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1 Coríntios 9O Livro (OL)

Os direitos de um apóstolo

Eu sou um apóstolo. Não é pois a meros homens que tenho de prestar contas. Eu vi Jesus Cristo nosso Senhor com os meus próprios olhos. E as vossas vidas transformadas são o resultado do meu trabalho para Deus. Se, na opinião de outros, eu não sou apóstolo, certamente que o sou para vocês, porque foram ganhos para Cristo por meu intermédio.

Esta é a minha resposta àqueles que põem em questão a minha autoridade como apóstolo. Será que eu não tenho direito de ter o mesmo acolhimento que os outros quando são recebidos nas vossas casas? Não temos nós o direito de levar connosco uma mulher crente nas viagens que fazemos, tal como os outros discípulos, e os irmãos do Senhor, e Pedro? Só Barnabé e eu é que devemos trabalhar para ganhar o nosso sustento? Qual é o soldado no exército que paga as suas próprias despesas? Alguma vez já ouviram de um agricultor que depois da colheita não tenha o direito de comer dela? Qual o pastor que não tenha direito de beber do leite do seu rebanho?

Nem o que eu estou aqui a dizer são meras considerações humanas. Trata­se daquilo que diz a própria lei de Deus. Porque na lei que Deus deu a Moisés está escrito: “Não ponhas uma mordaça na boca de um boi para impedir que coma do trigo que está a trilhar”. Acham vocês que Deus estava a pensar apenas nos bois quando disse isto? 10 Não se referia também a nós? Com certeza que sim. Tal como aqueles que lavram a terra e que debulham o trigo devem contar em receber parte da colheita, os obreiros cristãos devem ser pagos pelos crentes a quem servem.

11 Nós plantámos a semente espiritual nas vossas almas. Será pois muito esperar em troca apoio material? 12 Se já o fizeram a outros que têm pregado no vosso meio, não deveríamos nós também ter esse direito, ainda mais do que eles? E no entanto nunca o reclamámos, mas sempre suprimos nós próprios às nossas necessidades. E isto para não levantar qualquer obstáculo à acção do evangelho de Cristo no vosso meio.

13 Vocês bem sabem que Deus mandou que os que servissem no seu templo tomassem para seu próprio sustento parte dos produtos alimentares que eram trazidos como oferta? Igualmente os que se ocupavam do altar de Deus recebiam para si uma porção dos alimentos que ali eram oferecidos. 14 Da mesma forma, o Senhor manda que aqueles que pregam as boas novas sejam mantidos pelos que o aceitam.

15 E contudo nunca vos pedi fosse o que fosse. Nem tão­pouco estou a escrever estas coisas para dar a entender que gostaria que se começasse agora a fazer assim comigo. A verdade é que preferiria morrer de fome do que perder a satisfação que me dá o facto de vos ter pregado sem nunca ter recebido nada vosso. 16 Por pregar boas novas não me posso por isso vangloriar. É Deus quem me obriga a pregar. Ai de mim se não o fizer!

17 Se eu estivesse a fazer isso de minha livre vontade, então receberia um salário. Mas é que foi Deus quem me impôs este dever. 18 Sendo assim, qual será a minha paga? É o sentimento de profunda satisfação em anunciar as boas novas, sem encargos seja para quem for, sem reclamar aquilo que seria o meu direito.

19 Assim, estando livre em relação seja a quem for, tornei­me servo de todos, para que possa levar todos a Cristo. 20 Quando eu estou com os judeus torno­me um deles para que possa conduzi­los a Cristo. Quando estou entre aqueles que seguem as leis judaicas, faço o mesmo, embora eu não esteja sujeito à lei, isto para que possa conduzi­los a Cristo. 21 Quando estou entre os gentios que não seguem a lei judaica, eu ligo­me com eles tanto quanto posso. Desta maneira, eu ganho a sua confiança e levo­os a Cristo. Não rejeito a lei de Deus, mas sim obedeço à lei de Cristo.

22 Com aqueles cujas consciências facilmente os inquietam, procuro pôr­me no lugar deles, para os ajudar. Desse modo, seja com que tipo de pessoa for, procuro encontrar um plano comum de entendimento com ela para que, por qualquer meio, Cristo a salve. 23 Faço­o não só para lhes levar o evangelho, mas também pela bênção que para mim representa vê­los vir até Cristo.

24 Numa corrida, são vários os que correm, mas um só ganha o prémio. Que cada um de vocês corra como se fosse aquele que vai ganhar. 25 Os atletas renunciam a tudo para afinal vir a ganhar um prémio corruptível, mas nós fazemo­lo por um prémio divino que nunca mais perderá o seu valor. 26 Portanto corro direito ao alvo, não às cegas. Neste combate eu luto para ganhar. Não luto contra figuras imaginárias. 27 Mas sujeito o corpo a uma dura disciplina e a um tratamento rude. De outra maneira receio que, depois de ter pregado Cristo aos outros, eu próprio não venha a ser desclassificado.

O Livro (OL)

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