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Ezequiel 20O Livro (OL)

Israel é rebelde

20 Aconteceu no dia catorze de Agosto no sétimo ano do nosso exílio que alguns anciãos de Israel vieram ter comigo, pedindo-me instruções do Senhor; e sentaram-se diante de mim à espera de resposta.

Então o Senhor transmitiu-me esta mensagem: Homem mortal, diz aos anciãos de Israel: Assim diz o Senhor Deus: Como ousam vocês vir consultar-me? Garanto-vos que não direi nada daquilo que esperam. 4/6 Julga-os tu, homem mortal; condena-os. Lembra-lhes todos os pecados desta nação, desde o tempo dos seus pais até agora. Diz-lhes estas palavras do Senhor Deus: Quando escolhi Israel e me revelei à nação, no Egipto, jurei-lhes, ao povo e aos seus descendentes, que os tiraria dali e os levaria para uma terra que preparara especialmente para eles — uma esplêndida terra onde jorram o leite e o mel, uma terra óptima entre todas as outras.

7/8 Disse-lhes: Desfaçam-se de toda a espécie de ídolos; não se contaminem com os deuses do Egipto, porque sou eu o Senhor vosso Deus. Mas eles rebelaram-se contra mim, não quiseram ouvir-me. Não abandonaram os ídolos nem puseram de parte os deuses do Egipto. Pensei derramar sobre eles a minha ira e fazê-los sentir a minha cólera mesmo ainda enquanto estavam no Egipto.

9/12 No entanto não o fiz, porque preferi preservar a honra do meu

nome, visto que os egípcios haveriam de se rir, dizendo que o Deus de Israel não tinha sido capaz de os preservar do mal. Foi assim que acabei por tirar de lá o meu povo, mesmo na cara dos egípcios, levando-os para o deserto. Dei-lhes as minhas leis, com as quais, cumprindo-as, poderiam viver. Dei-lhes igualmente o sábado — um dia de descanso em cada sete — como sinal da relação que estabelecia entre eles e eu, para que se lembrassem de que sou eu, o Senhor, quem os santifica, e de que eles são o meu povo.

13 Apesar disso Israel tornou a virar-me as costas. Ali, no deserto, rejeitaram os meus mandamentos; não quiseram guardá-los, ainda que tal significasse para eles a vida. Desrespeitaram os meus sábados. Por isso pensei derramar sobre eles a minha cólera e consumi-los totalmente ali mesmo no deserto.

14/16 Mas novamente me detive, para manter a honra do meu nome, pois não queria que os povos, que me viram trazê-los para fora do Egipto, dissessem que foi por não poder cuidar deles que os destruía. Jurei-lhes no entanto que não os levaria para a terra que lhes prometera, essa rica terra onde jorravam o leite e o mel, o melhor lugar da terra, porque se tinham rido das minhas leis, ignorando a minha vontade, abusando dos meus sábados; e os seus corações continuavam a correr atrás dos ídolos! 17 Portanto poupei-os; não acabei com eles ali no deserto.

18/20 Dirigi-me depois aos seus filhos: Não sigam as pisadas dos vossos pais. Não se contaminem com os ídolos deles, porque sou eu o Senhor vosso Deus. Sigam as minhas leis; santifiquem os meus sábados, que são um sinal da aliança estabelecida entre nós, para vos recordar que sou eu o Senhor vosso Deus.

21 Mas também os filhos deles se revoltaram contra mim, recusaram as minhas leis — leis essas que significavam a vida para qualquer que as guardasse. E profanaram os meus sábados. Então disse: Agora sim, é que vou castigar-vos com toda a severidade, aqui no deserto.

22/26 O certo é que novamente desisti na minha sentença contra eles, a fim de proteger o meu nome entre as nações que tinham sido testemunhas do meu poder ao tirá-los do Egipto. Em todo o caso fiz um jura mento solene contra eles, enquanto estavam no deserto, de que os dispersaria até aos confins da terra por não terem obedecido às minhas leis, antes as terem desprezado, violado os meus sábados e corrido atrás dos ídolos dos seus pais. Deixei-os assim adoptarem costumes e princípios indignos; com essas coisas o destino deles nunca poderia ser a vida! Na esperança de que arrepiassem caminho, horrorizados com as próprias coisas que faziam, e que viessem a dar-se conta enfim de que só eu sou Deus, permiti que se poluíssem até com os próprios dons que eu lhes dera. Chegaram ao ponto de imolar pelo fogo os seus próprios filhos, como sacrifícios aos seus deuses!

27/29 Homem mortal, dá-lhes a conhecer que o Senhor Deus lhes diz o seguinte: Os vossos pais continuaram a blasfemar de mim e a trair-me mesmo depois de os ter trazido para a terra que lhes prometera, pois ofereceram sacrifícios e incenso sobre todas as colinas e debaixo de toda a árvore! Suscitaram a minha ira, oferecendo sacrifícios a esses tais deuses. Trouxeram perfumes e incenso, e derramaram perante eles as suas ofertas de vinho! Perguntei-lhes: Que lugar de sacrifício é esse onde vão? E a partir daí ficou sendo chamado o Lugar do Sacrifício — é o nome por que é conhecido.

Juízo e restauração

30/31 O Senhor Deus quer saber se vocês vão continuar a contaminar-se tal como o fizeram os vossos antepassados, se vão continuar a adorar ídolos. Porque quando lhes trazem ofertas e lhes oferecem em sacrifício as vossas crianças para serem reduzidas a cinzas, tal como fazem ainda hoje, haveria eu de vos ouvir e de vos ajudar, ó Israel? Tão certo como eu viver, diz o Senhor, que não hão-de receber qualquer outro tipo de mensagem, quando me procurarem.

32/33 Aquilo que vocês no íntimo desejam, isso não há-de acontecer, que é serem como os outros povos à vossa volta e andarem a prestar culto a deuses de madeira e de pedra. Dirigir-vos-ei com pulso de ferro, no meio de grande rigor e de grande poder. 34/38 Com dominação e grande severidade vos trarei das terras para onde foram espalhados, e trazer-vos-ei ao deserto do meu tribunal. Ali vos julgarei e me desembaraçarei dos rebeldes, tal como fiz nos primeiros tempos, também no deserto, após vos ter tirado do Egipto. Contar-vos-ei cuidadosamente e deixarei apenas uma pequena parte regressar. Os outros, os rebeldes, que pecaram contra mim, expurgá-los-ei do vosso meio. Hei-de tirá-los, sim, das terras em que estiveram exilados, contudo em Israel não hão-de entrar. Quando tal acontecer vocês saberão que eu sou o Senhor.

39/42 Ó Israel, o Senhor Deus diz: Se resolverem insistir em adorar ídolos, continuem. Contudo mais tarde acabarão certamente por me ouvir e não mais profanarão o meu santo nome com as vossas ofertas e com os vossos ídolos. É em Jerusalém, no meu santo monte, diz o Senhor, que todo Israel deverá adorar-me. É lá que vos aceito e vos peço que me tragam as oferendas e o melhor dos vossos dons. Vocês mesmos serão para mim como uma oferta de incenso perfumado quando vos trouxer de regresso do exílio, e os outros povos hão-de ver a grande mudança do vosso coração. Nessa altura, quando vos tiver trazido para casa, para a terra que prometera já aos vossos antepassados, saberão que eu sou o Senhor. 43/44 Então, ao considerarem o vosso passado e todos os vossos pecados, terão nojo de si mesmos por causa do mal que fizeram. Honrarei o meu nome, abençoando-vos a despeito da vossa maldade, ó Israel, e saberão que eu sou o Senhor.

Profecia contra o sul

45 Chegou até mim esta mensagem do Senhor: 46/48 “Homem mortal, olha em direcção de Jerusalém e dirige estas palavras contra ela e contra as terras arborizadas do Negueve. Profetiza para ela e diz assim: Ouve a palavra do Senhor. Acenderei em ti um fogo, ó floresta, que consumirá todas as árvores, tanto as verdes como as que já estão a secar. As chamas ardentes que se levantarem não se extinguirão e estender-se-ão a todo o mundo. O mundo inteiro se dará conta de que fui eu, o Senhor, que ateei esse fogo, o qual não se apagará.”

49 Então eu disse: “Ó Senhor Deus, eles dizem de mim que não passo de um contador de parábolas!”

O Livro (OL)

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