seus onze filhos para atravessar o lugar de passagem do Jaboque. 23 Depois de havê-los feito atravessar o ribeiro, fez passar também tudo o que possuía. 24 E Jacó ficou sozinho. Então veio um homem que se pôs a lutar com ele até o amanhecer. 25 Quando o homem viu que não poderia dominá-lo, tocou na articulação da coxa de Jacó, de forma que lhe deslocou a coxa, enquanto lutavam. 26 Então o homem disse: “Deixe-me ir, pois o dia já desponta”. Mas Jacó lhe respondeu: “Não te deixarei ir, a não ser que me abençoes”.

27 O homem lhe perguntou: “Qual é o seu nome?”

“Jacó[o]”, respondeu ele.

28 Então disse o homem: “Seu nome não será mais Jacó, mas sim Israel[p], porque você lutou com Deus e com homens e venceu”.

29 Prosseguiu Jacó: “Peço-te que digas o teu nome”.

Mas ele respondeu: “Por que pergunta o meu nome?” E o abençoou ali.

30 Jacó chamou àquele lugar Peniel, pois disse: “Vi a Deus face a face e, todavia, minha vida foi poupada”.

31 Ao nascer do sol atravessou Peniel, mancando por causa da coxa. 32 Por isso, até o dia de hoje, os israelitas não comem o músculo ligado à articulação do quadril, porque nesse músculo Jacó foi ferido.

O Encontro de Esaú e Jacó

33 Quando Jacó olhou e viu que Esaú estava se aproximando, com quatrocentos homens, dividiu as crianças entre Lia, Raquel e as duas servas. Colocou as servas e os seus filhos à frente, Lia e seus filhos depois, e Raquel com José por último. Ele mesmo passou à frente e, ao aproximar-se do seu irmão, curvou-se até o chão sete vezes.

Mas Esaú correu ao encontro de Jacó e abraçou-se ao seu pescoço, e o beijou. E eles choraram. Então Esaú ergueu o olhar e viu as mulheres e as crianças. E perguntou: “Quem são estes?”

Jacó respondeu: “São os filhos que Deus concedeu ao teu servo”.

Então as servas e os seus filhos se aproximaram e se curvaram. Depois, Lia e os seus filhos vieram e se curvaram. Por último, chegaram José e Raquel, e também se curvaram.

Esaú perguntou: “O que você pretende com todos os rebanhos que encontrei pelo caminho?”

“Ser bem recebido por ti, meu senhor”, respondeu Jacó.

Disse, porém, Esaú: “Eu já tenho muito, meu irmão. Guarde para você o que é seu”.

10 Mas Jacó insistiu: “Não! Se te agradaste de mim, aceita este presente de minha parte, porque ver a tua face é como contemplar a face de Deus; além disso, tu me recebeste tão bem! 11 Aceita, pois, o presente que te foi trazido, pois Deus tem sido favorável para comigo, e eu já tenho tudo o que necessito”. Jacó tanto insistiu que Esaú acabou aceitando.

12 Então disse Esaú: “Vamos seguir em frente. Eu o acompanharei”.

13 Jacó, porém, lhe disse: “Meu senhor sabe que as crianças são frágeis e que estão sob os meus cuidados ovelhas e vacas que amamentam suas crias. Se forçá-las demais na caminhada, um só dia que seja, todo o rebanho morrerá. 14 Por isso, meu senhor, vai à frente do teu servo, e eu sigo atrás, devagar, no passo dos rebanhos e das crianças, até que eu chegue ao meu senhor em Seir”.

15 Esaú sugeriu: “Permita-me, então, deixar alguns homens com você”.

Jacó perguntou: “Mas para quê, meu senhor? Ter sido bem recebido já me foi suficiente!”

16 Naquele dia Esaú voltou para Seir. 17 Jacó, todavia, foi para Sucote, onde construiu uma casa para si e abrigos para o seu gado. Foi por isso que o lugar recebeu o nome de Sucote.

18 Tendo voltado de Padã-Arã, Jacó chegou a salvo à[q] cidade de Siquém, em Canaã, e acampou próximo da cidade. 19 Por cem peças de prata[r] comprou dos filhos de Hamor, pai de Siquém, a parte do campo onde tinha armado acampamento. 20 Ali edificou um altar e lhe chamou El Elohe Israel[s].

O Conflito entre os Filhos de Jacó e os Siquemitas

34 Certa vez, Diná, a filha que Lia dera a Jacó, saiu para conhecer as mulheres daquela terra. Siquém, filho de Hamor, o heveu, governador daquela região, viu-a, agarrou-a e a violentou. Mas o seu coração foi atraído por Diná, filha de Jacó, e ele amou a moça e falou-lhe com ternura. Por isso Siquém foi dizer a seu pai Hamor: “Consiga-me aquela moça para que seja minha mulher”.

Quando Jacó soube que sua filha Diná tinha sido desonrada, seus filhos estavam no campo, com os rebanhos; por isso esperou calado até que regressassem.

Então Hamor, pai de Siquém, foi conversar com Jacó. Quando os filhos de Jacó voltaram do campo e souberam de tudo, ficaram profundamente entristecidos e irados, porque Siquém tinha cometido um ato vergonhoso em[t] Israel, ao deitar-se com a filha de Jacó — coisa que não se faz.

Mas Hamor lhes disse: “Meu filho Siquém apaixonou-se pela filha de vocês. Por favor, entreguem-na a ele para que seja sua mulher. Casem-se entre nós; dêem-nos suas filhas e tomem para si as nossas. 10 Estabeleçam-se entre nós. A terra está aberta para vocês: habitem-na, façam comércio[u] nela e adquiram propriedades”.

11 Então Siquém disse ao pai e aos irmãos de Diná: “Concedam-me este favor, e eu lhes darei o que me pedirem. 12 Aumentem quanto quiserem o preço e o presente pela noiva, e pagarei o que me pedirem. Tão-somente me dêem a moça por mulher”.

13 Os filhos de Jacó, porém, responderam com falsidade a Siquém e a seu pai Hamor, por ter Siquém desonrado Diná, a irmã deles. 14 Disseram: “Não podemos fazer isso; jamais entregaremos nossa irmã a um homem que não seja circuncidado. Seria uma vergonha para nós. 15 Daremos nosso consentimento a vocês com uma condição: que vocês se tornem como nós, circuncidando todos os do sexo masculino. 16 Só então lhes daremos as nossas filhas e poderemos casar-nos com as suas. Nós nos estabeleceremos entre vocês e seremos um só povo. 17 Mas se não aceitarem circuncidar-se, tomaremos nossa irmã[v] e partiremos”. 18 A proposta deles pareceu boa a Hamor e a seu filho Siquém. 19 O jovem, que era o mais respeitado de todos os da casa de seu pai, não demorou em cumprir o que pediram, porque realmente gostava da filha de Jacó.

20 Assim Hamor e seu filho Siquém dirigiram-se à porta da cidade para conversar com os seus concidadãos. E disseram: 21 “Esses homens são de paz. Permitam que eles habitem em nossa terra e façam comércio entre nós; a terra tem bastante lugar para eles. Poderemos casar com as suas filhas, e eles com as nossas. 22 Mas eles só consentirão em viver conosco como um só povo sob a condição de que todos os nossos homens sejam circuncidados, como eles. 23 Lembrem-se de que os seus rebanhos, os seus bens e todos os seus outros animais passarão a ser nossos. Aceitemos então a condição para que se estabeleçam em nosso meio”.

24 Todos os que saíram para reunir-se à porta da cidade concordaram com Hamor e com seu filho Siquém, e todos os homens e meninos da cidade foram circuncidados.

25 Três dias depois, quando ainda sofriam dores, dois filhos de Jacó, Simeão e Levi, irmãos de Diná, pegaram suas espadas e atacaram a cidade desprevenida, matando todos os homens. 26 Mataram ao fio da espada Hamor e seu filho Siquém, tiraram Diná da casa de Siquém e partiram. 27 Vieram então os outros filhos de Jacó e, passando pelos corpos, saquearam a cidade onde[w] sua irmã tinha sido desonrada. 28 Apoderaram-se das ovelhas, dos bois e dos jumentos, e de tudo o que havia na cidade e no campo. 29 Levaram as mulheres e as crianças, e saquearam todos os bens e tudo o que havia nas casas.

30 Então Jacó disse a Simeão e a Levi: “Vocês me puseram em grandes apuros, atraindo sobre mim o ódio[x] dos cananeus e dos ferezeus, habitantes desta terra. Somos poucos, e se eles juntarem suas forças e nos atacarem, eu e a minha família seremos destruídos”.

31 Mas eles responderam: “Está certo ele tratar nossa irmã como uma prostituta?”

O Retorno de Jacó a Betel

35 Deus disse a Jacó: “Suba a Betel[y] e estabeleça-se lá, e faça um altar ao Deus que lhe apareceu quando você fugia do seu irmão Esaú”.

Disse, pois, Jacó aos de sua casa e a todos os que estavam com ele: “Livrem-se dos deuses estrangeiros que estão entre vocês, purifiquem-se e troquem de roupa. Venham! Vamos subir a Betel, onde farei um altar ao Deus que me ouviu no dia da minha angústia e que tem estado comigo por onde tenho andado”. Então entregaram a Jacó todos os deuses estrangeiros que possuíam e os brincos que usavam nas orelhas, e Jacó os enterrou ao pé da grande árvore, próximo a Siquém. Quando eles partiram, o terror de Deus caiu de tal maneira sobre as cidades ao redor que ninguém ousou perseguir os filhos de Jacó.

Jacó e todos os que com ele estavam chegaram a Luz, que é Betel, na terra de Canaã. Nesse lugar construiu um altar e lhe deu o nome de El-Betel[z], porque ali Deus havia se revelado[aa] a ele, quando fugia do seu irmão.

Débora, ama de Rebeca, morreu e foi sepultada perto de Betel, ao pé do Carvalho, que por isso foi chamado Alom-Bacute[ab].

Depois que Jacó retornou de Padã-Arã, Deus lhe apareceu de novo e o abençoou, 10 dizendo: “Seu nome é Jacó, mas você não será mais chamado Jacó; seu nome será Israel”. Assim lhe deu o nome de Israel.

11 E Deus ainda lhe disse: “Eu sou o Deus todo-poderoso[ac]; seja prolífero e multiplique-se. De você procederão uma nação e uma comunidade de nações, e reis estarão entre os seus descendentes. 12 A terra que dei a Abraão e a Isaque, dou a você; e também aos seus futuros descendentes darei esta terra”. 13 A seguir, Deus elevou-se do lugar onde estivera falando com Jacó.

14 Jacó levantou uma coluna de pedra no lugar em que Deus lhe falara, e derramou sobre ela uma oferta de bebidas[ad] e a ungiu com óleo. 15 Jacó deu o nome de Betel ao lugar onde Deus tinha falado com ele.

A Morte de Isaque e de Raquel

16 Eles partiram de Betel, e quando ainda estavam a certa distância de Efrata, Raquel começou a dar à luz com grande dificuldade. 17 E, enquanto padecia muito, tentando dar à luz, a parteira lhe disse: “Não tenha medo, pois você ainda terá outro menino”. 18 Já a ponto de sair-lhe a vida, quando estava morrendo, deu ao filho o nome de Benoni[ae]. Mas o pai deu-lhe o nome de Benjamim[af].

19 Assim morreu Raquel e foi sepultada junto do caminho de Efrata, que é Belém. 20 Sobre a sua sepultura Jacó levantou uma coluna, e até o dia de hoje aquela coluna marca o túmulo de Raquel.

21 Israel partiu novamente e armou acampamento adiante de Migdal-Éder[ag]. 22 Na época em que Israel vivia naquela região, Rúben deitou-se com Bila, concubina de seu pai. E Israel ficou sabendo disso.

Jacó teve doze filhos:

23 Estes foram seus filhos com Lia:

Rúben, o filho mais velho de Jacó,

Simeão, Levi, Judá, Issacar e Zebulom.

24 Estes foram seus filhos com Raquel:

José e Benjamim.

25 Estes foram seus filhos com Bila, serva de Raquel:

Dã e Naftali.

26 Estes foram seus filhos com Zilpa, serva de Lia:

Gade e Aser.

Foram esses os filhos de Jacó, nascidos em Padã-Arã.

27 Depois Jacó foi visitar seu pai Isaque em Manre, perto de Quiriate-Arba, que é Hebrom, onde Abraão e Isaque tinham morado. 28 Isaque viveu cento e oitenta anos. 29 Morreu em idade bem avançada e foi reunido aos seus antepassados. E seus filhos Esaú e Jacó o sepultaram.

Os Descendentes de Esaú

36 Esta é a história da família de Esaú, que é Edom.

Esaú casou-se com mulheres de Canaã: com Ada, filha de Elom, o hitita, e com Oolibama, filha de Aná e neta de Zibeão, o heveu; e também com Basemate, filha de Ismael e irmã de Nebaiote.

Ada deu a Esaú um filho chamado Elifaz; Basemate deu-lhe Reuel; e Oolibama deu-lhe Jeús, Jalão e Corá. Esses foram os filhos de Esaú que lhe nasceram em Canaã.

Footnotes:

  1. 29.1 Hebraico: à terra dos filhos do oriente.
  2. 29.14 Hebraico: meu osso e minha carne.
  3. 29.17 Ou sem brilho
  4. 30.3 Hebraico: nos meus joelhos.
  5. 30.11 Ou “Uma tropa está vindo!”
  6. 30.14 Isto é, plantas tidas por afrodisíacas e capazes de favorecer a fertilidade feminina.
  7. 30.20 Ou me honrará
  8. 30.35 Ou cauda retorcida; também em 30.39,40; 31.8,10 e 12.
  9. 31.18 Provavelmente na região noroeste da Mesopotâmia; também em 33.18, 35.9 e 26.
  10. 31.21 Hebraico: o Rio.
  11. 31.47 Tanto Jegar-Saaduta (aramaico) como Galeede (hebraico) significam monte de pedras do testemunho.
  12. 31.49 Mispá significa torre de vigia.
  13. 31.53 Conforme a Septuaginta e o Pentateuco Samaritano. O Texto Massorético permite que o versículo seja entendido no plural.
  14. 32.2 Maanaim significa dois exércitos.
  15. 32.27 Jacó significa ele agarra o calcanhar ou ele age traiçoeiramente; também em 35.10.
  16. 32.28 Israel significa ele luta com Deus; também em 35.10.
  17. 33.18 Ou chegou a Salém, uma cidade de Siquém,
  18. 33.19 Hebraico: 100 quesitas. Uma quesita era uma unidade monetária de peso e valor desconhecidos.
  19. 33.20 Isto é, Deus, o Deus de Israel ou poderoso é o Deus de Israel.
  20. 34.7 Ou contra
  21. 34.10 Ou movam-se livremente; também no versículo 21.
  22. 34.17 Hebraico: filha.
  23. 34.27 Ou porque
  24. 34.30 Hebraico: transformando-me em mau cheiro para os.
  25. 35.1 Betel significa casa de Deus.
  26. 35.7 El-Betel significa Deus de Betel.
  27. 35.7 Ou ali os seres celestiais se revelaram
  28. 35.8 Alom-Bacute significa carvalho do pranto.
  29. 35.11 Hebraico: El-Shaddai.
  30. 35.14 Veja Nm 28.7.
  31. 35.18 Benoni significa filho da minha aflição.
  32. 35.18 Benjamim significa filho da minha direita.
  33. 35.21 Migdal-Éder significa torre do rebanho.
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