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2 Samuel 19-20 Nova Versão Internacional (NVI-PT)

O Luto de Davi

19 Informaram a Joabe que o rei estava chorando e se lamentando por Absalão. Para todo o exército a vitória daquele dia se transformou em luto, porque as tropas ouviram dizer: “O rei está de luto por seu filho”. Naquele dia o exército ficou em silêncio na cidade, como fazem os que fogem humilhados da batalha. O rei, com o rosto coberto, gritava: “Ah, meu filho Absalão! Ah, Absalão, meu filho, meu filho!”

Joabe Repreende Davi

Então Joabe entrou no palácio e foi falar com o rei: “Hoje humilhaste todos os teus soldados, os quais salvaram a tua vida, bem como a de teus filhos e filhas, e de tuas mulheres e concubinas. Amas os que te odeiam e odeias os que te amam. Hoje deixaste claro que os comandantes e os seus soldados nada significam para ti. Vejo que ficarias satisfeito se, hoje, Absalão estivesse vivo e todos nós, mortos. Agora, vai e encoraja teus soldados! Juro pelo Senhor que, se não fores, nem um só deles permanecerá contigo esta noite, o que para ti seria pior do que todas as desgraças que já te aconteceram desde a tua juventude”.

Então o rei levantou-se e sentou-se junto à porta da cidade. Quando o exército soube que o rei estava sentado junto à porta, todos os soldados juntaram-se a ele.

Davi Retorna para Jerusalém

Enquanto isso os israelitas fugiam para casa. Em todas as tribos de Israel o povo discutia, dizendo: “Davi nos livrou das mãos de nossos inimigos; foi ele que nos libertou dos filisteus. Mas agora fugiu do país por causa de Absalão; 10 e Absalão, a quem tínhamos ungido rei, morreu em combate. E, por que não falam em trazer o rei de volta?”

11 Quando chegou aos ouvidos do rei o que todo o Israel estava comentando, Davi mandou a seguinte mensagem aos sacerdotes Zadoque e Abiatar: “Perguntem às autoridades de Judá: Por que vocês seriam os últimos a conduzir o rei de volta ao seu palácio? 12 Vocês são meus irmãos, sangue do meu sangue[a]! Por que seriam os últimos a ajudar no meu retorno?” 13 E digam a Amasa: “Você é sangue do meu sangue! Que Deus me castigue com todo o rigor se, de agora em diante, você não for o comandante do meu exército em lugar de Joabe”.

14 As palavras de Davi conquistaram a lealdade unânime de todos os homens de Judá. E eles mandaram dizer ao rei que voltasse com todos os seus servos. 15 Então o rei voltou e chegou ao Jordão.

E os homens de Judá foram a Gilgal, ao encontro do rei, para ajudá-lo a atravessar o Jordão. 16 Simei, filho de Gera, benjamita de Baurim, foi depressa com os homens de Judá para encontrar-se com o rei Davi. 17 Com ele estavam outros mil benjamitas e também Ziba, supervisor da casa de Saul, com seus quinze filhos e vinte servos. Eles entraram no Jordão antes do rei 18 e atravessaram o rio a fim de ajudar a família real na travessia e fazer o que o rei desejasse.

Simei, filho de Gera, atravessou o Jordão, prostrou-se perante o rei 19 e lhe disse: “Que o meu senhor não leve em conta o meu crime. E que não te lembres do mal que o teu servo cometeu no dia em que o rei, meu senhor, saiu de Jerusalém. Que o rei não pense mais nisso! 20 Eu, teu servo, reconheço que pequei. Por isso, de toda a tribo de José, fui o primeiro a vir ao encontro do rei, meu senhor”.

21 Então Abisai, filho de Zeruia, disse: “Simei amaldiçoou o ungido do Senhor; ele deve ser morto!”

22 Davi respondeu: “Que é que vocês têm com isso, filhos de Zeruia? Acaso se tornaram agora meus adversários? Deve alguém ser morto hoje em Israel? Ou não tenho hoje a garantia de que voltei a reinar sobre Israel?” 23 E o rei prometeu a Simei, sob juramento: “Você não será morto”.

24 Mefibosete, neto de Saul, também foi ao encontro do rei. Ele não havia lavado os pés nem aparado a barba nem lavado as roupas, desde o dia em que o rei partira até o dia em que voltou em segurança. 25 Quando chegou de Jerusalém e encontrou-se com o rei, este lhe perguntou: “Por que você não foi comigo, Mefibosete?”

26 Ele respondeu: “Ó rei, meu senhor! Eu, teu servo, sendo aleijado, mandei selar o meu jumento para montá-lo e acompanhar o rei. Mas o meu servo me enganou. 27 Ele falou mal de mim ao rei, meu senhor. Tu és como um anjo de Deus! Faze o que achares melhor. 28 Todos os descendentes do meu avô nada mereciam do meu senhor e rei, senão a morte. Entretanto, deste a teu servo um lugar entre os que comem à tua mesa. Que direito tenho eu, pois, de te pedir qualquer outro favor?”

29 Disse-lhe então o rei: “Você já disse o suficiente. Minha decisão é que você e Ziba dividam a propriedade”.

30 Mas Mefibosete disse ao rei: “Deixa que ele fique com tudo, agora que o rei, meu senhor, chegou em segurança ao seu lar”.

31 Barzilai, de Gileade, também saiu de Rogelim, acompanhando o rei até o Jordão, para despedir-se dele. 32 Barzilai era bastante idoso; tinha oitenta anos. Foi ele que sustentou o rei durante a sua permanência em Maanaim, pois era muito rico. 33 O rei disse a Barzilai: “Venha comigo para Jerusalém, e eu cuidarei de você”.

34 Barzilai, porém, respondeu: “Quantos anos de vida ainda me restam, para que eu vá com o rei e viva com ele em Jerusalém? 35 Já fiz oitenta anos. Como eu poderia distinguir entre o que é bom e o que é mau? Teu servo mal pode sentir o gosto daquilo que come e bebe. Nem consigo apreciar a voz de homens e mulheres cantando! Eu seria mais um peso para o rei, meu senhor. 36 Teu servo acompanhará o rei um pouco mais, atravessando o Jordão, mas não há motivo para uma recompensa dessas. 37 Permite que o teu servo volte! E que eu possa morrer na minha própria cidade, perto do túmulo de meu pai e de minha mãe. Mas aqui está o meu servo Quimã. Que ele vá com o meu senhor e rei. Faze por ele o que achares melhor!”

38 O rei disse: “Quimã virá comigo! Farei por ele o que você achar melhor. E tudo o mais que desejar de mim, eu o farei por você”.

39 Então todo o exército atravessou o Jordão, e também o rei o atravessou. O rei beijou Barzilai e o abençoou. E Barzilai voltou para casa.

40 O rei seguiu para Gilgal; e com ele foi Quimã. Todo o exército de Judá e a metade do exército de Israel acompanharam o rei.

41 Logo os homens de Israel chegaram ao rei para reclamar: “Por que os nossos irmãos, os de Judá, seqüestraram o rei e o levaram para o outro lado do Jordão, como também a família dele e todos os seus homens?”

42 Todos os homens de Judá responderam aos israelitas: “Fizemos isso porque o rei é nosso parente mais chegado. Por que vocês estão irritados? Acaso comemos das provisões do rei ou tomamos dele alguma coisa?”

43 Então os israelitas disseram aos homens de Judá: “Somos dez com o rei; e muito maior é o nosso direito sobre Davi do que o de vocês. Por que nos desprezam? Nós fomos os primeiros a propor o retorno do nosso rei!”

Mas os homens de Judá falaram ainda mais asperamente do que os israelitas.

A Rebelião de Seba contra Davi

20 Também estava lá um desordeiro chamado Seba, filho de Bicri, de Benjamim. Ele tocou a trombeta e gritou:

“Não temos parte alguma com Davi,
nenhuma herança com o filho de Jessé!
Para casa todos, ó Israel!”

Então todos os de Israel abandonaram Davi para seguir Seba, filho de Bicri. Mas os de Judá permaneceram com seu rei e o acompanharam desde o Jordão até Jerusalém.

Quando Davi voltou ao palácio, em Jerusalém, mandou confinar numa casa, sob guarda, as dez concubinas que tinha deixado tomando conta do palácio. Ele as sustentou, mas nunca mais as possuiu. Ficaram confinadas, vivendo como viúvas até a morte.

E o rei disse a Amasa: “Convoque os homens de Judá e, dentro de três dias, apresente-se aqui com eles”. Mas Amasa levou mais tempo para convocar Judá do que o prazo estabelecido pelo rei.

Disse então Davi a Abisai: “Agora Seba, filho de Bicri, será pior para nós do que Absalão. Chame os meus soldados e persiga-o, antes que ele encontre alguma cidade fortificada e, depois, nos arranque os olhos”. Assim, os soldados de Joabe, os queretitas, os peletitas e todos os guerreiros saíram de Jerusalém para perseguir Seba, filho de Bicri.

Quando estavam junto à grande rocha de Gibeom, Amasa encontrou-se com eles. Joabe vestia seu traje militar e tinha um cinto com um punhal na bainha. Ao aproximar-se de Amasa, deixou cair a adaga.

“Como vai, meu irmão?”, disse Joabe, pegando Amasa pela barba com a mão direita, para beijá-lo. 10 E Amasa, não percebendo o punhal na mão esquerda de Joabe, foi por ele golpeado no estômago. Suas entranhas se derramaram no chão, e ele morreu, sem necessidade de um segundo golpe. Então Joabe e Abisai, seu irmão, perseguiram Seba, filho de Bicri.

11 Um dos soldados de Joabe ficou ao lado do corpo de Amasa e disse: “Quem estiver do lado de Joabe e de Davi, que siga Joabe!” 12 Amasa jazia numa poça de sangue no meio da estrada. Quando o homem viu que todos os que se aproximavam do corpo de Amasa paravam, arrastou-o para fora da estrada e o cobriu com uma coberta. 13 Depois que o corpo de Amasa foi retirado da estrada, todos os homens seguiram com Joabe em perseguição a Seba, filho de Bicri.

14 Seba atravessou todas as tribos de Israel e chegou até Abel-Bete-Maaca,[b] e todos os bicritas[c] se reuniram para segui-lo. 15 O exército de Joabe veio, cercou Seba em Abel-Bete-Maaca e construiu contra a cidade uma rampa que chegou até a muralha externa. Quando o exército de Joabe estava para derrubar a muralha, 16 uma mulher sábia gritou da cidade: “Ouçam! Ouçam! Digam a Joabe que venha aqui para que eu fale com ele”. 17 Quando ele se aproximou, a mulher perguntou: “Tu és Joabe?”

Ele respondeu: “Sim”.

Ela disse: “Ouve o que a tua serva tem para dizer-te”.

“Estou ouvindo”, disse ele.

18 E ela prosseguiu: “Antigamente se dizia: ‘Peça conselho na cidade de Abel’, e isso resolvia a questão. 19 Nós somos pacíficos e fiéis em Israel. Tu procuras destruir uma cidade que é mãe em Israel. Por que queres arruinar a herança do Senhor?”

20 Respondeu Joabe: “Longe de mim uma coisa dessas! Longe de mim arruinar e destruir esta cidade! 21 Não é esse o problema. Mas um homem chamado Seba, filho de Bicri, dos montes de Efraim, rebelou-se contra o rei Davi. Entreguem-me esse homem, e iremos embora”.

A mulher disse a Joabe: “A cabeça dele te será jogada do alto da muralha”.

22 Então a mulher foi falar com todo o povo, dando o seu sábio conselho, e eles cortaram a cabeça de Seba, filho de Bicri, e a jogaram para Joabe. Ele tocou a trombeta, e seus homens se dispersaram, abandonaram o cerco da cidade e cada um voltou para sua casa. E Joabe voltou ao rei, em Jerusalém.

23 Joabe comandava todo o exército de Israel; Benaia, filho de Joiada, comandava os queretitas e os peletitas; 24 Adonirão[d] era chefe do trabalho forçado; Josafá, filho de Ailude, era arquivista real; 25 Seva era secretário; Zadoque e Abiatar eram sacerdotes; 26 e Ira, de Jair, era sacerdote de Davi.

Footnotes:

  1. 19.12 Hebraico: meu osso e minha carne; também no versículo 13.
  2. 20.14 Ou Abel, inclusive Bete-Maaca; também no versículo 15.
  3. 20.14 Conforme a Septuaginta e a Vulgata. O Texto Massorético diz beritas.
  4. 20.24 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto Massorético diz Adorão. Veja 1Rs 4.6 e 5.14.
Nova Versão Internacional (NVI-PT)

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2 Samuel 21-22 Nova Versão Internacional (NVI-PT)

Os Gibeonitas São Vingados

21 Durante o reinado de Davi houve uma fome que durou três anos. Davi consultou o Senhor, que lhe disse: “A fome veio por causa de Saul e de sua família sanguinária, por terem matado os gibeonitas”.

O rei então mandou chamar os gibeonitas e falou com eles. (Os gibeonitas não eram de origem israelita, mas remanescentes dos amorreus. Os israelitas tinham feito com eles um acordo sob juramento; mas Saul, em seu zelo por Israel e Judá, havia tentado exterminá-los.) Davi perguntou aos gibeonitas: “Que posso fazer por vocês? Como posso reparar o que foi feito, para que abençoem a herança do Senhor?”

Os gibeonitas responderam: “Não exigimos de Saul ou de sua família prata ou ouro, nem queremos matar ninguém em Israel”.

Davi perguntou: “O que querem que eu faça por vocês?”, e eles responderam: “Quanto ao homem que quase nos exterminou e que pretendia destruir-nos, para que não tivéssemos lugar em Israel, que sete descendentes dele sejam executados perante o Senhor, em Gibeá de Saul, no monte do Senhor”.

“Eu os entregarei a vocês”, disse o rei.

O rei poupou Mefibosete, filho de Jônatas e neto de Saul, por causa do juramento feito perante o Senhor entre Davi e Jônatas, filho de Saul. Mas o rei mandou buscar Armoni e Mefibosete, os dois filhos que Rispa, filha de Aiá, tinha dado a Saul. Com eles também os cinco filhos que Merabe[a], filha de Saul, tinha dado a Adriel, filho de Barzilai, de Meolá. Ele os entregou aos gibeonitas, que os executaram no monte, perante o Senhor. Os sete foram mortos ao mesmo tempo, nos primeiros dias da colheita de cevada.

10 Então Rispa, filha de Aiá, pegou um pano de saco e o estendeu para si sobre uma rocha. Desde o início da colheita até cair chuva do céu sobre os corpos, ela não deixou que as aves de rapina os tocassem de dia, nem os animais selvagens à noite. 11 Quando Davi foi informado do que Rispa, filha de Aiá, concubina de Saul, havia feito, 12 mandou recolher os ossos de Saul e de Jônatas, tomando-os dos cidadãos de Jabes-Gileade. (Eles haviam roubado os ossos da praça de Bete-Seã, onde os filisteus os tinham pendurado, no dia em que mataram Saul no monte Gilboa.) 13 Davi trouxe de lá os ossos de Saul e de seu filho Jônatas, recolhidos dentre os ossos dos que haviam sido executados.

14 Enterraram os ossos de Saul e de Jônatas no túmulo de Quis, pai de Saul, em Zela, na terra de Benjamim, e fizeram tudo o que o rei tinha ordenado. Depois disso Deus respondeu as orações em favor da terra de Israel.

Guerras contra os Filisteus

15 Houve, ainda, outra batalha entre os filisteus e Israel; Davi e seus soldados foram lutar contra os filisteus. Davi se cansou muito, 16 e Isbi-Benobe, descendente de Rafa, prometeu matar Davi. (A ponta de bronze da lança de Isbi-Benobe pesava três quilos e seiscentos gramas[b], e, além disso, ele estava armado com uma espada nova.) 17 Mas Abisai, filho de Zeruia, foi em socorro de Davi e matou o filisteu. Então os soldados de Davi lhe juraram, dizendo: “Nunca mais sairás conosco à guerra, para que não apagues a lâmpada de Israel”.

18 Houve depois outra batalha contra os filisteus, em Gobe. Naquela ocasião Sibecai, de Husate, matou Safe, um dos descendentes de Rafa.

19 Noutra batalha contra os filisteus em Gobe, Elanã, filho de Jaaré-Oregim,[c] de Belém, matou Golias,[d] de Gate, que possuía uma lança cuja haste parecia uma lançadeira de tecelão.

20 Noutra batalha, em Gate, havia um homem de grande estatura e que tinha seis dedos em cada mão e seis dedos em cada pé, vinte e quatro dedos ao todo. Ele também era descendente de Rafa, 21 e desafiou Israel, mas Jônatas, filho de Siméia, irmão de Davi, o matou.

22 Esses quatro eram descendentes de Rafa, em Gate, e foram mortos por Davi e seus soldados.

Cântico de Louvor de Davi

22 Davi cantou ao Senhor este cântico, quando ele o livrou das mãos de todos os seus inimigos e das mãos de Saul, dizendo:

“O Senhor é a minha rocha,
    a minha fortaleza e o meu libertador;
o meu Deus é a minha rocha,
    em que me refugio;
o meu escudo
    e o meu poderoso[e] salvador.
Ele é a minha torre alta,
    o meu abrigo seguro.
Tu, Senhor,
    és o meu salvador,
    e me salvas dos violentos.
Clamo ao Senhor,
    que é digno de louvor,
e sou salvo dos meus inimigos.

“As ondas da morte me cercaram;
as torrentes da destruição
    me aterrorizaram.
As cordas da sepultura[f] me envolveram,
as armadilhas da morte
    me confrontaram.
Na minha angústia, clamei ao Senhor;
    clamei ao meu Deus.
Do seu templo ele ouviu a minha voz;
o meu grito de socorro
    chegou aos seus ouvidos.

“A terra abalou-se e tremeu,
os alicerces dos céus[g] estremeceram;
tremeram porque ele estava irado.
Das suas narinas saiu fumaça;
da sua boca saiu fogo consumidor;
dele saíram brasas vivas e flamejantes.
10 Ele abriu os céus e desceu;
nuvens escuras estavam debaixo
    dos seus pés.
11 Montou sobre um querubim e voou;
elevou-se[h] sobre as asas do vento.
12 Pôs as trevas ao seu redor;
das densas[i] nuvens de chuva
    fez o seu abrigo.
13 Do brilho da sua presença
    flamejavam carvões em brasa.
14 Dos céus o Senhor trovejou;
ressoou a voz do Altíssimo.
15 Ele atirou flechas
    e dispersou os inimigos,
arremessou raios
    e os fez bater em retirada.
16 Os vales apareceram,
    e os fundamentos da terra
    foram expostos,
diante da repreensão do Senhor,
com o forte sopro de suas narinas.

17 “Das alturas estendeu a mão
    e me segurou;
tirou-me de águas profundas.
18 Livrou-me do meu inimigo poderoso,
    dos meus adversários,
    que eram fortes demais para mim.
19 Eles me atacaram
    no dia da minha calamidade,
mas o Senhor foi o meu amparo.
20 Deu-me ampla liberdade;
livrou-me, pois me quer bem.

21 “O Senhor me tratou
    conforme a minha retidão;
conforme a pureza das minhas mãos
    me recompensou.
22 Pois guardei os caminhos do Senhor;
não cometi a perversidade
    de afastar-me do meu Deus.
23 Todos os seus mandamentos
    estão diante de mim;
não me afastei dos seus decretos.
24 Tenho sido irrepreensível
    para com ele
e guardei-me de pecar.
25 O Senhor recompensou-me
    segundo a minha retidão,
conforme a pureza das minhas mãos
    perante ele.

26 “Ao fiel te revelas fiel,
ao irrepreensível
    te revelas irrepreensível,
27 ao puro te revelas puro,
mas ao perverso te revelas astuto.
28 Salvas os humildes,
mas os teus olhos
    estão sobre os orgulhosos
    para os humilhar[j].
29 Tu és a minha lâmpada, ó Senhor!
O Senhor ilumina-me as trevas.
30 Contigo posso avançar
    contra uma tropa[k];
com o meu Deus
    posso transpor muralhas.

31 “Este é o Deus
    cujo caminho é perfeito;
a palavra do Senhor
    é comprovadamente genuína.
Ele é escudo
    para todos os que nele se refugiam.
32 Pois quem é Deus além do Senhor?
    E quem é Rocha senão o nosso Deus?
33 É Deus quem me reveste de força[l]
    e torna perfeito o meu caminho.
34 Ele me faz correr veloz como a gazela
    e me firma os passos nos lugares altos.
35 É ele que treina as minhas mãos
    para a batalha,
e assim os meus braços vergam
    o arco de bronze.
36 Tu me dás o teu escudo de livramento;
a tua ajuda me fez forte.
37 Alargas sob mim o meu caminho,
    para que os meus tornozelos
    não se torçam.

38 “Persegui os meus inimigos
    e os derrotei;
não voltei
    enquanto não foram destruídos.
39 Esmaguei-os completamente,
    e não puderam levantar-se;
caíram debaixo dos meus pés.
40 Tu me revestiste de força
    para a batalha;
fizeste cair aos meus pés
    os meus adversários.
41 Fizeste que os meus inimigos
    fugissem de mim;
destruí os que me odiavam.
42 Gritaram por socorro,
    mas não havia quem os salvasse;
gritaram ao Senhor,
    mas ele não respondeu.
43 Eu os reduzi a pó, como o pó da terra;
esmaguei-os
    e os amassei como a lama das ruas.

44 “Tu me livraste dos ataques
    do meu povo;
preservaste-me como líder de nações.
Um povo que eu não conhecia
    me é sujeito.
45 Estrangeiros me bajulam;
assim que me ouvem, me obedecem.
46 Todos eles perdem a coragem;
saem tremendo das suas fortalezas[m].

47 “O Senhor vive!
    Bendita seja a minha Rocha!
Exaltado seja Deus,
    a Rocha que me salva!
48 Este é o Deus que em meu favor
    executa vingança,
que sujeita nações ao meu poder,
49 que me livrou dos meus inimigos.
Tu me exaltaste
    acima dos meus agressores;
de homens violentos me libertaste.
50 Por isso te louvarei entre as nações,
    ó Senhor;
cantarei louvores ao teu nome.
51 Ele concede grandes vitórias ao seu rei;
é bondoso com o seu ungido,
    com Davi e seus descendentes para sempre”.

Footnotes:

  1. 21.8 Conforme dois manuscritos do Texto Massorético, alguns manuscritos da Septuaginta e a Versão Siríaca. A maioria dos manuscritos do Texto Massorético e da Septuaginta diz Mical. Veja 1Sm 18.19.
  2. 21.16 Hebraico: 300 siclos. Um siclo equivalia a 12 gramas.
  3. 21.19 Ou filho do tecelão Jair,
  4. 21.19 Conforme o Texto Massorético e a Septuaginta. 1Cr 20.5 diz filho de Jair, matou Lami, o irmão de Golias.
  5. 22.3 Hebraico: chifre, que aqui simboliza a força.
  6. 22.6 Hebraico: Sheol. Essa palavra também pode ser traduzida por profundezas, pó ou morte.
  7. 22.8 A Vulgata e a Versão Siríaca dizem montes. Veja Sl 18.7.
  8. 22.11 Conforme muitos manuscritos do Texto Massorético. A maioria dos manuscritos do Texto Massorético diz apareceu. Veja Sl 18.10.
  9. 22.12 Conforme a Septuaginta e a Vulgata. O Texto Massorético diz escuras. Veja Sl 18.11.
  10. 22.28 Um manuscrito da Septuaginta e o texto paralelo do Sl 18.27 dizem mas humilhas os de olhos altivos.
  11. 22.30 Ou posso vencer uma barricada
  12. 22.33 Conforme alguns manuscritos do mar Morto, alguns manuscritos da Septuaginta, a Vulgata e a Versão Siríaca. O Texto Massorético diz Deus que é minha fortaleza. Veja Sl 18.32.
  13. 22.46 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta e a Vulgata. O Texto Massorético diz desde suas fortalezas eles se armam. Veja Sl 18.45.
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Josué 9:15 Nova Versão Internacional (NVI-PT)

15 Então Josué fez um acordo de paz com eles, garantindo poupar-lhes a vida, e os líderes da comunidade o confirmaram com juramento.

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2 Samuel 23 Nova Versão Internacional (NVI-PT)

As Últimas Palavras de Davi

23 Estas são as últimas palavras de Davi:

“Palavras de Davi, filho de Jessé;
    palavras do homem que foi exaltado,
    do ungido pelo Deus de Jacó,
    do cantor dos cânticos de Israel[a]:

“O Espírito do Senhor
    falou por meu intermédio;
sua palavra esteve em minha língua.
O Deus de Israel falou,
a Rocha de Israel me disse:
‘Quem governa o povo com justiça,
quem o governa com o temor de Deus,
é como a luz da manhã
    ao nascer do sol,
    numa manhã sem nuvens.
É como a claridade depois da chuva,
que faz crescer as plantas da terra’.

“A minha dinastia
    está de bem com Deus.
Ele fez uma aliança eterna comigo,
    firmada e garantida
    em todos os aspectos.
Certamente me fará prosperar em tudo
e me concederá tudo quanto eu desejo.
Mas os perversos serão lançados fora
    como espinhos,
que não se ajuntam com as mãos;
quem quer tocá-los usa uma ferramenta
    ou o cabo de madeira da lança.
Os espinhos serão totalmente queimados
    onde estiverem”.

Os Principais Guerreiros de Davi

Estes são os nomes dos principais guerreiros de Davi:

Jabesão[b], um tacmonita[c], chefe dos três guerreiros principais; numa ocasião, com uma lança, enfrentou[d] oitocentos homens numa mesma batalha e os matou.

Depois dele, Eleazar, filho do aoíta Dodô. Ele era um dos três principais guerreiros e esteve com Davi quando os filisteus se reuniram em Pas-Damim para a batalha. Os israelitas recuaram, 10 mas ele manteve a sua posição e feriu os filisteus até a sua mão ficar dormente e grudar na espada. O Senhor concedeu uma grande vitória a Israel naquele dia, e o exército voltou para onde Eleazar estava, mas somente para saquear os mortos.

11 Depois dele, Samá, filho de Agé, de Harar. Os filisteus reuniram-se em Leí, onde havia uma plantação de lentilha. O exército de Israel fugiu dos filisteus, 12 mas Samá tomou posição no meio da plantação, defendeu-a e derrotou os filisteus. O Senhor concedeu-lhe uma grande vitória.

13 Durante a colheita, três chefes do batalhão dos Trinta foram encontrar Davi na caverna de Adulão, enquanto um grupo de filisteus acampava no vale de Refaim. 14 Estando Davi nessa fortaleza e o destacamento filisteu em Belém, 15 Davi expressou este forte desejo: “Quem me dera me trouxessem água da cisterna da porta de Belém!” 16 Então aqueles três atravessaram o acampamento filisteu, tiraram água da cisterna e a trouxeram a Davi. Mas ele se recusou a beber; em vez disso, derramou-a como uma oferta ao Senhor e disse: 17 “O Senhor me livre de beber desta água! Seria como beber o sangue dos que arriscaram a vida para trazê-la!” E Davi não bebeu daquela água.

Foram esses os feitos dos três principais guerreiros.

18 Abisai, irmão de Joabe e filho de Zeruia, era o chefe do batalhão dos Trinta[e]. Certa ocasião, com sua lança matou trezentos homens, tornando-se tão famoso quanto os três. 19 Foi mais honrado que o batalhão dos Trinta e tornou-se o chefe deles. Mas nunca igualou-se aos três principais guerreiros.

20 Benaia, filho de Joiada, era um corajoso soldado de Cabzeel, que realizou grandes feitos. Matou dois dos melhores guerreiros de Moabe e, num dia de neve, desceu num buraco e matou um leão. 21 Também matou um egípcio de grande estatura. O egípcio tinha na mão uma lança, e Benaia o enfrentou com um cajado. Arrancou a lança da mão do egípcio e com ela o matou. 22 Esses foram os grandes feitos de Benaia, filho de Joiada, que também teve fama como os três principais guerreiros de Davi. 23 Foi mais honrado do que qualquer dos Trinta, mas nunca igualou-se aos três. E Davi lhe deu o comando da sua guarda pessoal.

24 Entre os Trinta estavam:

Asael, irmão de Joabe;

Elanã, filho de Dodô, de Belém;

25 Samá e Elica, de Harode;

26 Helez, de Pelete;

Ira, filho de Iques, de Tecoa;

27 Abiezer, de Anatote;

Mebunai[f], de Husate;

28 Zalmom, de Aoí;

Maarai, de Netofate;

29 Helede[g], filho de Baaná, de Netofate;

Itai, filho de Ribai,

de Gibeá de Benjamim;

30 Benaia, de Piratom;

Hidai[h], dos riachos de Gaás;

31 Abi-Albom, de Arbate;

Azmavete, de Baurim;

32 Eliaba, de Saalbom;

os filhos de Jasém;

Jônatas,

33 filho de[i] Samá, de Harar;

Aião, filho de Sarar[j], de Harar;

34 Elifelete, filho de Aasbai, de Maaca;

Eliã, filho de Aitofel, de Gilo;

35 Hezrai, de Carmelo;

Paarai, de Arabe;

36 Igal, filho de Natã, de Zobá;

o filho de Hagri[k];

37 Zeleque, de Amom;

Naarai, de Beerote,

escudeiro de Joabe, filho de Zeruia;

38 Ira e Garebe, de Jatir,

39 e o hitita Urias.

Foram ao todo trinta e sete.

Footnotes:

  1. 23.1 Ou o amado cantor de Israel
  2. 23.8 Alguns manuscritos da Septuaginta sugerem Is-Bosete, isto é, Esbaal ou Josebe-Bassebete. Veja 1Cr 11.11.
  3. 23.8 Provavelmente variante de hacmonita. Veja 1Cr 11.11.
  4. 23.8 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto Massorético e outros manuscritos da Septuaginta dizem três; foi o esnita Adino que matou oitocentos homens. Veja 1Cr 11.11.
  5. 23.18 Conforme a maioria dos manuscritos do Texto Massorético. Dois manuscritos do Texto Massorético e a Versão Siríaca dizem chefe dos três. Veja 1Cr 11.20.
  6. 23.27 Alguns manuscritos da Septuaginta dizem Sibecai. Veja 1Cr 11.29.
  7. 23.29 Muitos manuscritos dizem Helebe. Veja 1Cr 11.30.
  8. 23.30 Alguns manuscritos da Septuaginta dizem Hurai. Veja 1Cr 11.32.
  9. 23.33 Conforme alguns manuscritos da Septuaginta. O Texto Massorético não diz filho de. Veja 1Cr 11.34.
  10. 23.33 Alguns manuscritos dizem Sacar. Veja 1Cr 11.35.
  11. 23.36 Vários manuscritos dizem Hagadi. Veja 1Cr 11.38.
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2 Samuel 24 Nova Versão Internacional (NVI-PT)

O Recenseamento e a sua Punição

24 Mais uma vez irou-se o Senhor contra Israel e incitou Davi contra o povo, levando-o a fazer um censo de Israel e de Judá.

Então o rei disse a Joabe e aos outros comandantes do exército[a]: “Vão por todas as tribos de Israel, de Dã a Berseba, e contem o povo, para que eu saiba quantos são”.

Joabe, porém, respondeu ao rei: “Que o Senhor, o teu Deus, multiplique o povo por cem, e que os olhos do rei, meu senhor, o vejam! Mas, por que o rei, meu senhor, deseja fazer isso?”

Mas a palavra do rei prevaleceu sobre a de Joabe e sobre a dos comandantes do exército; então eles saíram da presença do rei para contar o povo de Israel.

E atravessando o Jordão, começaram em Aroer, ao sul da cidade, no vale; depois foram para Gade e de lá para Jazar, Gileade e Cades dos hititas[b], chegaram a Dã-Jaã e às proximidades de Sidom. Dali seguiram na direção da fortaleza de Tiro e de todas as cidades dos heveus e dos cananeus. Por último, foram até Berseba, no Neguebe de Judá.

Percorreram todo o país e voltaram a Jerusalém ao fim de nove meses e vinte dias.

Então Joabe apresentou ao rei o relatório do recenseamento do povo: havia em Israel oitocentos mil homens habilitados para o serviço militar, e em Judá, quinhentos mil.

10 Depois de contar o povo, Davi sentiu remorso e disse ao Senhor: “Pequei gravemente com o que fiz! Agora, Senhor, eu imploro que perdoes o pecado do teu servo, porque cometi uma grande loucura!”

11 Levantando-se Davi pela manhã, o Senhor já tinha falado a Gade, o vidente dele: 12 “Vá dizer a Davi: Assim diz o Senhor: ‘Estou lhe dando três opções de punição; escolha uma delas, e eu a executarei contra você’”.

13 Então Gade foi a Davi e lhe perguntou: “O que você prefere: três[c] anos de fome em sua terra; três meses fugindo de seus adversários, que o perseguirão; ou três dias de praga em sua terra? Pense bem e diga-me o que deverei responder àquele que me enviou”.

14 Davi respondeu: “É grande a minha angústia! Prefiro cair nas mãos do Senhor, pois grande é a sua misericórdia, a cair nas mãos dos homens”.

15 Então o Senhor enviou uma praga sobre Israel, desde aquela manhã até a hora que tinha determinado. E morreram setenta mil homens do povo, de Dã a Berseba. 16 Quando o anjo estendeu a mão para destruir Jerusalém, o Senhor arrependeu-se de trazer essa catástrofe, e disse ao anjo destruidor: “Pare! Já basta!” Naquele momento o anjo do Senhor estava perto da eira de Araúna, o jebuseu.

17 Ao ver o anjo que estava matando o povo, disse Davi ao Senhor: “Fui eu que pequei e cometi iniqüidade. Estes não passam de ovelhas. O que eles fizeram? Que o teu castigo caia sobre mim e sobre a minha família!”

Davi Constrói um Altar

18 Naquele mesmo dia Gade foi dizer a Davi: “Vá e edifique um altar ao Senhor na eira de Araúna, o jebuseu”. 19 Davi foi para lá, em obediência à ordem que Gade tinha dado em nome do Senhor. 20 Quando Araúna viu o rei e seus soldados vindo ao encontro dele, saiu e prostrou-se perante o rei, rosto em terra, 21 e disse: “Por que o meu senhor e rei veio ao seu servo?”

Respondeu Davi: “Para comprar sua eira e edificar nela um altar ao Senhor, para que cesse a praga no meio do povo”.

22 Araúna disse a Davi: “O meu senhor e rei pode ficar com o que desejar e oferecê-lo em sacrifício. Aqui estão os bois para o holocausto[d], e o debulhador e o jugo dos bois para a lenha. 23 Ó rei, eu dou tudo isso a ti”. E acrescentou: “Que o Senhor, o teu Deus, aceite a tua oferta”.

24 Mas o rei respondeu a Araúna: “Não! Faço questão de pagar o preço justo. Não oferecerei ao Senhor, o meu Deus, holocaustos que não me custem nada”, e comprou a eira e os bois por cinqüenta peças[e] de prata. 25 Davi edificou ali um altar ao Senhor e ofereceu holocaustos e sacrifícios de comunhão[f]. Então o Senhor aceitou as súplicas em favor da terra e terminou a praga que destruía Israel.

Footnotes:

  1. 24.2 Conforme a Septuaginta. O Texto Massorético diz Joabe, o comandante do exército. Veja o versículo 4 e 1Cr 21.2.
  2. 24.6 Hebraico: Tatim-Hodsi.
  3. 24.13 Conforme a Septuaginta. O Texto Massorético diz sete. Veja 1Cr 21.12.
  4. 24.22 Isto é, sacrifício totalmente queimado; também nos versículos 24 e 25.
  5. 24.24 Hebraico: 50 siclos. Um siclo equivalia a 12 gramas.
  6. 24.25 Ou de paz
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1 Crônicas 21 Nova Versão Internacional (NVI-PT)

O Recenseamento e a sua Punição

21 Satanás levantou-se contra Israel e levou Davi a fazer um recenseamento do povo. Davi disse a Joabe e aos outros comandantes do exército: “Vão e contem os israelitas desde Berseba até Dã e tragam-me um relatório para que eu saiba quantos são”.

Joabe, porém, respondeu: “Que o Senhor multiplique o povo dele por cem. Ó rei, meu senhor, não são, porventura, todos eles súditos do meu senhor? Por que o meu senhor deseja fazer isso? Por que deveria trazer culpa sobre Israel?”

Mas a palavra do rei prevaleceu, de modo que Joabe partiu, percorreu todo o Israel e então voltou a Jerusalém. Joabe apresentou a Davi o relatório com o número dos homens de combate: Em todo o Israel havia um milhão e cem mil homens habilitados para o serviço militar, sendo quatrocentos e setenta mil de Judá.

Mas Joabe não incluiu as tribos de Levi e de Benjamim na contagem, pois a ordem do rei lhe parecera absurda. Essa ordem foi reprovada por Deus, e por isso ele puniu Israel.

Então Davi disse a Deus: “Pequei gravemente com o que fiz. Agora eu te imploro que perdoes o pecado do teu servo, porque cometi uma grande loucura!”

O Senhor disse a Gade, o vidente de Davi: 10 “Vá dizer a Davi: Assim diz o Senhor: Estou lhe dando três opções. Escolha uma delas, e eu a executarei contra você”.

11 Gade foi a Davi e lhe disse: “Assim diz o Senhor: ‘Escolha entre 12 três anos de fome, três meses fugindo de seus adversários, perseguido pela espada deles, ou três dias da espada do Senhor, isto é, três dias de praga, com o anjo do Senhor assolando todas as regiões de Israel’. Decida agora como devo responder àquele que me enviou”.

13 Davi respondeu: “É grande a minha angustia! Prefiro cair nas mãos do Senhor, pois é grande a sua misericórdia, a cair nas mãos dos homens”.

14 O Senhor enviou, assim, uma praga sobre Israel, e setenta mil homens de Israel morreram. 15 E Deus enviou um anjo para destruir Jerusalém. Mas quando o anjo ia fazê-lo, o Senhor olhou e arrependeu-se de trazer a catástrofe, e disse ao anjo destruidor: “Pare! Já basta!” Naquele momento o anjo do Senhor estava perto da eira de Araúna[a], o jebuseu.

16 Davi olhou para cima e viu o anjo do Senhor entre o céu e a terra, com uma espada na mão, erguida sobre Jerusalém. Então Davi e as autoridades de Israel, vestidos de luto, prostraram-se, rosto em terra.

17 Davi disse a Deus: “Não fui eu que ordenei contar o povo? Fui eu que pequei e fiz o mal. Estes não passam de ovelhas. O que eles fizeram? Ó Senhor meu Deus, que o teu castigo caia sobre mim e sobre a minha família, mas não sobre o teu povo!”

18 Depois disso, o anjo do Senhor mandou Gade dizer a Davi que construísse um altar ao Senhor na eira de Araúna, o jebuseu. 19 Davi foi para lá, em obediência à palavra que Gade havia falado em nome do Senhor.

20 Araúna estava debulhando o trigo; virando-se, viu o anjo, e ele e seus quatro filhos que estavam com ele se esconderam. 21 Nisso chegou Davi e, quando Araúna o viu, saiu da eira e prostrou-se diante de Davi, rosto em terra.

22 E Davi lhe pediu: “Ceda-me o terreno da sua eira para eu construir um altar em honra ao Senhor, para que cesse a praga sobre o povo. Venda-me o terreno pelo preço justo”.

23 Mas Araúna disse a Davi: “Considera-o teu! Que o meu rei e senhor faça dele o que desejar. Eu darei os bois para os holocaustos[b], o debulhador para servir de lenha, e o trigo para a oferta de cereal. Tudo isso eu dou a ti”.

24 O rei Davi, porém, respondeu a Araúna: “Não! Faço questão de pagar o preço justo. Não darei ao Senhor aquilo que pertence a você, nem oferecerei um holocausto que não me custe nada”.

25 Então Davi pagou a Araúna sete quilos e duzentos gramas[c] de ouro pelo terreno. 26 E Davi edificou ali um altar ao Senhor e ofereceu holocaustos e sacrifícios de comunhão[d]. Davi invocou o Senhor, e o Senhor lhe respondeu com fogo que veio do céu sobre o altar de holocaustos.

27 O Senhor ordenou ao anjo que pusesse a espada na bainha. 28 Nessa ocasião viu Davi que o Senhor lhe havia respondido na eira de Araúna, o jebuseu, e passou a oferecer sacrifícios ali. 29 Naquela época, o tabernáculo do Senhor que Moisés fizera no deserto e o altar de holocaustos estavam em Gibeom[e]. 30 Mas Davi não podia consultar a Deus lá, pois tinha medo da espada do anjo do Senhor.

Footnotes:

  1. 21.15 Hebraico: Ornã, variante de Araúna; também nos versículos 18-28.
  2. 21.23 Isto é, sacrifícios totalmente queimados; também nos versículos 24, 26 e 29.
  3. 21.25 Hebraico: 600 siclos. Um siclo equivalia a 12 gramas.
  4. 21.26 Ou de paz
  5. 21.29 Hebraico: no alto de Gibeom.
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Êxodo 30:12 Nova Versão Internacional (NVI-PT)

12 “Quando você fizer o recenseamento dos israelitas, cada um deles terá que pagar ao Senhor um preço pelo resgate por sua vida quando for contado. Dessa forma nenhuma praga virá sobre eles quando você os contar.

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Tiago 1:13-16 Nova Versão Internacional (NVI-PT)

13 Quando alguém for tentado, jamais deverá dizer: “Estou sendo tentado por Deus”. Pois Deus não pode ser tentado pelo mal, e a ninguém tenta. 14 Cada um, porém, é tentado pelo próprio mau desejo, sendo por este arrastado e seduzido. 15 Então esse desejo, tendo concebido, dá à luz o pecado, e o pecado, após ter se consumado, gera a morte.

16 Meus amados irmãos, não se deixem enganar.

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