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Deuteronômio 2O Livro (OL)

Jornadas no deserto

1/2 “Então voltámos para trás, através do deserto, para o Mar Vermelho, pois fora assim que o Senhor me mandara. Durante muitos anos vagueámos à volta do monte Seir. Por fim o Senhor disse­me: 3/7 ‘Já estiveram aqui bastante tempo. Voltem para o norte. Informem o povo de que deverão atravessar a terra dos seus parentes, os edomitas, descendentes de Esaú, que viveu aqui em Seir. Os edomitas estão desconfiados de vocês, e têm medo; portanto sejam cautelosos. Não provoquem nenhum conflito! Porque lhes dei a eles toda esta região acidentada do monte Seir. É uma área que será sempre deles; por isso não vos darei nem sequer um torrão dessa terra. Paguem­lhe todo o alimento ou água que precisarem enquanto passarem por lá. O Senhor vosso Deus tem cuidado de vocês e vos tem abençoado em cada momento destes quarenta anos que têm andado por este grande deserto; nada vos tem faltado em tempo algum.’

Dessa forma passámos através de Edom onde viviam os nossos parentes, percorrendo o caminho de Arabá que vai para o sul para Elate e para Eziom­Geber, e continuámos para o norte em direcção do deserto de Moabe. Depois o Senhor avisou­nos: ‘Também não devem atacar os moabitas, visto que não vos darei nada daquela terra. Pertence aos descendentes de Lot.’

10/12 (Antes, viviam ali os enins, uma tribo muito grande, gente tão alta como os gigantes de Anaquim; tanto os enins como os anaquins são frequentemente referidos como sendo refains; mas os moabitas chamam­lhes enins. Antigamente os horeus viviam em Seir, mas foram aniquilados e expulsos pelos edomitas, os descendentes de Esaú, tal como os israelitas lançaram fora depois o povo de Canaã, cuja terra lhes tinha sido destinada pelo Senhor.)

13 ‘Agora atravessem o ribeiro de Zerede’, disse­nos o Senhor, e assim fizemos. 14/17 Foi desta forma que levámos 38 anos para chegar finalmente a atravessar o ribeiro de Zerede, vindos de Cades! Pois que o Senhor tinha estipulado que isto não haveria de acontecer antes que todos os homens, que trinta e oito anos antes tinham idade de combater, tivessem morrido. E por fim o Senhor disse­me:

18/19 ‘Hoje Israel atravessará a fronteira de Moabe, em Ar, entrando na terra dos amonitas. Mas não os ataques porque não vos vou dar a terra deles. Eu dei­a aos descendentes de Lot.’

20/23 (Aquela, também, tinha sido habitada pelos refains, aos quais os amonitas chamavam zanzumim. Eram uma tribo grande e poderosa, de estatura tão alta como os anaquins; mas Jeová destruiu­os quando os amonitas apareceram, os quais passaram a lá viver. O Senhor tinha semelhantemente ajudado os descendentes de Esáu no monte Seir, pois aniquilou os horitas que ali viviam antes deles. Outra situação idêntica ocorreu quando o povo de Caftor invadiu e destruiu a tribo de Avim que vivia em povoações espalhadas por aquela zona, chegando até Gaza.)

24/25 Então o Senhor disse: ‘Atravessem o ribeiro de Arnom, e penetrem na terra do rei Siom, amorreu, rei de Hesbom. Dar­vos­ei a terra dele. A partir de agora farei com que os povos de todo o mundo tremam com receio de vocês, angustiando­se à vossa aproximação.’

A derrota do rei Siom de Hesbom

26 Então enviei mensageiros desde o deserto de Quedomote ao rei Siom de Hesbom, com uma proposta de paz: 27/29 ‘Deixa­nos passar pela tua terra. Não nos afastaremos do caminho central, não pisaremos os campos cultivados, nem dum lado nem do outro. Toda a comida de que precisarmos, comprá­la­emos, assim como também a própria água que bebermos. Tudo o que pretendemos é unicamente autorização para atravessar o teu território. Os edomitas de Seir já nos deixaram passar pelo seu país, assim como os moabitas, cuja capital é Ar. O nosso objectivo é chegarmos até ao Jordão, atravessá­lo e entrar na terra que o Senhor nosso Deus nos deu.’ 30 Mas o rei Siom recusou. Foi aliás Jeová o vosso Deus que permitiu que se tornasse obstinado, e fosse destruído pelas mãos de Israel; foi isso que aconteceu.

31 Então o Senhor disse­me: ‘Comecei por dar­te a terra do rei Siom. Quando a conquistarem, pertencerá a Israel para sempre.’ 32/37 O rei Siom fez­nos guerra, mobilizando as suas forças em Jaza. Mas o Senhor nosso Deus esmagou­o, e conseguimos conquistar­lhe todas as cidades e destruir totalmente tudo, incluindo mulheres e crianças. Nada deixámos com vida, com excepção do gado que trouxemos como despojo de guerra, com outras coisas ainda, resultado do saque feito às cidades tomadas. Conquistámos tudo desde Aroer até Gileade, portanto todo o território que tem por limite o vale de Arnom incluindo as cidades dessa zona. Não houve uma só cidade que tivesse podido resistir­nos; foi o Senhor nosso Deus quem nos deu isso tudo a nós. Contudo, não nos intrometemos com o povo de Amom, nem nos aproximámos do ribeiro de Jaboque, assim como das povoações das colinas, zonas essas em que Jeová o nosso Deus nos tinha proibido de entrar.”

O Livro (OL)

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